21 de Novembro de 2015

A escola ideal

Ando pensando bastante na educação, na escola ideal. Quanto mais escolas visito, quanto mais alunos conheço, tenho a sensação de que há anos estamos seguindo por um caminho errado. O mundo evolui, a tecnologia fica cada vez mais avançada, mas o modelo de educação é basicamente o mesmo há quantos e quantos anos?

Sai o quadro negro, entra as telas interativas. Sai o caderno, entra o tablet e o notebook, mas o ensino ainda é o mesmo da minha época, que também era o mesmo da época dos meus pais e também dos meus avós.

Escola ideal

Mudam a gramática, as carteiras e as mochilas. Mas continua aquela eterna valorização das matérias “principais”: matemática, português, geografia, ciências (biologia, física e química) e história. E aí eu me pergunto – Por que artes, música, teatro, educação física e filosofia, por exemplo, não entram no mesmo nível de importância? Ah, não são matérias que caem no ENEM? Hum…

E os métodos de ensino? Aquela aula engessada, que o professor coloca a matéria no quadro, dá tempo para o aluno copiar, explica, apaga e diz a clássica “vai cair na prova!”. Os alunos? Ou estudam, decoram ou colam. Dessa maneira, a prova prova alguma coisa? O quê?

Acredito que mais do que nunca precisamos aprofundar um pouco mais o nosso olhar, deixar a superficialidade de lado para tentar, de fato, formar cidadãos que pensam, que se interessam em aprender e que são vistos como pessoas diferentes, cada um com sua individualidade, sem que seus gostos por matemática, ou artes, ou física, ou música, ou química, ou dança, sejam comparados como melhor ou pior, como com ou sem importância.

Não tenho nenhum conhecimento científico, pesquisa ou algo do tipo (ainda!!), mas acho que a escola ideal seria aquela que o aluno não olharia como um castigo, como um estorvo obrigatório que começa toda segunda e termina só na sexta. Seria uma instituição que no lugar de promover certa competição, valorizaria a equipe, a união, a contribuição. Pensaria em ações – como vi no Uruguai diversas vezes pelas ruas – para o bem coletivo, para o meio ambiente, para a caridade. Transformaria alunos em pessoas mais humanas, mais conscientes e mais seguras de quem elas são e do que realmente querem ser profissionalmente.

A tecnologia pode ser a mais avançada, as provas cada vez mais difíceis, mas acho que só vamos ter um mundo melhor, mais inteligente e desenvolvido se a educação começar a mudar. É apenas a minha opinião!

Não deixem de assistir a essa entrevista de Rubem Alves:

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