15 de Junho de 2016

Muito mais que um rosto bonito, Ashton Kutcher é um ótimo investidor

Amo os filmes do Ashton Kutcher. Sempre achei o ator uma gracinha. Além disso, já gostava dele também por uma participação que fez no Caldeirão do Huck. O ator se mostrou um cara bem humorado, simpático e carismático. Como se não bastasse o talento, Ashton Kutcher vai além. Ele também sabe investir como poucos. Dá para acreditar?

Recentemente li o livro Pai Rico, Pai Pobre  e fiquei pensando muito em tudo o que aprendi com aquela leitura. Resolvi mudar algumas coisas na minha vida e na minha maneira de pensar. Então, na sexta-feira passada eu estava adiantada para uma reunião de trabalho, passei em uma banca e comprei a Revista Forbes. Queria ler um pouco mais sobre quem são os grandes investidores de hoje, o que as grandes empresas andam fazendo e falando, queria olhar um pouco mais para um mundo que eu não dava muita bola antes da minha última leitura. E foi naquele momento que eu descobri o outro lado do Ashton Kutcher, o lado investidor que eu totalmente desconhecia.

Ashton Kutcher

Descobri que aquele mocinho, protagonista das comédias românticas fofas que eu amo fazia exatamente o que o autor de Pai Rico, Pai Pobre manda fazer. Ao invés de seguir o que a grande parte das celebridades (artistas, cantores, jogadores de futebol, etc.) fazem, que é se contentar com o grande salário que recebem, ele olha ainda mais para cima. Não ficou “apenas” com a “segurança” do que ganha atuando, Ashton Kutcher foi além e investiu.

Ele foi para o Vale do Silício aprender, segundo sua declaração para a Revista Forbes, “passou 90% do tempo só ouvindo” e aprendeu tudo o que podia sobre startups de tecnologia. Dessa maneira, resolveu investir em empresas que estavam começando e que hoje são gigantes, como Uber, Skype, Airbnb, Spotify, Pinterest e várias outras. São mais de 70 investimentos de Ashton Kutcher.

Além de ganhar milhares e milhares de dólares e de aumentar e muito seus ativos financeiros, Ashton Kutcher ainda transforma sonhos em realidade, pois muitas dessas empresas de grande sucesso, talvez não teriam conseguido nem mesmo começar se não fossem os investidores para acreditar neles. Como Ashton Kutcher disse para a Forbes “Se não ganharmos nenhum dólar, mas mudarmos o mundo de uma maneira significativa por resolvermos problemas reais, apoiarmos pessoas incríveis e fizermos o máximo para ajudar, os retornos serão resultado disso”.

Achei inspirador conhecer esse lado do Ashton Kutcher. Acredito que na vida sempre temos a opção de nos contentarmos com o que temos – e no caso dele o ter já era muito, muito mais do que a maioria de nós já pensou em ter um dia – ou decidir deixar o medo de lado e mudar completamente o nosso pensamento para que a gente mire ainda mais alto.

Tenho uma amiga que fala “não me importo com dinheiro, ele não compra felicidade”. Eu já cheguei a pensar assim também, mas acho que isso acaba fazendo com que a gente sofra de um comodismo muito grande. Passei a pensar que “dinheiro não compra felicidade, mas compra viagens, chocolates, livros, que é quase a mesma coisa”. Como disse o autor de Pai, Rico, Pai Pobre:

“Meu pai-que-logo-ficaria-rico explicava que ao falar automaticamente “Não dá para comprar isso” seu cérebro para de trabalhar. Ao perguntar “O que posso fazer para comprar isso?”, você mantém seu cérebro trabalhando. Ele acreditava que repetir mecanicamente “Não dá para comprar isso” era um sinal de preguiça mental”. Então, ao invés de inventar desculpas e de deixar meu cérebro adormecido, quero me inspirar em exemplos como o do Ashton Kutcher e acreditar que sempre é possível a gente olhar além, mirar fora da caixa e fazer mais por nós mesmos.

Veja mais posts sobreAshton Kutcher dinheiro Forbes investimento investir startup