30 de Setembro de 2015

Becky Bloom em Hollywood e eu!

Depois de quase surtar de felicidade ao saber que esse mês seria publicada mais uma continuação para uma das minhas protagonistas favoritas da literatura – Becky Bloom -, hoje foi o dia que mais uma vez me despedi dela. Foram vários dias de muita risada proporcionada pela Sophie Kinsella, que consegue me encantar a cada novo livro. Mas além disso, também me identifiquei bastante com a personagem ao longo de algumas experiências vividas por ela em Hollywood.

Assim como Becky Bloom, minha cabeça funciona a mil por hora, cheia de fantasias e diálogos criados para cenas do que pode acontecer no futuro próximo. Sei que muitas pessoas que leem essa série da Sophie, acham que é surreal demais. Eu sou uma leitora que não gosta de quando o livro viaja na maionese e cria histórias praticamente impossíveis de acontecer – não estou falando dos livros de magia -, mas nesse caso, eu sou completamente apaixonada por cada detalhe, cada cena mirabolante e pensamento doidinho da Becky.

Becky Bloom em Hollywood

Sinceramente, acho que de todos os livros dessa série, esse se transformou no meu favorito. Foi muito divertido acompanhar a protagonista querendo transformar o sonho de ser uma produtora de mora de celebridades em realidade. Mais legal ainda, é o final do livro – que não vou contar para vocês, é claro! -, mas toda a percepção da Becky sobre o que ela imaginava daquele mundo e o que é na verdade, também já aconteceu comigo em duas ocasiões. Esse é o motivo do título me envolvendo.

Sempre fui apaixonada pelo mundo do entretenimento. Novelas, filmes, teatro e futebol sempre me encantaram. Não podia ver um artista na rua, que ficava nervosa, louca para pedir um autógrafo ou uma foto. Talvez, a escolha pela faculdade de Jornalismo também tenha sido por esse motivo. Eu queria ter acesso ao mundo que sempre acompanhei pela TV.

Não demorou a acontecer. Logo no primeiro período, já comecei a fazer entrevistas com diversos atores – dos mais consagrados aos que estavam apenas começando. Meus olhos brilhavam quando eles me recebiam no camarim e respondiam ao que eu perguntava. Depois de um tempo, resolvi me envolver ainda mais e fui trabalhar com produção cultural. Na minha primeira experiência, viajei com a Fernanda Souza e o Bruno Ferrari para levar a peça deles para Friburgo. Ficamos uma semana juntos, no mesmo hotel, almoçando, jantando, tomando café da manhã, indo até as escolas, ao teatro e nas conversas antes de dormir.

Bruno Ferrari 1

Uau! Que demais! Pensei no primeiro e segundo dia. Já do terceiro em diante, a minha ficha caiu – eles eram exatamente como eu: pessoas normais. E com esse pensamento, relaxei e a viagem se transformou em um trabalho entre amigos. Foi divertido. O deslumbramento voltou meses depois, quando fui trabalhar em uma produtora e durante aproximadamente dois anos tinha que ir ao teatro ver se estava tudo certo nos camarins, fechar a bilheteria da peça e levar os atores para jantar. Nossa! Imagina quantas pessoas não sonhariam em tirar apenas uma foto com muitos daqueles atores e eu ainda estava indo jantar com eles!!! Trabalho perfeito?

Não posso negar que era um trabalho que eu amava, mas já não mais pelo “bônus” – algumas vezes aquilo era um ônus – de sair para jantar com os atores, mas pelo prazer de trabalhar com teatro, todo o frio na barriga de uma produção, da incerteza se a divulgação feita durante a semana encheria ou não o teatro. Foram diversas peças, muitas conversas legais e outras que fiz questão de esquecer. Amigos que ficaram para sempre e outros que nunca mais nem quis ver na minha frente.

O mesmo aconteceu depois com o futebol. No primeiro clube que entrei, fiquei fascinada pensando em quantos milhares de torcedores sonhariam em viver uma experiência como aquela. Ter Ney Franco me ensinando um pouco de esquema tático, ficar amiga de alguns jogadores, ver treinos de pertinho e saber antes de todo mundo algumas notícias daquele clube era de encher os olhos. Mas com o tempo, o que parecia ser a coisa mais legal do mundo foi me cansando. Perdi a paixão de torcedora ao saber de coisas que aconteciam nos bastidores, fiquei com raiva do machismo e piadinhas de alguns jornalistas esportivos que acham que toda mulher é maria chuteira e foram poucos os amigos que realmente ficaram.

Zico

Assim como a Becky, descobri que o mundo dos holofotes nem sempre é melhor que a nossa vida. Muito pelo contrário, na maioria das vezes é bem pior. É mais vazio, cheio de interesses e mais difícil de saber quem é de verdade e quem é de mentira. É claro que tanto das celebridades quanto dos jogadores do futebol, levo pessoas queridas até hoje no meu coração e na minha vida. Mas nem todos que vemos todos os dias com sorrisos estampados em revistas e sites, são o que aparentam ser.

O que mais me deixou feliz no livro é saber que vai ter mais uma continuação e espero que não demore muito, pois fiquei morrendo de curiosidade sobre o que vai acontecer. Não deixem de ler!

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