15 de Março de 2017

Bial x Tiago Leifert – Quem é melhor como apresentador do Big Brother Brasil?

Desde que o Big Brother Brasil começou muitas pessoas passaram a comparar Tiago Leifert com o Bial e os questionamentos começaram – quem é o melhor na função de apresentador do programa? E aí, muitas pessoas pediam a volta do Bial dizendo que o Tiago não tinha o mesmo carisma do antigo apresentador.

Que mania feia essa que temos de comparar pessoas. Não é porque um assume o lugar do outro que precisa fazer exatamente igual. Quando um músico canta a música de outro cantor, não é muito mais legal quando ele interpreta de um jeito totalmente diferente? Eu sempre acho que sim.

Já tinha algum tempo que queria falar sobre isso por aqui, mas acabava deixando passar e passar e passar. Mas hoje eu resolvi jogar conversa fora. Vou deixar o post dos restaurantes de Itaipava para amanhã. Estava com vontade de papear.

Muitos jornais disseram que o Tiago não empolgou o público, que possui um discurso mais direto e sem emoção. Mas nos anos anteriores, reclamavam dos discursos emocionados do Bial, quando ele chamava os participantes de heróis. Vocês precisam decidir – emoção ou leveza?

Entre Bial e Tiago, não existe um vencedor. Na minha opinião, cada um tem seu jeito, seu olhar, sua maneira de apresentar e gostar do Big Brother. Bial tinha o olhar do escritor, do jornalista que corre mais do que atrás de notícias, mas que vai em busca de histórias. Bial tem aquele jeito quase fofoqueiro de todo escritor, de realmente querer espiar para entender as relações humanas, de se inspirar com diálogos, de enxergar aquelas pessoas não só como participantes de um “jogo”, mas também como personagens da vida real.

Bial olhava para o Big Brother como quem olha para um livro. Era uma história que se desenrolava durante três meses. Romances, intrigas, dramas e até terror. Em seus discursos era como se ele fosse o narrador. Ele apimentava, incrementava, dava um pouco da sua voz para a história. Usava sua caneta de escritor para fechar um capítulo e abrir outro. A cada eliminação do programa, seus discursos eram como se o eliminado fosse um personagem que deixaria o livro, era como se fosse uma morte, a morte daquele personagem, naquela história.

Já o Tiago trouxe outra cara para o programa. Saiu a literatura e a poesia, entrou o jogo. Ele não vibra com as pessoas, com as relações humanas. Tiago vibra com as jogadas, ele se diverte com as “fases” do reality. Ele vê o programa como uma grande brincadeira – e realmente é!! -.

Quando um participante saía do programa, o Bial sempre perguntava se a pessoa sabia “o que faria agora do lado de fora”. O Tiago já quase celebra “você tem toda a vida real de volta”. É como se ele não conseguisse entender o choro, a saída triste de um participante. É como se ele pensasse: É só um game over, amigo! Bora jogar outro jogo?

Eu adoro mudanças! Gostava do Bial, adoro o Tiago. Gostava da literatura do Bial e adoro a simplicidade do Tiago. Certo ou errado? Não existe. São maneiras diferentes de apresentar e assistir o mesmo programa. Assim como “aqui fora” sempre existiu a briga de quem assiste – por entretenimento – e de quem não assiste – e fala que é um grande lixo.

O Big Brother é mesmo um livro sendo escrito em tempo real, como o Bial gostava de apresentar. Mas também nada mais é do que um jogo, sendo jogado por participantes que precisam fazer as jogadas certas para passar de fase. Assim como em todo livro, uns personagens viram protagonistas. E assim como em todo jogo, sempre existe um vencedor.



Veja mais posts sobrebate papo Bial Big Brother Tiago Leifert