15 de Setembro de 2017

Maternidade – Qual é o jeito certo e a melhor escolha?

Eu já estava desconfiada de que não existe “um jeito certo” ou uma verdade absoluta na maternidade, mas foi só fazer uma simples pergunta hoje no meu Instagram para ter total certeza disso. São inúmeras as questões que envolvem esse mundo e, pelo que estou percebendo, cada mãe e cada bebê funcionam de um jeito. O que é melhor para um, é pior para outro ou inexistente para uma terceira pessoa. Mas como saber se estou fazendo determinada coisa da melhor maneira?

Desde que engravidei, descobri um mundo até então totalmente desconhecido para mim. São tantas listas, tantas coisas que sites, pessoas e lojas dizem que você TEM que ter… que do meio para o final da gestação, já estamos perdidas, loucas e achando que vamos ser as piores mães do mundo, pois não possuímos nem metade de todos aqueles itens. Mas será mesmo que todos são necessários?

Várias amigas minhas estão vivendo as mesmas dúvidas e o mesmo momento que eu. Algumas estão alguns passos depois. Já tiveram seus filhinhos e compartilham comigo o que foi e o que não foi útil. E sabe o que é mais engraçado? Não existe unanimidade sobre NADA! Cada uma funcionou de um jeito e muitas coisas que foram indispensáveis para umas, acabaram sendo um dinheiro jogado fora para outras. Não é uma loucura?

Hoje, no meu Instagram, resolvi perguntar sobre banheira para o bebê. São tantas opções no mercado, que fica difícil saber o que realmente é útil ou não. Tenho o maior medo de comprar aquela “tradicional” e acabar sendo um “elefante branco” no meu banheiro de visitas ou no quarto da Julinha. Como recentemente vi aquela portátil, bem fácil de dobrar e pequena… Fiquei ainda mais na dúvida. Qual será a melhor opção para mim?

Tenho exemplos de amigas para todos os tipos de banho: apenas no chuveiro, na banheira tradicional e na portátil. Cada uma delas teve uma experiência maravilhosa – ou não – com suas escolhas e me deram suas opiniões. Os três casos deram certo para uma delas. Ou seja… Não existe modelo certo, existe o que vai ser mais prático, mais seguro e o que mais me atrai. Pode ser que a minha escolha precise de uma segunda opção no meio do caminho, pois a Julinha pode “querer” alguma coisa diferente de mim. Mas não dá para eu ficar achando que preciso fazer a escolha mais correta, pois ela não existe.

O mesmo vale para todo o resto. Aos poucos eu vou contar aqui no blog as escolhas que já fiz e que ainda pretendo fazer – de parto, de quarto, enxoval e por aí vai… Tenho certeza que muitas pessoas vão se identificar e outras irão me achar completamente louca. Mas a maternidade é como todo o resto da vida. Ninguém é melhor ou pior pelas escolhas que fez / faz. Nem certo ou errado. São apenas diferentes.

É o que eu sempre digo… Que chato seria a vida se todos gostassem apenas do rosa, não é mesmo?



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11 de Setembro de 2017

A mãe que eu quero ser

Antes de engravidar eu já ficava pensando no tipo de mãe que eu seria. Aos poucos fui construindo sonhos, desejos e planos para a maternidade. Observava amigas que tinham filhos, blogueiras, atrizes e por aí vai. Imaginava o que eu teria e o que não teria vontade de fazer. E assim, fui criando algumas ideias na minha cabeça da mãe que eu quero ser.

Mais do que qualquer coisa, quero ser uma mãe presente e quero ensinar a minha filha a sonhar, assim como minha mãe me ensinou. Não quero que o quarto da Julia seja o mais cheio de brinquedos. Quero que ela descubra como transformar o que ela tem em um milhão de coisas diferentes. Imaginação é um dos melhores presentes que posso tentar dar para ela. Foi assim que eu mais me diverti enquanto crescia.

Para isso, quero colorir a vida da Julia com histórias. Seja com Patinho Feio, Cinderela, Pequeno Príncipe ou Reinações de Narizinho… Quero que ela imagine personagens, cenários e que vá construindo um mundo cada vez maior na cabecinha dela. Os livros sempre me instigaram e fizeram a minha imaginação voar cada vez mais alto.

Por mais que aconteçam avanços da tecnologia, quero brincar muito com a Julia sem tablet, televisão ou computador. Quero que ela rale os joelhos enquanto brinca de correr, que transforme a primeira bicicleta em uma moto apenas com a ajuda de um copinho plástico na roda de trás, sem que tenha que comprar uma realmente motorizada para ela.

Ah, e o teatro?! Já ando até sonhando com o cheiro das coxias, dos palcos e das histórias infantis. No domingo, acordei com uma vontade enorme de assistir Peter Pan e sei que vou poder reviver momentos mágicos ao lado da minha filha, assistindo nos finais de semana muitas histórias que eu também vi quando era pequena e que nunca mais saíram da minha cabeça.

Espero conseguir mostrar para a Julia que algumas meninas possuem cem bonecas e que outras não possuem nenhuma, mas que isso não é importante na hora de ser amiga delas. Espero que aos poucos ela consiga se encantar pelos sorrisos, olhares e verdades guardadas dentro de cada pessoa. E que dessa maneira, consiga se proteger e se doar cada vez mais.

Não quero ser uma mãe que afasta a filha do que acontece no mundo para “protegê-la”. Quero que a Julia conheça o mundo real e que dessa maneira ela saiba discernir o que será bom e o que será ruim para a vida dela. Não foi me escondendo o mundo das drogas que a minha mãe fez com que eu nunca tivesse vontade de me drogar. Muito pelo contrário. Por volta dos 12, 13 anos ela me deu o livro  Christiane F. porque eu pedi e foi por conhecer aquela realidade tão crua e dura que eu nunca quis nem chegar perto disso.

Também espero ser uma mãe que vai conseguir ensinar a Julia a respeitar as pessoas, a ser gentil, educada… Quero que ela sinta prazer em dizer bom dia, muito obrigada e que ela perceba como compartilhar e doar faz bem.

Quero que a Julia descubra o mundo com seus olhos, nariz, pés, mãos. Espero afastar os meus medos e quero muito permitir que a minha filha explore as coisas. Quero que ela se desenvolva cada vez mais por ela mesma, que aprenda a cair e levantar sem que isso seja um grande problema ou motivo de grande susto. Espero que ela perceba que para mim, nunca vai ser o resultado final a parte principal das realizações dela, mas que estarei na torcida e aplaudindo todas as vezes que ela se esforçar para conquistar tudo aquilo que deseja. Seja um passinho, uma nota na escola ou os sonhos cada vez maiores que ela venha a ter.

Quero ser uma mãe bem parecida com a minha, com algumas grandes diferenças, mas com uma coisa totalmente igual: O amor incondicional. Quero que a Julia cresça sabendo que aconteça o que acontecer, estarei ao lado dela. Que ela pode errar, cair, sonhar, se realizar… E que eu sempre estarei com ela, para tudo! Tanto nas alegrias, quanto nas tristezas. Tanto nas vitórias, quanto nas derrapadas. Não realizarei nada por ela, mas darei toda a força que ela precisar para acreditar que todos os sonhos são possíveis e que o que eu mais quero é que ela seja uma pessoa boa, carinhosa e educada com as pessoas, que tenha aquela vontade dentro dela de ajudar a mudar o mundo de alguma maneira e que seja muito, muito feliz.



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