21 de Julho de 2017

Ah, como é maravilhoso ganhar livros sem nem esperar

Ontem, depois de um passeio na rua com a Valentina, o porteiro disse que havia chegado uma encomenda para mim. Pensei: Ué, não estou esperando nada! O que será? E lá veio ele com um pequeno embrulho na mão. Olhei o remetente: Editora Record. Abri o pacote e encontrei dois livros lá dentro.

Eu realmente não estava esperando nada, foi um presente da editora. Tem coisa mais maravilhosa que essa? Entrei no elevador com um sorriso de quem encontra um tesouro. Amo entrar em livrarias, olhar livro por livro, até achar histórias que me interessem. Adoro procurar histórias que nenhum amigo tenha lido ainda. Gosto muito de descobrir um livro ao acaso, sem que tenha vindo de alguma recomendação.

Muito melhor do que tudo isso é receber um presente tão especial como esse… Livros que eu não esperava e que ainda não li nada sobre eles. É tão gostoso começar a ler alguma coisa sem saber o que esperar.

Curiosa que sou, já abri “O Mundo não vai acabar” e fiquei totalmente encantada com o livro. São crônicas que falam sobre o mundo que vivemos e logo de cara, na apresentação, a autora já me deixa com vontade de ler cada uma das páginas sem parar. Tatiana Salem Levy tem um texto leve, gostoso e com pensamentos que me fazem querer abraçá-la.

“Uma política mais justa passa também por uma política da leitura. Quanto mais leitura houver, mais abertos estaremos para o outro, para a diferença. Menos reacionários haverá entre nós”

Nesse final de semana eu vou viajar e o livro já vai na minha mala, é claro! Quero aproveitar todos os momentos que tiver para devorar cada uma das crônicas. Tenho certeza que vai ser aquele tipo de leitura que nos transforma, que faz com que a gente termine o livro diferente de como começamos.

Ainda não folheei o Pelas Paredes, mas já sei que também vou amar conhecer a história da Marina Abramovic. Amo biografias, principalmente de pessoas que, de um jeito ou de outro, saem daquela linha que esperavam que elas seguissem para ir atrás do que realmente amam. E pelo pouco que li da Marina, parece que foi exatamente isso o que aconteceu com ela.

Gostaria de deixar um muito obrigada e um beijo bem grande para a Editora Record por esses presentes! Nada é tão bom como ganhar livros ao acaso, sem esperar e descobrir grandes histórias! Depois volto para falar mais sobre esses dois livros para vocês.

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02 de Julho de 2017

Preciso achar o meu outono

Alguma coisa no outono – mesmo quando já não estamos mais nessa estação – me encanta. É como se o outono fosse mais um sentimento, um clima, uma característica do que propriamente uma estação do ano. Apesar de ser inverno, hoje está um dia próprio de outono e isso me deixa mais feliz do que em qualquer outro dia. É como se o mundo de uma hora para outra se tornasse mais calmo, vazio, geladinho e mais devagar.

Senti que a qualquer momento poderia sair saltitando pela rua, de tanta felicidade, com aquele ar gelado e gostoso. Sei que o inverno também é frio e que já estamos nele. Mas nem sempre o inverno tem a cara do outono. Falei para Vinicius “Nossa! Fico com vontade de passar o dia inteiro na rua quando o tempo está assim”. E ficaria mesmo. Ainda mais com as ruas vazias, sem aquele agito da rotina normal. Acho que o outono tem mesmo muita cara de domingo.

Não sei se foram os livros que li ou os filmes que vi. Não sei se a culpada foi uma autora inglesa chamada Rosamunde Pilcher, que me encantou com TODOS os seus romances, descrevendo uma cidadezinha da Inglaterra – Cornwall – ou alguns lugares da Escócia… Não sei se foi a minha viagem em 2014 para o sul do Brasil. Talvez tenha sido tudo isso junto. Mas já faz um tempo que eu sinto vontade de mudar.

Algumas vezes sentimos vontade de mudar um corte de cabelo, uma arrumação na casa, uma comida que queremos experimentar. Mas nesse momento, a minha maior vontade é de mudar de lugar. Queria achar um cantinho que sempre tivesse esse ar de outono. Uma cidade com eterna cara de domingo, com pessoas andando mais devagar, sem tantos adereços, sem tanta pressa…

Uma espécie de Stars Hollow – do seriado Gilmore Girls -, uma cidade menor, com menos gente querendo ter e mais gente querendo ser, sabe? Um lugarzinho sem tanta disputa de ego, discussões sobre quem está mais certo, sem tanta violência. Um lugar com menos moradores, mas com mais valores.

Não é só “coisa de mãe”, já que essa vontade está me acompanhando há muito tempo. Mas ela está ficando cada vez maior. A cada novo centímetro que ganho de barriga, cada vez que imagino a carinha da Julinha… Sonho mais e mais com esse lugar.

Queria um cantinho assim. Grama, água, uma cadeira gostosa em um quintal para que pudesse ler e escrever muitas novas histórias. Um lugar que a Julia pudesse criar mil aventuras, sem que tenha que ficar presa ao play de um prédio, cercada de outras crianças com um celular na mão.

“Mas em lugares pequenos não têm boas escolas”. Sinceramente, isso é o que menos me importa. Os valores que quero ensinar para a minha filha são muito mais importantes do que qualquer educação de ponta, com muita tecnologia e pouca empatia.

Quero um lugar com cara de outono para poder chamar de meu. Espero muito que essa vire uma realidade não lá para frente, mas para um futuro próximo. Vou sonhando, pensando e jogando para o universo esse desejo. Quem sabe, não é mesmo? Enquanto isso… Vou aproveitando esses outonos que vez ou outra aparecem por aqui.

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