31 de Maio de 2017

Cansada de esperar… Ela foi lá e fez!

Quantas vezes jogamos a culpa da nossa falta de realização no outro, quando na verdade poderíamos simplesmente buscar outras saídas para realizar aquele sonho, projeto, desejo? É claro que a “solução mais fácil”, ou o “caminho já iniciado” pode parecer o mais certo. Mas se tem  uma pedra no meio do caminho, será que não é melhor levantar e agir ao invés de ficar eternamente sentado esperando a ação do outro?

Nem sempre é fácil fazer essa escolha. Muitas vezes, precisamos que outra coisa aconteça para que a gente caia na real e perceba o quanto perdeu tempo. E quando outros caminhos aparecem na nossa frente, pensamos “Poxa vida! Por que eu não pensei nisso antes?”.

Uma situação assim aconteceu comigo esse ano. De repente eu acordei e pensei – Por que não faço isso? E aí outras dúvidas passaram a povoar a minha cabeça. Será que vale a pena? Será que é a melhor opção?

De qualquer maneira, resolvi agir e começar a conversar com outras pessoas sobre aquilo. Hum… Novas portas até mesmo se abriram. Mas ainda assim, uma pulguinha ficou atrás da minha orelha. Será que não é melhor fazer do jeito que eu pensei antes?

E aí o baby apareceu na minha vida e a solução para aquele projeto apareceu junto. Passei a pesar na balança os pontos positivos e negativos daquela decisão… De um lado o ego, a vaidade e do outro lado a possibilidade de ser dona do meu próprio nariz, das minhas próprias datas e com um retorno financeiro sem dúvida alguma maior.

Por que eu não pensei nisso antes?

Grandes decisões precisam ser tomadas com segurança, pois além de conversar com você e com suas dúvidas, você também fará o mesmo com marido, pais e, talvez, amigos. Nem todo mundo vai concordar com a sua decisão, com o seu caminho. Mas ninguém é mais dono do seu projeto que você. Então, saiba pesar a ponderação dos outros, mas siga a sua intuição e coração.

Precisei de outro coração batendo dentro de mim para decidir por esse caminho. Mas estou feliz com as escolhas que fiz e em breve – MUITO EM BREVE -, venho explicar mais sobre isso para vocês.

Mesmo sem detalhes, achei legal compartilhar por aqui um pouco dessa reflexão. Sei que muita gente precisa enfrentar decisões todos os dias e que muitos projetos ficam parados, por você sempre ficar esperando a decisão do outro de fazer algo por/com você. Se existem outros caminhos, se existe a possibilidade de fazer sozinho, pense se não vale a pena.

Acordei pensando no livro Pai Rico, Pai Pobre e senti vergonha de imaginar o que o autor pensaria de mim ao saber que tenho um “ativo” parado há quase dois anos, quando poderia estar sendo realmente um ativo financeiro na minha vida e mais uma conquista pessoal para mim. Por isso, quando você estiver cansado de esperar, vai lá e faz.

 

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26 de Maio de 2017

A injustiça do amor e do ódio no futebol

É tão engraçado ver o futebol do “lado de fora”. Passamos a ter um olhar bem diferente daquele de quando somos torcedores. Como contei aqui outro dia, eu já fui MUITO apaixonada pelo esporte, esse ano estou até voltando a assistir os jogos, mas ainda não voltei a ser a torcedora que já fui um dia. Estava vendo com Vinicius o jogo que fomos eliminados da Libertadores e senti aquela pontinha de raiva. Mas nada que me deixasse irada como ficava anos atrás. Mas ao ouvir os comentários de alguns torcedores, jornalistas e até do Vi, fiquei pensando em como o futebol é injusto. Como o amor e o ódio caminham lado a lado nesse esporte e como esses sentimentos são tão frágeis. Bastou um deslize para que o ídolo vire o monstro.

Estávamos indo muito bem nesse início de ano. Não ganhamos nenhuma taça – quem se importa com elas? -, mas ganhamos o título Carioca. Na Libertadores, tudo também estava parecendo funcionar. O técnico foi cada vez mais caindo nas graças da torcida e dos comentaristas esportivos e até mesmo alguns jogadores que não eram queridinhos da galera, passaram a surpreender.

Ah, mas aquela fase de amor acabou assim que o juiz apitou o final do jogo e uma eliminação na Libertadores aconteceu. Um menino que tinha ido muito bem na base, acabou falhando logo naquele jogo profissional, logo na eliminação e se transformou em um monstro para a torcida.

“Cortem-lhe a cabeça”!!!!

E o mesmo para o técnico.

“Errou. Não fez o que tinha que fazer. Já não presta mais. Joga fora e arruma outro, por favor!”

Tá, tá! Me desculpem! Como disse antes, não acompanho mais futebol como antes e posso estar cometendo também um deslize aqui ou outro ali nos meus comentários sobre jogadores e técnicos. Mas que o futebol é injusto, isso é indiscutível!

Se o resultado tivesse sido outro… Ah, o amor estaria no ar! Ninguém teria reclamado da retranca sem vergonha que o técnico quase desesperado resolveu armar do meio do segundo tempo para o final. Estaria tudo certo. Uma decisão acertada! Fechou o gol para evitar que o pior acontecesse.

Já dizia minha mãe que “quem não faz, leva”, mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, tudo pode acontecer. E se a retranca tivesse dado certo, estaria tudo bem.

No jogo dessa quarta da Copa do Brasil, lá foi o técnico mais uma vez colocar o menino em campo. Aquele mesmo que virou o terror da torcida. E o que aconteceu? Gritos de “burro, burro” ecoaram pelo estádio. Se para o treinador já não deve ter sido a melhor coisa do mundo de se ouvir, imagina para o menino!!

Mesmo sendo novo, mesmo jogando em um time gigante, mesmo vendo que o que aconteceu na derrota anterior poderia acontecer ali, ele não fingiu uma dor de barriga, uma pancada na perna ou coisa do tipo. Ele entrou grande em campo. Sem apoio da torcida, provavelmente sem aquela confiança interna que todo mundo precisa ter para realizar um bom trabalho, ele jogou. E quando teve a oportunidade, entrou com a bola dentro do gol.

E ali a gente viu uma cena de alguém que tira um peso gigante das costas. Um alívio, um choro, um desabafo. Talvez com a torcida ainda não seja amor, mas o ódio também vai ficar um pouco menor, mais fraco e se em um ou dois jogos ele não falhar e tiver a sorte de marcar… Que coisa linda! Que promessa! Que geração boa que chegou para ficar!!

O futebol não é como o amor, não é como a realidade de nenhuma profissão, não é como a política. Futebol é muito mais do que tudo isso. No futebol, milhares de pessoas querem a perfeição. Se o erro acontece, nem mesmo um ídolo está livre das vaias, dos xingamentos, das críticas. Se não for ídolo então… Aí é que vão pegar no pé mesmo.

Corajosos são aqueles que entram em campo e vestem a camisa de um time grande. Não deve ser fácil quando todos esperam que você seja um super-herói e você sabe que é apenas um garoto querendo “brincar” com uma bola. Não deve ser fácil ser o responsável pela alegria ou tristeza de pessoas que acreditam que o clube é a coisa mais importante da vida e que quem veste aquela camisa, deve ser perfeito, o melhor. Não deve ser fácil não poder errar, quando o mesmo sofre todos os jogadores do time adversário. Sempre existirá uma eliminação, uma falha, um gol contra, um erro, um escorregão.

Mas no futebol poderia ter menos ingratidão. Torcedores devem lembrar que alguém tem que perder e que vez ou outra será o seu próprio time. Em campo estão pessoas normais, que acertam e erram. Não dá para ser perfeito o tempo todo, não é mesmo? E se pudesse, que graça o esporte teria?  Toda a graça está justamente pelas falhas que podem acontecer, transformando tudo isso naquela tão falada caixinha de surpresas. O imprevisível é mais gostoso e por isso a gente torce. Mas seria bom se pudéssemos ser menos injustos. Fiquei com pena do menino. Mas ainda bem que ele conseguiu tirar aquele peso dos ombros.

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