08 de Fevereiro de 2017

Tag Livros: Ler é um presente

Estava dando uma passeada nos blogues que ainda não conhecia e achei uma TAG de livros muito bacana no Duas Fridas: Ler é um Presente. Não consegui resistir e resolvi responder por aqui. Afinal, dicas de livros são sempre ótimas, não acham? A TAG foi criada pelo blog  1 Pedra No Caminho.

1. “É só uma lembrancinha…” (Um livro curto ou com menos de 100 páginas que tenha te encantado.)

O Pequeno Príncipe. Acho que é um livro que TODO mundo precisa ler, principalmente nesse momento. O que precisamos no mundo é mais amor e empatia. Isso, o Pequeno Príncipe tem de sobra.

2. “Não precisava!” (Um livro que você amou ganhar de presente ou qual tipo de livro você mais gosta de ganhar.)

AMO romances!! Mas atualmente também curto livros de empreendedorismo. Um livro que eu amei ganhar? Anna e o Beijo Francês. Vinicius me deu de aniversário alguns anos atrás.

3. A embalagem perfeita (Uma capa sensacional.)

Ai, que difícil!! Acho que a capa do Querida Sue é uma dessas que eu AMO!

4. Presente dos deuses (Um livro que mudou sua vida.)

Vou ter que citar dois. Reinações de Narizinho – foi com esse livro que eu mergulhei de vez no mundo dos livros. Monteiro Lobato fez com que a minha vida fosse mais cheia de imaginação e criatividade. Lembro até hoje do cheiro do livro e da alegria que eu sentia ao descobrir todas aquelas aventuras. O Regresso, da Rosamunde Pilcher eu já li bem mais velha e foi esse livro que despertou a minha vontade de escrever histórias. Sentia uma necessidade enorme de tentar descrever cenários e sentimentos tão bem quanto Rosamunde Pilcher.

5. Surpresa! (Um livro que você começou a ler sem muitas expectativas e te conquistou.)

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata. Gente, que livro maravilhoso!! Confesso que comprei apenas porque ele era um romance epistolar e eu sou completamente apaixonada por esse tipo de literatura, mas depois que comecei a ler, foi impossível parar. O livro é incrível!!

Também queria citar O Segredo da Dinamarca. Só não coloquei em primeiro lugar, pois ainda não consegui acabar a leitura. Mas comprei achando que não seria tão maravilhoso, pensei até que ia me arrepender, mas ele é demais.

6. “É a sua cara!” (Uma narrativa ou personagem com os quais você se identifique.)

Como não citar o meu livro – Ah, o verão! -? A Camila é a minha cara – de aparência e jeito. Risos!!

7. Presente de grego (Um livro que não era nada do que você pensava e te decepcionou.)

Trabalhe Quatro Horas Por dia. Posso até estar sendo um pouco injusta aqui, pois não li o livro todo – na verdade, nem passei da metade. Mas quando eu comprei, confesso que estava esperando um livro que falasse sobre produtividade no trabalho e gestão de tempo. Sim, ele até fala sobre isso, mas não do jeito que eu imaginava. A ideia do autor é diferente da minha no que se refere a amar o que faz e para o que você quer viver.

8. “mais afortunado é dar do que receber…” (Um livro especial que você deu de presente ou daria.)

Passarinha. Esse livro é um daqueles que todo mundo precisa ler também. Ele é sensível, apaixonante e acho que toca no coração das pessoas. É capaz de mudar a forma que entendemos o autismo.

9. “Pode trocar, se precisar!” (Um livro que você começou a ler, mas teve de parar: não deu para continuar!)

Trabalhe 4 Horas por dia. Não consegui continuar. Achei que o título era puro marketing, mas a ideia do autor é exatamente essa. Não curti até a parte que li (mentira! Até gostei do primeiro capítulo, mas não consegui ler o restante).

10. Ainda na wishlist…

A Livraria dos Finais Felizes. Como tenho muitos livros comprados e não lidos, ainda não tive coragem de comprar mais um. Entro todo dia na Amazon para ver se encontro alguma promoção, mas ele nunca ficou por menos de 30 reais. Enquanto não colocar a minha estante para correr, continuo tentando segurar a onda.




 

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Ai, gente!! Amei responder essa TAG. Anotei todas as dicas da Duas Fridas e espero que vocês também gostem das minhas dicas. Ler é maravilhoso e compartilhar as nossas listas literárias é ainda melhor. Não deixem de me contar aqui nos comentários os livros que vocês indicariam para cada uma dessas perguntas. Vou amar!!

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01 de Fevereiro de 2017

Você conhece Educação Montessoriana? – Entrevista com Marlene Toledo

Desde que passei a acompanhar os vídeos da Flávia Calina, passei a me interessar mais e mais pela educação montessoriana. Já tinha algum tempo que queria entender e pesquisar mais sobre esse tema. Como essa coluna de quarta feira é para falar de pessoas que foram atrás de seus sonhos, projetos legais, empreendedores… Por que não conversar sobre um tema que pode inspirar e trazer conhecimento para pessoas que desconhecem esse modelo de educação?

Conversei com a Marlene Toledo, que está fazendo especialização em educação montessoriana nos Estados Unidos para conhecer um pouco mais desse método e também do motivo que a levou a buscar esse conhecimento.

Espero que gostem da entrevista e em breve vou trazer mais informações sobre esse tema por aqui.

– Por que você decidiu se especializar em educação montessoriana? Da onde veio a inspiração?

Eu cursei o antigo magistério (CEFAM), e lá tive o primeiro contato com o método da educadora Maria Montessori, mas nunca havia estudado a fundo.

– Você foi fazer a especialização na Califórnia. Acha que no Brasil ainda é pouco o espaço para esse modelo e também para a formação de professores nesse método?

Moro na Califórnia há quase quatro anos e em maio de 2015, em umas das minhas viagens, conheci uma brasileira que estava estudando o método Montessoriano. Trocamos ideias, informações e como sou formada no Brasil na área da educação (conclui magistério, curso de letras e também tenho pós graduação em educação infantil e alfabetização) – decidi investir e arriscar esse curso de especialização aqui antes de voltar ao Brasil.

Não sei como está a preparação no Brasil agora em relação a esse método. Até final de 2012 (antes de vir para os Estados Unidos) sei que não era tão conhecido. Sou de São José dos Campos, interior de SP, porém cidade grande, e na época conhecia apenas uma escola particular Montessoriana. Em algum momento também ouvi que escolas da capital, Campinas e outras enviavam seus profissionais para um curso de formação em Chicago, mas não posso afirmar pois como disse acima, não busquei nenhum aprofundamento sobre esse método antes.

– O que você pretende fazer quando concluir a sua especialização? Voltar ao Brasil e buscar uma escola montessoriana ou pretende permanecer nos Estados Unidos e trabalhar em uma escola daí?

Termino minha especialização em breve e tenho até junho de 2018 para finalizar meu projeto de conclusão e o estágio obrigatório. Realmente espero ter a oportunidade para um visto de trabalho aqui nos Estados Unidos em alguma escola. Mas caso contrário, voltar ao meu país nunca será um problema e acredito ter grande capacidade e habilidades para uma boa posição em uma escola Montessoriana no Brasil ou qualquer outro país, uma vez que o método de ensino é o mesmo em qualquer lugar do mundo, apenas mudando a língua.

– O que mais te encanta na educação montessoriana e o que você acha que é mais complicado nesse modelo?

Fico encantada com tantas e simples ferramentas que podermos guiar o aluno ao conhecimento e auto-educação. O método permite o aluno auto-educar-se e além de tudo, reconhecer seu erro e auto-corrigir-se. O professor é um observador constante e um guia se houver necessidade.

– Você acha que existe um preconceito no Brasil com esse modelo de educação? Ou acredita que muitas pessoas apenas desconhecem o método?

Humm, acredito que ainda não é muito conhecido apenas, não temos muitas escolas. Aqui na área que moro na Califórnia, San Francisco – Bay Area, é muito “famoso”, e tem muitas escolas em todas as cidades e uma grande procura por famílias Americanas, Indianas, Asiáticos e tantas outras. As escolas geralmente são particulares, porém há escolas públicas Montessoriana espalhadas pelo país.

– Na sua opinião, no que uma criança que estuda em uma escola montessoriana se diferencia de outra que estuda em uma escola tradicional?

A criança montessoriana se auto-educa para vida de uma maneira simples e com aprendizagem. É trabalhado a auto estima, concentração, ordem, coordenação e independência desde o berçário. A criança explora seu meio ambiente, as áreas educacionais com a liberdade de escolha, quando ela está pronta para isso. Uma atividade de matemática por exemplo, terá diferentes maneiras de se executar o mesmo objetivo e a criança com livre escolha trabalha na atividade que lhe agrada proporcionando a formação do seu conhecimento.

– Qual é a diferença no conceito e postura do professor de uma sala montessoriana para os outros professores?

O professor é um observador fundamental no dia-a-dia das crianças. Ele prepara o ambiente escolar, materiais, todas as ferramentas necessárias. Usa o tom de voz calmo e baixo. Apresenta os materiais de maneira simples e vocabulário claro. O educador montessoriano não intervém como o dono do saber, e sim como um guia para com o aluno.

– Fala um pouquinho sobre você… Sua formação e o motivo de ter escolhido ser professora.

Sou Joseense nascida e crescida. Desde criança me encantava com crianças. Fazia “babysitting” brincando (risos). Cursei magistério junto ao ensino médio – conhecido como CEFAM- Centro específico de formação e aperfeiçoamento do magistério). Me formei em Letras pela a UNIVAP e conclui a pós-graduação em educação infantil e alfabetização pelo centro educacional Claretiano em 2012. Comecei atuar como professora antes de me formar no magistério, trabalhei em creche, escolas particulares, instituição da Prefeitura na minha cidade e também fui substituta em escola do estado. Por uma época fiquei longe das salas de aula e isso me fez muita falta e também me fez perceber o quanto sempre gostei de ser professora. Acredite, muitas vezes você mais aprende do que ensina! Embarquei para os Estados Unidos em março de 2013 para um programa de intercâmbio chamado Au Pair ( morar com família Americana, cuidar das crianças e estudar inglês) após os 2 anos nesse programa, decidi estender minha estádia e aqui estou mais uma vez, na minha área, me aperfeiçoando e desta vez com algo bem inusitado e numa língua estrangeira!

***

Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.




Entrevista com a psicóloga e minha mãe – Glória Belém

Fazer o bem faz bem – Entrevista com Jules Vandystadt do projeto Cantareiros 

Gastronomia Portuguesa – Entrevista com o chef Alexandre Henriques

Paixão pela literatura – Entrevista com Maurício Gomyde

A paixão que começou com a participação no Masterchef Brasil

Eles largaram tudo no Brasil e foram conhecer o mundo – Entrevista com o casal YesBeFree

Entrevista com Patrícia Brazil – criadora do Grupo It Brazil

Entrevista com o criador do clube Vinhos de Bicicleta

Entrevista com a jornalista, empreendedora e escritora Renata Frade

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Entrevista com o jogador de futebol Felipe Melo

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