15 de Maio de 2017

Encalhados – Netflix

Recebi por e-mail um aviso da Netflix de que eu poderia gostar do novo filme do catálogo – Encalhados. Curti a capa e pela sinopse, achei que seria um daqueles filmes que eu realmente gosto ver. Um estilo sessão da tarde, sabe?

“Megan tem 28 anos e muito medo de envelhecer. Ela conta ao namorado que vai a um seminário, de fato, está curtindo a vida com uma amiga adolescente”

Confesso que quase desisti de assistir umas três vezes, pois a história começa bem chatinha, lenta… Não é aquele tipo que já prende a gente desde o início. Mas acabei não parando pela metade e resolvi seguir com ele até o final.

Não é um filme maravilhoso! E nem mesmo é uma daquelas comédias românticas que nos fazem suspirar. O que me surpreendeu foram as quase cinco estrelas completas que Encalhados possui. Pois pelo menos para mim, passou bem longe de ser um filme de tão boa avaliação.

Do meio para o final, a história até começa a ganhar mais ritmo e tem uma questão bacana, que é o problema da protagonista de saber o que ela quer para a sua própria vida. Sinceramente, acho que a Netflix poderia me contratar para escrever essas sinopses. Não senti que a Megan tinha o tal medo de envelhecer, o que eu acho é que ela simplesmente não sabia o que fazer com a própria vida – quem nunca se pegou em um momento de incertezas profissionais? – Também não achei que ela estava “curtindo a vida com uma amiga adolescente”. A protagonista apenas aproveitou uma oportunidade do acaso, para tentar se conhecer melhor.

Como ela possui o mesmo namorado desde a época da adolescência, o mesmo emprego e o mesmo grupo de amigos, acaba se vendo em uma situação de não saber para que lado seguir. É como se ela tivesse simplesmente se acomodado com algo e nem tivesse percebido que a vida estava passando.

Encalhados não foi uma história que me convenceu e encantou. Mas ainda assim, não é de se jogar fora. O final é até “bonitinho”, daquele tipo meio bobo, que a gente até espera. Eu daria umas três estrelinhas para ele…

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29 de Abril de 2017

Fed Up – Todos precisam assistir esse documentário na Netflix

Não sei nem como começar a falar sobre Fed Up. Essa semana, uma amiga minha (obrigada, Suzane!) escreveu no Facebook dela a dica sobre esse documentário. Como estou cada vez mais interessada no tema “reeducação alimentar”, resolvi dar uma olhada e acho que todos deveriam fazer o mesmo.

Fed Up procura mostrar as causas da obesidade infantil nos Estados Unidos, mas as informações presentes no documentário são maravilhosas para todas as pessoas do mundo inteiro. Maravilhosas e assustadoras. É claro que muitas coisas nós já ouvimos falar e até mesmo temos consciência do que faz bem e do que faz mal, mas ainda assim nunca é demais ouvir esse tipo de coisa, pois muitas delas nós continuamos consumindo, mesmo sabendo que está prejudicando nossa saúde.

Recentemente eu fiz um exame de sangue – coisa que eu não fazia há bastante tempo – e descobri que a minha glicose estava dentro do “ideal”, mas bem no limite. Confesso que se for apenas pela perda de peso, não tenho tanto foco e determinação quanto pelo medo. E o medo de deixar a glicose aumentar, me fez querer mudar toda a minha alimentação.

Em Fed Up eu descobri que muitos alimentos escrevem “baixo teor de gordura”, “50% menos calorias” e a gente vai acreditando naquelas propagandas dos rótulos e vamos nos enganando, achando que estamos comendo coisas mais saudáveis. Isso acontecia comigo com o Toddy. Sim, sou viciada em achocolatado e desde que criaram o light, eu achava que estava maravilhosamente bem com o meu Toddy azul. No documentário eles explicam que muitas vezes o “menos calorias” faz aumentar a quantidade de açúcar dos produtos. Se tem menos gordura, para não perder o sabor eles adicionam mais açúcar ou mais alguma outra coisa que faz tão mal quanto as calorias que “são menores” na versão “mais saudável”.

Há menos de um mês, logo depois do resultado do meu exame de sangue, corri para uma nutricionista e passei a me alimentar MUITO melhor. Cortei açúcar, alimentos processados, massa, pão branco e várias outras coisas que eu praticamente comia todos os dias. Minhas refeições passaram a ser muito mais equilibradas, com legumes e verduras – que eu não comia nunca -, proteína e carboidrato. Passei a comer mais frutas e não tomo mais sucos. O resultado? Em menos de 30 dias tenho menos 5 quilos na balança. Espero que no próximo exame a minha glicose continue ideal, mas bem mais longe do limite recomendável como saudável.

É engraçado como nossa cabeça muda dependendo das circunstâncias – pelo menos é assim comigo. Se fosse pela perda de peso – que eu também preciso -, acho que continuaria sem me preocupar tanto com o que estou comendo. Mas quando a história vira para a saúde, tudo muda. E depois de Fed Up a vontade de eliminar de uma vez qualquer coisa que não seja comida de verdade da minha casa, é enorme.

No documentário, eles falam como os americanos alimentam mal as crianças e como estão criando uma geração que irá viver menos tempo que os pais. Isso acontece muito por aqui também – não tanto quanto lá, pois em Fed Up eu cheguei a ficar assustada com o absurdo que é a alimentação nas escolas públicas. Mas sempre vejo que amigas minhas que decidem não dar doces para seus filhos o quanto puderem evitar, são criticadas por outras pessoas que ficam falando “tadinha da criança, está perdendo tanta coisa boa…”. Sério, gente! Que mundo é esse?

Eu só fui comer pão, cachorro quente, hambúrguer, pizza que tivesse qualquer outro ingrediente além do queijo, italiano, salgadinhos… Depois de 17 anos. Antes de experimentar todas essas “porcarias deliciosas”, não sentia a menor falta de nada disso, pois nunca tinha comido e não tinha nem vontade de provar. Fui experimentar pão pela primeira vez, depois que comecei a namorar e Vinicius insistia para eu comer cachorro quente. Talvez seja por isso que meu colesterol nunca foi alto e meus triglicerídios também estão ideais.

Por que criticar pessoas que escolhem uma alimentação saudável? Quem critica o lanche que a Bela Gil manda para os filhos na escola, deve mandar para os seus bolinhos de pacote, sucos de caixinha, biscoitos recheados e por aí vai. Veneno e mais veneno. E o pior. Assim como é mostrado em Fed Up, muitos pais acreditam que não estão fazendo mal para os seus filhos, pois nas embalagens dos produtos vem a tal da enganação do “mais saudável, menos gordura”. Esses dias mesmo uma amiga minha deu esse exemplo no Facebook:

Como nutricionista e bem ligada em saúde, a Chris Bin ainda deu uma explicação no Facebook para quem acredita em embalagens como essa: “Olha o que eu achei nas Lojas Americanas!!! Juro que isso entristece meu coração, pois sei que tem muita gente que compra achando que realmente está fazendo algo de bom pelo filho… O mesmo fandangos, ainda com glutamato monossodico, conservantes, aromatizantes, cheio de sódio, porém com um pouquinho de farinha de milho integral!
Eles tentam nos enganar em todo o tempo! Não é porque é integral, ou não tem gluten, ou é diet etc, que é saudável! Precisamos estar atentos aos rótulos sempre!!!”

É claro que eu não vou eliminar de uma vez por todas da minha vida salgadinhos, cachorro quente e por aí vai. Mas com toda certeza do mundo, pela minha saúde e pelo conhecimento que espero buscar cada vez mais em livros, artigos e documentários como o Fed Up, espero reduzir ao máximo o consumo desse tipo de “alimento” e deixar para comer uma vez ou outra, quando for quase inevitável. Aprender a comer bem não é ruim, muito pelo contrário. A gente vai descobrindo que existem coisas gostosas e que são saudáveis para diversas funções do organismo. Isso é a melhor coisa do mundo. O corpo agradece e a saúde também.



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