23 de Novembro de 2016

Exposição de Lego no Rio de Janeiro – Art Of The Brick – eu fui!!

Quando vi no Facebook que teria uma exposição de Lego no Rio de Janeiro, já avisei para Vinicius que eu queria ir. Como precisei ir ao escritório nessa terça, não pensei duas vezes: Carreguei Vinicius comigo e depois de resolver o que precisava, lá fomos nós para o Art of The Brick que está sendo realizado no Museu Histórico Nacional, de terça a domingo, das 10h às 17h30, até o dia 15 de janeiro.

Exposição de Lego no Rio de Janeiro

Antes de chegar ao Museu eu já estava ficando encantada com a transformação do Rio de Janeiro. Ainda não tinha ido a pé para o lado de lá, tinha apenas caminhado pelos lados da Praça Mauá. Mas o lado do Aeroporto Santos Dumont está lindo demais também. Que mudança positiva aconteceu na nossa cidade!

Chegando na exposição descobrimos que a entrada acontece de hora em hora, mas como tínhamos chegado às 13h, conseguimos entrar rapidamente, sem problema nenhum. Assim que entramos, demos de cara com um vídeo sobre o artista que criou todas aquelas peças com o Lego. No mesmo instante eu me apaixonei completamente por Nathan Sawaya.

Lego Nathan Sawaya

No vídeo ele começava respondendo o motivo de ter feito peças de arte em Lego: Porque ninguém tinha feito nada daquilo até aquele momento. Ele era advogado, mas sentia falta de alguma coisa. Quando voltava do trabalho para casa, corria para suas peças de Lego, que gostava de brincar desde criança e soltava a criatividade ali. Depois de mais algum tempo percebeu que não tinha nada a ver com o direito e que gostava mesmo era de ser artista. por esse motivo, jogou tudo para o alto e abraçou o seu sonho de criar.

Ainda bem!

Arte em Lego Nathan Sawaya

A cada passo dado, mais eu me surpreendia com as peças da exposição e com as definições dele sobre o motivo de cada uma daquelas peças. Eu sorria a cada quadradinho, sentia uma identificação enorme com ele, com os sonhos e desejos de Nathan Sawaya. No meu caso, deixaria o Lego de lado e substituiria por uma caneta, um lápis ou um computador.

Engraçado perceber como não é apenas aqui, mas talvez seja uma coisa mundial a desvalorização do artista na sua formação. Não lembro se em um vídeo ou em uma explicação ele falou sobre como as pessoas deveriam dar mais Lego, mais objetos para que as crianças pudessem criar. Segundo ele, toda criança que cresce com a arte, é mais bem sucedida em qualquer profissão. Eu concordo.

arte em Lego

Muitas peças trazem reflexões, fazem a gente pensar em diversas situações da vida e eu sou completamente apaixonada por quem tem esse dom de chacoalhar a gente. É bom demais quando a gente vê bem na nossa frente que os sonhos podem, sim, ser realizados. Quantas pessoas devem ter dito para ele que era uma maluquice largar o direito para “brincar de Lego”? Mas ele teve a coragem de ser feliz e fazer o que amava.

Terminei de caminhar pela exposição sentindo vontade de conhecer Nathan Sawaya e de dar um abraço bem apertado nele. Queria mais e mais pessoas como ele pelo mundo. E tanto pelas peças – que tentei dar o mínimo de spoiler por aqui – quanto pelo que ele tem a dizer, vale muito a pena visitar essa exposição de Lego. Custa 20 reais o ingresso (inteira) e foi um dinheiro muito bem investido. Voltei com o coração mais quentinho e com a alma transbordando de alegria. Pessoas como ele fazem bem. Arte faz bem e todo mundo deveria consumir. Esse já poderia ser o começo da transformação do mundo.

Arte Lego

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02 de Novembro de 2016

Leitura no Vagão – Esqueça também um livro

Oba!!! Hoje é dia de entrevista aqui no Blog com o idealizador do Leitura no Vagão, Fernando Tremonti! Estou programando diversas entrevistas legais. Quero usar esse meu cantinho no mundão da internet para compartilhar com vocês muitas inspirações, iniciativas bacanas, ideias interessantes, só coisas legais e que, de alguma maneira, podem mudar um pouco o mundo e a vida de alguém.
Descobri o projeto do Fernando há alguns anos, achei uma iniciativa MUITO legal e que me inspirou a esquecer alguns livros na barca, quando eu vou para o escritório, mas ainda não sabia como tinha surgido a inspiração para que ele começasse esse projeto lindo.
Espero que curtam a entrevista e que se inspirem com a atitude dele. O mundo precisa de mais atitudes como essa para se transformar em um lugar melhor. Reclamamos tanto dos políticos, mas dificilmente fazemos alguma coisa para mudar.
leitura-no-vagao
Confiram o nosso bate-papo:
Você se apresenta dizendo “Comecei a ler fervorosamente há alguns anos”, fiquei curiosa para saber como essa prática – que eu amo – começou na sua vida. Gosto muito de saber o que leva as pessoas a se apaixonarem pelos livros. Pode me contar como foi a sua experiência?
Meus pais são professores, então sempre fui estimulado a ler. Porém, num momento da minha vida me deparei com um empasse em minhas finanças.
Foi aí que peguei um livro do Gustavo Cerbasi, que é um cara que escreve sobre finanças de uma forma extremamente agradável. Após terminar o livro vi que não sabia de nada. E foi aí que comecei a tentar absorver a maior quantidade de informações possíveis. Onde? Na leitura. Eram mais de 200 livros por ano. Naquela época eu contava, como compromisso, os livros que lia.
Adorei a sua ideia de “esquecer um livro no vagão” para melhorar a vida de alguém e estimular a leitura. Confesso que também adotei essa prática de esquecer livros quando vou trabalhar. Queria que você contasse como foi a experiência de esquecer o primeiro livro. Você viu quem pegou? Tem alguma ideia do que aconteceu depois? Já teve algum retorno de alguém que encontrou um dos livros esquecidos por você?
Sempre gostei de emprestar meus livros, mesmo que não devolvessem. Os presentes que dei e darei, em sua maioria, são livros. Quando terminava um livro, independente do lugar, deixava-o ali. Isso podia acontecer em um restaurante após o almoço, numa praça, num parque, etc. Resolvi centralizar as forças no metrô que era o meu principal meio de transporte. Dentro dele lia 2 livros por semana. E se eu conseguia, qualquer um consegue. Imprimi 70 kits – marcador e etiqueta – e personalizei os livros que tinha em casa. No folder diz para quem pegar postar nas redes sociais usando a hashtag #LeituraNoVagão para sabermos o que aconteceu com o livros. É muito legal ver que alguém encontra, por exemplo: na linha amarela sendo que foi deixado na linha verde.
– Qual foi o livro que mais te marcou até hoje? Você teria coragem de desapegar e esquecer esse livro no vagão?
Não tenho um livro que mais me marcou. Acho que sou o conjunto de todos os livros que li (e que vivi). Mas sim, tenho coragem. Aliás, já o fiz faz tempo. Não acho que um livro na estante pode mudar a cabeça de alguém. Esse livro merece ser lido por outras pessoas para que este conhecimento propague-se.
 
– O que os livros mais trazem de bom para a sua vida?
A capacidade de ver diversos pontos de vista, pensar por si próprio e não ser uma pessoa automática/robótica. A cada livro aberto um novo mundo se abre. E foi por isso que o Leitura No Vagão começou da necessidade de mostrar pra todo mundo o quão maravilhoso é ler.
– O que você acha que falta no Brasil para que mais pessoas descubram o maravilhoso mundo dos livros?
Hoje em dia o livro disputa com muita coisa: redes sociais, whats app, joguinhos . Precisamos mostrar o que o livro proporciona. Talvez, algumas pessoas nem saibam disso. Por isso o livro é deixado no banco para que a pessoa se identifique de alguma forma: seja com a capa, a sinopse, o título. E quem sabe aí, se inicie o hábito da leitura. Desconectar um pouco para entrar neste mundo é sensacional!
Vamos esquecer livros por aí?!
Gostou do projeto e quer ajudar de alguma maneira? Você pode comprar alguns produtos aqui, também pode descobrir como colaborar de outras maneiras aqui. Para seguir o Leitura No Vagão nas redes sociais: Leitura no Vagão no Facebook, no Instagram e no Twitter.
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