12 de Maio de 2017

O que aprendi com – Palavras Para Desatar Nós – de Rubem Alves





Palavras para Desatar Nós é mais uma obra prima de Rubem Alves. Já tinha me apaixonado por ele quando li “Se Pudesse Viver a Minha Vida Novamente” e agora, tenho vontade de ler todos os outros livros que foram publicados por Rubem Alves.

Ele é um autor que fala direto com o nosso coração, a nossa alma. Alguns pensamentos, ideias, palavras… Vão lá no fundo da nossa alma. É um livro para ser degustado, sentido, apreciado. Em um mundo tão cheio de ódio como o que vivemos hoje, recomendo muito Rubem Alves para todos.

O que aprendi com Palavras para Desatar Nós

“Um psicanalista é uma pessoa que tenta ajudar as pessoas a se transformarem pelo uso da palavra. A palavra tem poderes mágicos”

“Há sonhos que são ilusões e nos levam por caminhos errados e se transformam em pesadelos”

“O poder das palavras não está nelas mesmas. Está no jeito como as lemos”

“Um mesmo livro pode ser lido como o barulho de uma serra ou como o som de uma canção”

“Textos de fazer pensar são alimento para a inteligência. É preciso lê-los como quem come: devagar, ruminando, para que a inteligência tenha tempo de mastigá-los e digeri-los”

“A beleza tem um efeito embriagante. Quando a alma é tocada por ela, a cabeça não faz perguntas. Tudo é êxtase, encantamento”

“A beleza sempre nasce de feridas. As feridas a produzem para que a sua dor seja suportável”

“A paixão só se contenta com o eterno”

“Deus é como o ar. Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar. Mas quando a gente está atacado de asma, então é preciso ficar gritando por Deus. Do jeito como o asmático invoca o ar. Quem fala com Deus o tempo todo é asmático espiritual. E é por isso que andam sempre com Deus engarrafado em Bíblia e outros livros e coisas de função parecida. Só que o vento não pode ser engarrafado…”

“Não acredito em oração em que a gente fala e Deus escuta. Acredito mesmo é na oração em que a gente fica quieto para ouvir a voz que se faz ouvir no meio do silêncio”

“Falamos para transformar a ausência em presença”

“Há músicas que contêm memórias de momentos vividos. Trazem-nos de volta um passado. Lembramo-nos de lugares, objetos, rostos, gestos, sentimentos… Lembrar-se do passado é triste-alegre… Alegre porque houve beleza de que nos lembramos. Triste porque a beleza é apenas lembrança… Não existe mais. Mas há músicas que nos fazem retornar a um passado que nunca aconteceu. É uma saudade indefinível, sentimento puro, sem conteúdo. Não nos lembramos de nada. Apenas sentimos. Sentimos a presença de uma ausência…”

“Você nunca sentiu isto, uma saudade indefinível de um lugar encantado em que nunca esteve?”

“A música tem virtudes médicas. Cura”

“Bom seria se a música clássica se ouvisse nos consultórios médicos, nas escolas, nas fábricas, nos escritórios, nas rádios. Há cidades que têm essa felicidade: rádios FM que tocam música clássica o dia inteiro. A música clássica desperta, nas pessoas, aquilo que elas têm de melhor e de mais bonito. Música clássica contribui para a cidadania”

“O prazer só existe no momento. Já a alegria, basta a lembrança para que ela volte. O prazer é único, não se repete. Aquele que foi já foi. Outro será outro. Mas a alegria se repete sempre. Basta lembrar”

“Por isso que Nietzsche dizia que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Quem sabe ver está sempre viajando – mesmo que não saia de casa. Mas quem não sabe ver não viaja mesmo que vá para a China”

“Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração”

“As maiores atrocidades da história da humanidade, religiosas e políticas, foram cometidas por pessoas que não tinham dúvidas sobre a verdade dos seus pensamentos. As pessoas que duvidam, ao contrário, são tolerantes. Sabem que o que pensam não é a verdade. Seus pensamentos não passam de “palpites”. Por isso ouvem o que os outros têm a dizer, pois pode ser que a verdade esteja com eles…”

“Num país de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo” T.S. Eliot citado por Rubem Alves em Palavras Para Desatar Nós

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você” Sartre citado por Rubem Alves em Palavras Para Desatar Nós

“Não vemos o que vemos; vemos o que somos” Bernardo Soares citado por Rubem Alves em Palavras Para Desatar Nós

“O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta”

“A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou”

“Dor e infelicidade são coisas diferentes. Há dores que são felizes”

É claro que existem muitas outras frases e pensamentos marcantes em Palavras para Desatar Nós, mas eu selecionei para vocês aquelas que mais mexeram comigo. Se quiserem conferir, não resisti e uma das crônicas eu precisei colocar inteira por aqui. É aquele tipo de história que precisamos ler e pensar sobre ela, sabe? Leiam Rubem Alves e se encantem. O mundo está precisando disso.

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16 de Fevereiro de 2017

O que aprendi com O Segredo da Dinamarca

O último livro que li foi muito, muito legal! Uma das melhores leituras dos últimos tempos. Adoro quando saio de um livro diferente de como “entrei”. E O Segredo da Dinamarca mexeu muito comigo, me ensinou muitas coisas, me fez pensar diferente e ainda me deixou morrendo de vontade de morar naquele país.

Como sempre faço, marquei as frases e pensamentos que mais gostei e que me ensinaram alguma coisa, para compartilhar com vocês e para que eu possa guardar para sempre. Aprendi bastante com O Segredo da Dinamarca e aqui, nesses pedacinhos, vocês já podem aprender um pouco também.

“Há uma grande diferença entre a síndrome da pessoa-simpática-doida-para-agradar e sentir-se genuinamente bem consigo mesma”.
“As coisas parecem melhores à luz do dia. Sempre parecem”.
“Pesquisadores da Universidade College London estudaram esse fenômeno e confirmaram que olhar para algo belo pode realmente nos fazer mais felizes”
“Pesquisas mostram que a arte e o design de qualidade dos ambientes podem até mesmo induzir a mesma atividade cerebral de quando estamos apaixonados”
“Há uma relação clara entre a estética do ambiente e o modo como você se sente”
“Fico sabendo que as luminárias de Poul Henningsen são tão populares aqui que 50% dos dinamarqueses têm pelo menos uma em casa”
“–Na Dinamarca uma boa mesa de jantar deve ter no mínimo oito lugares, para que você possa acomodar várias pessoas em volta dela”
“E depois eu investiria numa cadeira feita à mão, uma Arne Jacobsen ou uma Hans Wegner ou uma Børge Mogensen –continua Charlotte. –Uma casa dinamarquesa mediana deve também ter uma luminária assinada, com o PH de Poul Henningsen, ou o AJ de Arne Jacobsen, feitas na fábrica de Louis Poulsen. Há também o candelabro da Kubus, algo tipicamente dinamarquês, várias casas têm um desses. E, por fim…bem, eu teria provavelmente algumas peças de um aparelho de jantar da Royal Copenhagen”
“Quando nós nos cercamos de móveis e peças de design, isso influencia o nosso humor. Se o ambiente em que vivemos é bonito, nos sentimos confortáveis e seguros. E isso nos deixa mais felizes”
“Não é necessário mostrar serviço.” Se alguém gosta de bancar a vítima, ficando até tarde ou trabalhando demais, é mais provável que receba um folheto sobre eficiência ou gerenciamento do tempo do que solidariedade”
“Em Londres. Lá, responder um e-mail à meia-noite ou ficar trabalhando até as 20h é considerado uma questão de honra. Mas, na cultura dinamarquesa, isso apenas mostra que você não é capaz de fazer o seu trabalho no tempo certo”
“–As pessoas dizem que aqui na Dinamarca ninguém reclama do trabalho como fazemos na Inglaterra. Eles não escolhem a profissão pelo dinheiro que vão ganhar. Eles escolhem o que têm mais interesse de fazer. A educação aqui é pública de modo que qualquer um pode ser o que quiser. E todo mundo sabe que vai pagar muito imposto de qualquer maneira, então você pode pelo menos se concentrar em fazer o que ama, e não o que vai lhe dar um salário bem alto”
“uma palavra que lhe ensinaram e que sintetiza a atitude dinamarquesa em relação ao trabalho: arbejdsglæd, a junção de arbejde, “trabalho”, com glæde, “felicidade”em dinamarquês. Ou seja, para os escandinavos a “felicidade no trabalho”é algo crucial para se ter um boa vida. A palavra existe apenas em línguas nórdicas, e não há registros de ter alguma outra parecida em nenhum lugar do mundo”
“os dinamarqueses têm um bom equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho no geral. –E se não temos, normalmente fazemos algo a respeito. Você se pergunta: “Estou feliz onde estou?”Se a resposta é “sim”, então você fica onde está. Se é “não”, você sai de lá”
“As pessoas saem cedo na sexta porque elas querem passar mais tempo com a família. Os pais tiram o dia, remunerado integralmente, para ficar em casa quando seus filhos estão doentes. Como resultado dessas práticas, a Dinamarca ocupa o primeiro lugar em equilíbrio entre vida pessoal e trabalho de acordo com o a OCDE, seguida de perto pela Holanda, Noruega e Bélgica”
“Os dinamarqueses podem passar ridículas poucas horas no trabalho, mas aproveitam bem o tempo que passam lá. Um estudo da Ramboll Management and Analyse mostrou que 57% das pessoas continuariam a trabalhar mesmo que ganhassem na loteria e pudessem não trabalhar mais pelo resto da vida, e uma pesquisa da Universidade de Aalborg mostrou que 70% dos dinamarqueses “concordam ou concordam totalmente”que eles preferem trabalhar e receber por isso, mesmo que não precisem de dinheiro. Os trabalhadores dinamarqueses são os mais satisfeitos da União Europeia, de acordo com uma pesquisa recente da Comissão Europeia, e a Dinamarca também está no topo em termos de motivação profissional, de acordo com o World Competitiveness Yearbook. A última pesquisa do Eurobarômetro revelou que a Dinamarca tem a força de trabalho mais feliz do mundo. Ah, e os trabalhadores são 12% mais produtivos quando têm um estado de espírito positivo, de acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Warwick. Na verdade, a Dinamarca está em terceiro lugar no estudo sobre a produtividade dos trabalhadores da OCDE. Eles podem não ficar muitas horas no escritório, mas estão fazendo o trabalho deles”
“O país também vem em nono lugar no barômetro para inovação global das Nações Unidas, e o Banco Mundial nomeou a Dinamarca o lugar mais fácil do mundo para se fazer negócio. Sorte nossa que os dinamarqueses não gostam de se gabar”
“Estudos comprovam que o exercício moderado diminui o risco de depressão e aumenta a saúde mental a longo prazo. Então ser ativo e sair de casa também contribui para os níveis de felicidade”
“A teoria é que fazer parte de um clube ajuda você a ser uma pessoa ativa, envolvida na vida da comunidade e com um senso de responsabilidade pelo coletivo. E isso é importante para fortalecer a confiança na sociedade. Há várias pesquisas que mostram que fazer parte de um clube ajuda a desenvolver a confiança nos outros e nos encoraja a levarmos uma vida mais interligada e associativa, o que é bom para nós e nos faz mais felizes”
“Todos são considerados iguais num clube ou sociedade dinamarquesa, de modo que você pode encontrar um CEO jogando futebol com um faxineiro”
“A língua pode dizer muito sobre um país, e aprendemos que há um vocabulário extensivo para descrever o tempo na Dinamarca, mas não há nenhuma palavra para por favor”
“Aprender uma língua estrangeira mantém nosso cérebro ativo e nos desafia. Há uma sensação de realização quando se continua aprendendo coisas ao longo da vida”
“Continuar a estudar ao longo da vida ajuda a aumentar o equilíbrio mental e a autoconfiança, dá um senso de propósito e faz você se sentir em conexão com outras pessoas, de acordo com o Departamento Nacional de Estatística”
“As vacas criadas ao ar livre experimentam um barato quando são levadas novamente para o pasto na primavera, mas será que isso significa que elas ficam tristes quando estão no estábulo? E as vacas que ficam no estábulo o ano inteiro não devem conhecer nada diferente daquilo. Sem ter a expectativa de sentir a euforia do pasto ao ar livre e a mínima ideia da vida do lado de fora que estão perdendo, será que elas, com o quinhão que lhes cabe, não seriam mais felizes do que as outras?”
“melhor ter dançado e parar de dançar do que nunca ter dançado na vida?”
“Será que os dinamarqueses são felizes não porque têm um monte de experiências incríveis, comparados com os outros povos, mas porque vivem num ambiente previsível e estável?”
“Mas as pessoas devem ser capazes de ver essas coisas. Se elas não gostam de ver um animal ser cortado, mas vão felizes da vida ao supermercado comprar um pedaço de carne embalada, então elas são hipócritas”
“Peter me diz que ele acha que os animais são colocados numa redoma na Inglaterra e nos Estados Unidos (metaforicamente falando, claro), de modo que as pessoas se importam muito com um filhotinho perdido ou um animal no zoológico, mas chegam em casa e comem carne sem problema nenhum”
“uma nação mais bem educada e mais rica é a que menos acredita num ser superior”
“Os Estados Unidos. Apesar de serem um país rico, lá não existe um serviço público de saúde de qualidade, nem estabilidade no emprego, e o sistema de seguridade social é fraco e inconsistente. Isso significa que os Estados Unidos têm mais em comum com os países em desenvolvimento do que gostam de pensar”
“O Índice Global de Religião e Ateísmo também avalia que a pobreza é o indicador-chave da tendência de uma sociedade para a religião, de modo que os países mais pobres tendem a ser os mais religiosos”
“se sentir bem em relação ao seu país já foi cientificamente provado como sendo uma das coisas que mais fazem uma pessoa feliz, de acordo com pesquisa publicada na revista Psychological Science”
“É um grande problema quando mulheres jovens, e homens também, que não têm a perspectiva histórica, pensam erroneamente que são “livres” para fazer o que querem, sem enxergar que as forças estruturais e culturais ainda estão agindo”
“Os orientadores vocacionais das escolas precisam realmente mostrar às meninas e aos meninos todas as opções que eles têm, assim como nós, pais, para rompermos os estereótipos de gênero”
“A indicação de uma mulher para o posto mais alto da política na Dinamarca ajudou nisso, Manu me diz. Helle Thorning-Schmidt foi primeira-ministra de 2011 a 2015, e chegou ao poder derrotando seus oponentes e uma imprensa bem corrosiva. O jornal Politiken escreveu que ela era “bem vestida demais para os Social-Democratas, inexperiente demais para se tornar chefe do país e fria demais para conquistar o coração do povo”, uma crítica que ninguém jamais faria a um político homem. Ela logo foi apelidada de “Gucci Helle”, porque adora uma roupa de grife, e também foi atacada por seu próprio partido por ser bonita demais”
“Ter tido Helle no mais alto cargo do país é uma inspiração para as meninas. Podíamos sempre dizer a elas que as mulheres podem chegar ao topo na política, mas enquanto não vissem isso acontecer, não parecia real”
“as partes boas não podem nunca compensar as más.”
“Um senso de comunidade e de empoderamento faz com que as mulheres se sintam mais fortes e menos sozinhas”
“a liberdade torna as pessoas felizes”
“No momento em que escrevo, se sua renda anual for abaixo de 470.400 coroas (aproximadamente 92 mil dólares), você terá uma redução maior, e se você ganhar menos de 151.501 coroas por ano (cerca de 29 mil dólares ), a creche é de graça”
“as crianças têm muita liberdade na Dinamarca. E acho que isso tem muito valor a longo prazo.”
“Numerosos estudos já mostraram que crianças criadas na Inglaterra e nos Estados Unidos hoje estão deixando de usufruir da diversão de ser criança porque são monitoradas o tempo todo e superprotegidas de tudo, de terra e poeira, de joelhos ralados, e ficam presas dentro de casa com seus iPads. Mas para as crianças que moram na Dinamarca, existe um modelo de educação que é mais para uma grande aventura. E as crianças que conheci até agora parecem ganhar muito com isso”
“Converso com o máximo possível de dinamarqueses e todos eles expressam o mesmo sentimento: “Mas por que você iria querer ficar em casa? Por que não iria querer que seus filhos tivessem outras crianças com quem brincar?” A maioria acredita verdadeiramente que mandar crianças de menos de 3 anos para a creche e o jardim de infância é fazer um favor a elas, permitindo que se socializem cedo. Ninguém consegue entender por que uma mulher não iria gostar de voltar ao trabalho, para um emprego de que ela provavelmente gosta e que paga um salário decente. A tarefa da mãe que fica em casa foi, de fato, assumida pelo Estado”
“Ter os mesmos colegas durante a maior parte do período escolar é visto como uma forma de ajudar as crianças a se sentirem protegidas e de oferecer um ambiente seguro e de confiança para que elas explorem os principais pilares da educação dinamarquesa: igualdade e autonomia”
“–Ensinamos as crianças a pensar e a decidir por si mesmas, não apenas a passar nas provas –diz ela, logo de saída. –A educação aqui busca desenvolver as competências sociais e cognitivas de uma criança e a aprendizagem com base na experiência. Nós as encorajamos a serem críticas em relação ao sistema. Ela me diz que a educação e a democracia estão unidas uma à outra na Dinamarca desde a Segunda Guerra Mundial. –As crianças começaram a ser encorajadas a pensar e a se opor à autoridade se não concordassem com o que estavam ouvindo. Isso se tornou uma prioridade depois da ocupação da Dinamarca pela Alemanha, e os dinamarqueses tinham muita consciência disso. Nós queríamos cidadãos que fossem democráticos e pudessem ter suas próprias ideias, então o autodesenvolvimento é uma parte importante do aprendizado aqui”
“Um professor pode ter muito conhecimento, mas as crianças devem ser respeitadas como indivíduos”
“A Lei de Jante está muito presente –diz ela. –Todo mundo é igual e ninguém é melhor do que ninguém. O mesmo vale para os alunos e seus pais, e Karen me diz que o presidente de uma empresa costuma mandar seus filhos para a mesma escola que um vendedor de loja ou uma secretária na Dinamarca”
““Vocês podem não gostar de todo mundo que conhecem, mas precisam respeitar todos.”
“– Nós acreditamos que a educação é um direito de todos e que você não deve pagar por ela”
“Ir para a universidade é um luxo em muitos países, sem uma bolsa de estudos ou o crédito educativo. Mas os dinamarqueses têm tudo isso de graça e são pagos pelo privilégio. E como os estudantes na Dinamarca não têm preocupações financeiras, estão livres para escolher um curso no qual estejam realmente interessados, em vez de algo que possa garantir uma boa renda no futuro”
“Os teatros dinamarqueses são fortemente subsidiados. Se você comprar uma entrada, pode provavelmente calcular que o custo real é duas ou três vezes maior do que o preço que pagou. Como consequência disso, os atores geralmente se apresentam para uma casa cheia”
“Os subsídios do governo significam que a criatividade pode florescer e que estratégias de entradas a preços reduzidos levam mais dinamarqueses a galerias de arte, espetáculos de dança ou ópera, ao teatro e ao cinema”
“O sistema de saúde é uma maneira barata de fazer as pessoas se sentirem confortáveis e de mantê-las longe dos hospitais – me diz ele – e nós podemos usar o resto do dinheiro do orçamento do governo em estradas, educação etc”
“Muita gente ainda odeia a ideia do setor público poder ver ou ter seus dados –diz Morten. –Algumas pessoas acham que a coisa toda parece muito como comunismo e tira a liberdade individual. Mas, na realidade, há mais liberdade e mais segurança quando as pessoas são bem-cuidadas –você sabe que se o seu vizinho ficar doente, vai ter o tratamento que precisa e não vai ficar desesperado e roubá-lo. O acesso a informações médicas a qualquer hora, de qualquer lugar, fortalece as pessoas –e para mim não há dúvida de que há uma relação entre o nosso sistema de assistência médica e os índices elevados de felicidade na Dinamarca”
“não existe tempo ruim, apenas roupas erradas”
“As pessoas pagam seus impostos com prazer na Dinamarca porque sabem que terão a melhor assistência social do mundo. Temos escolas, universidades, médicos, hospitais, tudo de graça, um pagamento automático de férias muito generoso, e os patrões pagam por um bom sistema de aposentadoria que realmente beneficia os dinamarqueses e aqueles que se instalam aqui. A maioria dos dinamarqueses vai precisar dos serviços do Estado em algum momento ou outro da vida , com um membro da família que ficou doente ou algo assim, então compreendem a infraestrutura e sabem que o dinheiro deles está sendo bem usado”
“Os dinamarqueses têm um senso coletivo de responsabilidade, até mesmo de pertencimento. Eles pagam pelo sistema porque acreditam que ele vale a pena. Os impostos incrivelmente altos também produzem alguns efeitos colaterais felizes. A Dinamarca tem o menor índice de desigualdade de renda entre todos os países da OCDE, então a diferença do salário líquido entre o presidente da Lego e o faxineiro da empresa, por exemplo, não é tão grande quanto seria em qualquer outro lugar”
“Os políticos, um setor da sociedade notoriamente indigno de confiança na maioria dos outros países, gozam de uma reputação surpreendentemente boa na Dinamarca. Contribui para isso o fato de eles serem considerados como “pessoas normais”, então não há um pedestal de onde eles possam cair”
“Ele tem um emprego fantástico numa das empresas mais lucrativas do país, mas um pai tirar uma licença, totalmente remunerada, para cuidar do seu filho é considerado algo importante e que deve ser incentivado”
“Sim, a vida aqui é cara. Mas é a Dinamarca, vale a pena. Não me importo de pagar mais por um café aqui porque sei que isso significa que a pessoa que está me servindo a) não me odeia e b) não tem uma vida horrível”
“E a vida não pode ser sempre uma utopia ensolarada, no estilo unicórnios usando arco-íris para pular corda. Mas um ambiente constante, seguro, estimulante, no qual você possa confiar hoje, amanhã e daqui a um ano, é quase tão bom quanto”
“há algumas coisas que os dinamarqueses fazem de um modo diferente que podem ser colocadas em prática, onde quer que você esteja. 1. Confie (mais) Esse é o principal motivo da felicidade dos dinamarqueses, experimente. Você vai se sentir melhor e vai se poupar de um estresse desnecessário. Confiar nas pessoas ao seu redor pode fazer com que elas se comportem melhor, então isso se torna uma profecia autorrealizada. 2. Fique hygge Lembre-se dos prazeres simples da vida –acenda uma vela, prepare um café para si mesmo, coma alguns doces. Está vendo? Você já está se sentindo melhor. 3. Use o seu corpo Pedale, corra, pule, dance, faça sexo. Mexa todas as partes dele. Usar o seu corpo não só libera endorfinas, mas também deixa você mais atraente, no estilo dinamarquês. 4. Dê atenção à estética Torne o seu ambiente o mais bonito possível. Os dinamarqueses fazem isso, e estimulam o respeito pelo design, pela arte e pelo lugar onde vivem. Você se lembra da síndrome da janela quebrada, em que o estado dos lugares que parecem abandonados pioram? O contrário também se aplica. 5. Direcione suas opções Se morar em No Meio do Nada me ensinou alguma coisa, posso dizer que foi que diminuir as nossas opções pode tirar um pouco do estresse da vida moderna. Excesso de opções de coisas para fazer, de lugares para comer (há!) ou do que vestir (olá, meu armário de Londres) pode ser mais um peso do que uma vantagem. Os dinamarqueses se especializam em simplicidade sem estresse e liberdade sem fronteiras. 6. Tenha orgulho Encontre algo em que você ou pessoas do lugar onde você vive sejam realmente bons e admitam isso. Comemorem o sucesso, desde o futebol até o campeonato de salto de pulgas (ou corrida de caranguejos). Agite bandeiras e cante sempre que houver oportunidade. 7. Valorize a família Os feriados nacionais são oportunidades de estreitar laços na Dinamarca, e as famílias vêm em primeiro lugar em todos os aspectos da vida dinamarquesa. Manter contato com os parentes e cumprir certos rituais são coisas que podem fazer você se sentir mais feliz, então faça os dois. Sua família não coopera muito? Comece a sua própria família com os amigos ou então usando a dica nº 3 (a parte do sexo). 8. Respeite todos os tipos de trabalho Lembre-se: não existe “trabalho de mulher”e “trabalho de homem”, apenas “trabalho”. Quem cuida é tão essencial quanto quem sustenta financeiramente e nenhum poderia sobreviver sem o outro. Os dois tipos de trabalho são duros, criativos e importantes, tudo ao mesmo tempo. 9. Brinque Os dinamarqueses adoram fazer alguma atividade pura e simplesmente, e, na terra da Lego, brincar é considerado uma ocupação valiosa em qualquer idade. Então comece a montar, inventar, cozinhar e desenhar, até mesmo suas próprias caricaturas de pessoas famosas. Simplesmente faça alguma coisa e se dedique a isso sempre que possível (quanto mais bagunça, melhor). 10. Compartilhe A vida é mais fácil assim, de verdade, e você será mais feliz também, de acordo com as pesquisas. Não pode influenciar a política governamental para conseguir um estado de bem-estar social como o dinamarquês? Leve parte do bolo que fez para o seu vizinho, ou convide alguém para a sua casa para ficar hygge e deixe fluir os sentimentos de amizade e carinho”
A melhor coisa desse cantinho no blog é poder guardar como se fosse um caderninho, tudo o que eu aprendo nos livros. sempre que estou com vontade, volto para dar uma olhada nas coisas que já anotei. e com certeza, O segredo da Dinamarca será um dos que mais voltarei para ler.




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