14 de Maio de 2017

Já era amor antes de ser – Estamos Grávidos!!

Ainda acho que estou vivendo um sonho. Em 1998, repeti de ano em uma escola pequena de São Francisco, Niterói. Eu e minha melhor amiga fomos com nossas mães em todas as escolas de Niterói para decidir qual seria a melhor opção para o ano seguinte. Dependência era ideia importante – acho que a principal. Mas por algum motivo, acabamos indo parar em uma das escolas mais tradicionais de Niterói – o São Vicente. Sim, repetimos mesmo de ano e não fizemos a tal dependência para seguir o ano certinho.

Em julho de 1999, o São Vicente fez uma excursão para Ouro Preto e – por um milagre!! – minha mãe deixou que eu fosse. No primeiro dia, no primeiro hotel, conheci um menino de cabelo liso, magrinho, olhos escuros, mas que por algum motivo chamou a minha atenção. Nos outros sete dias, lá estava eu em quase todos os lugares que ele estava e lá estava ele em todos os lugares que eu estava. Ele era tímido, quase não conversamos, mas aquela presença por perto parecia bastar.

Já de volta, na nossa escola, a atração não diminuiu. Cresceu! Depois de mais uma semana… O nosso primeiro beijo! Até aquele momento, nunca tinha experimentado nada parecido com aquilo. Não era só o melhor beijo do mundo, era um abraço que eu queria estar aninhada para sempre.

Depois daquele beijo veio o namoro, viagens, descobertas, mais beijos, uma vontade enorme de ficar juntos, sempre juntos. Construímos sonhos, construímos um amor que era tão grande, que era difícil explicar. Mas éramos tão novinhos… O que poderíamos saber sobre o amor se a gente não tinha tido tempo de viver quase nada daquilo antes de nos conhecermos?

Depois de quatro anos de sonhos e histórias, acabamos decidindo terminar o namoro enquanto ainda gostávamos muito um do outro. Cada um estava começando uma vida nova, novas escolhas, faculdades diferentes… Decidimos que era melhor deixar o amor viver, do que acabar deixando que a insegurança do novo estragasse tudo. Aquela foi uma das decisões mais difíceis de toda a nossa vida. Mas decidimos que não queríamos estragar aquela história que tinha sido escrita até aquele momento com tanto carinho.

Em 2003 cada um foi viver a sua vida. Novas experiências, descobertas e até mesmo novos amores… E os anos passaram sem que a gente nem mesmo soubesse um do outro.

Mas quando tem que ser, não tem jeito. Bastou a gente se reencontrar uma vez para que uma coisa diferente acendesse no nosso coração. Foi só olhar naqueles olhos escuros mais uma vez para que eu sentisse todo o meu corpo tremer. Bastou um sorriso para que eu tivesse a certeza que nenhum outro lugar era tão meu quanto aquele abraço.

E aí, em 2008 a gente voltou “a se conhecer”. Começamos a sair, ainda sem entender direito o que era tudo aquilo que sentíamos. Será que era apenas uma saudade do que já tínhamos sido um dia? Ou era também uma vontade bem grande de ser tudo aquilo de novo?

Em 2009 veio mais uma vez o namoro, em 2011 o noivado e em 2013 o casamento. A cada passo eu olhava para trás e pensava – Como tudo isso pode estar acontecendo? Isso só acontece nos filmes e nos livros que eu amo. Então é mesmo verdade que essas histórias podem acontecer fora da ficção? E lá estava mais uma vez Vinicius me mostrando que sim. Que a nossa história era mesmo de verdade e que mesmo depois de viver muitas coisas separados, vimos que nada era tão bom quanto estarmos juntos.

Hoje, é o dia das mães mais mágico do mundo. Hoje, batem dois corações dentro de mim completamente apaixonados pelo Vi. Hoje, tenho um pedacinho de nós dois na minha barriga. Hoje, sou a pessoa mais completa do mundo inteiro. Hoje, me sinto como a protagonista da história mais linda que alguém já escreveu. Hoje, somos quatro – Eu, Vinicius, Valentina e o nosso baby! É a história de amor mais linda que eu poderia viver. Ainda olho para ele e me sinto apaixonada como em 1999. Sinto uma gratidão enorme por tudo o que passamos e ainda vamos passar. É uma coisa tão grande, que não cabe dentro de mim. A nossa sementinha é o resultado de todos esses quase vinte anos que construímos até aqui. Que Papai do Céu nos dê MUITA saúde, que permita que o nosso baby venha também com muita saúde e que cresça percebendo em casa quanto amor a gente tem aqui. <3

Olho para trás e fico pensando em como cada detalhe foi escrito com perfeição. Sou grata por ter repetido aquele ano, por ter escolhido aquela escola, por ter ido para aquela excursão. Até mesmo de algo ruim – afinal, quem pode achar que repetir o ano na escola é algo bom? – pode vir a melhor coisa da sua vida.

Já era amor antes de ser…



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15 de Fevereiro de 2017

Coração apertado – Vacina da Valentina

Segunda nós fomos levar a Valentina no veterinário para tomar as vacinas que ela precisava tomar depois de um ano. No caminho o meu coração já começou a ficar apertado. O veterinário que ela estava acostumada, não está mais atendendo no lugar de sempre e a gente foi em um novo. Ela já gostava do outro, quando chegava na esquina já corria de felicidade, mesmo que pudesse tomar um banho ou uma injeção – coisas que ela odeia!. Mas como sempre foi muito bem tratada no lugar, é um Pet que ela adora ir.

Mas como o veterinário mudou, resolvemos ir em um perto de casa mesmo, que já tinha atendido a Valentina em uma emergência e tinha sido fofo com ela. Na recepção, quando ela ficou com aquela carinha de desconfiada que só ela tem, morri de peninha. Será que ia doer?

No consultório, ela queria fugir de todas as maneiras. O veterinário achou melhor Vinicius segurar ela no colo, para o medo diminuir e eu fiquei fazendo carinho nela, para que não ficasse tão ansiosa – ô cachorrinha que é igual a “mãe”.

Aproveitamos que já estávamos lá, para conversar com o veterinário sobre castração. “Já passou da hora de castrar a Valentina”, já que recentemente decidimos não ter filhotes dela, pois Vinicius está com medo de eu não ter coragem de dar os que nascerem e querer ficar com todos. O veterinário disse que não passou da hora nada, que quanto antes é melhor, mas que não precisamos ficar desesperados por não ter feito isso ainda.

Perguntei tudo sobre a castração e apesar dele me dizer que é tudo bem simples, meu coração ficou muito apertado. Ele disse que depois de deixarmos ela lá, que ele deixa ela em uma sala, para que ela fique mais calma, sem a nossa presença e que depois começam os procedimentos para a cirurgia. Já senti vontade de chorar ao imaginar que a minha pequenininha vai ficar sozinha, sem saber o que está acontecendo e apavorada por estar longe da gente.

Todo mundo diz que é uma cirurgia tranquila e rápida. Todos falam que é melhor fazer isso logo, para evitar o câncer. Mas eu fico sofrendo de saber que ela vai operar. Depois que saímos de lá, passei o dia todo me sentindo um pouco triste, com peninha de “fazer isso com ela”.

É uma preocupação tão grande com o que ela vai sentir, com a tristeza que ela vai ficar quando a gente tiver que deixar ela sozinha no veterinário, sem que ela tenha ideia do que está acontecendo e com pessoas que ela não está acostumada. Amar demais dói! A gente quase deseja ocupar o lugar de quem a gente ama, para que eles não tenham que sentir nenhum tipo de dor. Ainda não sei quando vamos fazer a cirurgia, mas até lá vou conversar com todos que já colocaram seus cachorrinhos para castrar, para que eu possa ficar com o coração menos apertado.



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