19 de Julho de 2017

Diário da Gravidez: A Julinha é a cara do papai

Ontem foi um daqueles dias que eu acordei bem cedo, não consegui voltar a dormir… Ansiedade a mil! O motivo? Foi o dia da ultrassonografia morfológica, uma das mais importantes da gravidez. Já tinha tempo que não víamos a nossa pequena, a última vez tinha sido com 12 semanas, quando fizemos a translucência nucal.

Naquela ocasião, tivemos a nossa segunda grande emoção! Na primeira ultra, com seis semanas, a Julinha era menor que um grão de feijão e era com ele também que ela parecia. Uma sementinha pequena, sem nenhum formato de gente, mas com um coração forte e rápido. Já na segunda, ela tinha crescido. Tinha perninhas, pés, braços, mãos… Vimos cada pedacinho dela e nos emocionamos como nunca.

Mas o que aconteceu ontem, foi quase como mágica! A Julia estava maior e com o corpinho todo definido. Vimos nossa princesinha mudando de posição, uma hora segurando o pé, em outro momento com dedinho na boca…

Enquanto a gente ia se deliciando com aquelas imagens, o médico – MUITO FOFOOOOO!!! Recomendo o Raul Muniz para todas de Niterói – ia medindo cada pedacinho da nossa filha (é tão grande falar isso! NOSSA FILHA! <3). Ele ia explicando o que era cada parte do corpinho dela e ia falando como ela está bem, como é saudável. Ia enchendo a gente de felicidade.

Depois que terminou todo o exame morfológico, ele falou: Vamos ver se ela deixa a gente ver o rostinho dela? E aí, aquela imagem não tão nítida, mas já maravilhosa para a gente, se transformou em 3D e a gente pôde ver um pouco do rostinho da Julinha. Que emoção!! Poder ver a Julia daquele jeito, foi incrível!! Que maravilha toda essa tecnologia!

Acho que a Julia não vai gostar muito de fotos, pois foi só ligar o 3D para que ela levantasse a mãozinha e colocasse na frente do rosto. O cordão umbilical também ficou em cima do olho dela (em cima do olho direito é o cordão umbilical), mas eu fiquei encantada com aquela imagem. Mesmo vendo tão pouco, morri de amores por aquela mãozinha gordinha, bochecha deliciosa, boca e nariz idênticos aos do Vi.

Ohmmmmm!!!

Alguém tem dúvida que essa imagem vai virar foto de porta retrato? A primeira foto da nossa Julinha!! <3 Dá para perceber que mãe é boba, né?! A foto não tem a melhor qualidade do mundo, nem dá para ver maravilhosamente bem, mas é a primeira da nossa filha!

Estava tão encantada com tudo, que naquele momento eu acabei falando algo que nem eu mesma esperava. Sempre tive medinho de ficar grávida. Tinha medo de quase tudo – exames, de dar alguma coisa errado, do parto e de todo o resto. Sei que ainda não passei por tudo, estou com um pouco mais de metade da gestação, mas estou completamente apaixonada pela minha barriga, pelos chutinhos e por tudo que estou vivendo… Embalada pela emoção do momento, falei: “Na primeira ultra disse que ficaria apenas com essa gravidez, mas essa ainda nem acabou e eu já estou pensando que vou querer mais”.  Risos! Pois é… Como as coisas mudam, não é mesmo?

Alguns amigos disseram que até o final da gravidez, ela ainda vai mudar bastante e pode ganhar traços meus também. Mas por enquanto, tenho certeza que ela é a cara do papai. Viram de perfil como parece?



11 de Julho de 2017

Mãe, estou grávida – Como contei para os meus pais sobre a gravidez

Como já contei por aqui, quando estava tentando engravidar, decidi que não contaria aquilo para ninguém. Não conseguimos de primeira e não ter contado para os outros, foi uma decisão acertada. Pois apenas a minha cobrança e frustração, já eram suficientes para que a ansiedade ficasse ainda maior. Não precisava que outras pessoas ainda fizessem aquele papel de ficar perguntando “e aí, já está grávida?”. Então, como sempre fiquei meio brava quando me perguntavam sobre isso, ninguém desconfiou que já estávamos com aqueles planos, nem mesmo a minha mãe.

Naquela época de tentativas – e antes também -, li muito sobre gravidez e sobre tudo o que acontece quando a mulher engravida. Baseada nos conselhos dados pelas pessoas na internet, falei para Vinicius que não contaria para ninguém, nem mesmo para os nossos pais, sobre a gravidez até ter completado os primeiros três meses – que dizem ser os mais “perigosos” para o neném.

Quando descobrimos, mantive a ideia de não contar nada. Mas era muito difícil para mim, pensar em encontrar com a minha mãe e não falar sobre aquela grande novidade. Então, dei todas as desculpas que pude nos primeiros dias – que eu já sabia e ela não – para não ter que encontrar com ela. Afinal, como poderia disfarçar a minha felicidade?! Ela perceberia que alguma coisa estava acontecendo.

É claro que não consegui segurar a boca pelos primeiros três meses. O silêncio durou apenas uma semana. Resolvi que contaria no dia do aniversário dela. Um presentão, não é mesmo? E um alívio para mim. Até porque, sempre amei vinhos e cervejas, como explicaria para ela que não beberia nada em nenhuma das comemorações? Seria impossível!

Então, no dia do aniversário dela, Vinicius foi na rua tentar encontrar alguma caneca ou almofada que viesse escrito alguma coisa sobre avó. Ele voltou para casa com uma caneca linda!! Pedi que a minha mãe esperasse a gente na casa dela antes de ir para o barzinho que ela havia marcado com os amigos. Ela realmente não desconfiava de nada! Acho que ela já tinha até mesmo se acostumado com a ideia de ser apenas uma avó pet – da Valentina.

Chegamos na casa dos meus pais e tanto eu quanto Vinicius estávamos ansiosos em dar aquela notícia. Era a maior emoção das nossas vidas e seria a primeira vez que falaríamos aquilo em voz alta. Meus pais estavam na sala, tentamos disfarçar a nossa alegria e parecer “normais”. Vinicius estava tão nervoso com todo aquele momento, que ficou responsável por gravar tudo, mas acabou apertando o botão errado e não gravou nada com o celular. Entreguei o embrulho para a minha mãe e foi a hora mais engraçada de todas.

Quando ela abriu o pacote, deu um sorriso amarelo. Minha mãe não gosta de caneca. Ela quis fingir que tinha gostado do presente, mas no primeiro momento, deve ter achado a coisa mais brega e sem graça do mundo, pois na cabeça dela, o “melhor avó” era por causa da Valentina. Quando ela olhou para a nossa cara, a ficha começou a cair, pois nós dois já estávamos emocionados. Ela foi entortando a cabeça e olhando para a gente tentando compreender o que estava acontecendo. Depois de um ou dois minutos, veio a pergunta ainda cheia de dúvida:

– Você está grávida? – Ainda não era uma comemoração, nem mesmo uma constatação. Era quase uma certeza de que estava perguntando uma grande besteira.

Mais dois minutos para que a ficha realmente caísse e a pergunta deixou de ser uma dúvida e virou um grito com afirmação.

– VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!!!! MEU DEUS, VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA! VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!!! VOCÊ ESTÁ GRÁVIDAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

Ela parecia precisar repetir isso aos gritos e mil vezes para que realmente acreditasse naquela verdade. Só depois disso, ela e meu pai abraçaram a gente e realmente acreditaram que aquilo era mesmo real. Estávamos grávidos!

Pedi mais de um milhão de vezes que aquilo fosse um segredo só nosso. Não queria fugir da regra que diz que é melhor contar para as pessoas apenas depois dos três meses. Eu sabia que seria muito difícil que ela segurasse aquela informação tão feliz para todos nós, mas insisti que ela fizesse aquilo. Minha mãe é muito fofoqueira – ela vai ficar brava quando ler isso, mas é verdade! Tão verdade, que é claro que depois eu descobri que ela já tinha contado para várias pessoas, até para o nosso cabeleireiro que eu estava grávida! E depois que eu disse que podia contar, ela mandou mensagem para todo mundo dizendo que não era mais segredo, ao invés de realmente contar a grande notícia! Aff, mas isso é outra história e depois conto com mais detalhes por aqui.

Foi realmente muito engraçado dar a notícia para eles e foi mais um daqueles momentos que vão ficar para sempre guardados na nossa lembrança desse período tão gostoso e diferente de tudo que é a gravidez. Vou compartilhar por aqui todos esses momentos com vocês! E espero que vocês estejam sempre na torcida para que tudo seja especial até o dia da Julinha chegar. Vou escrevendo essas histórias  conforme elas forem sendo “escritas” nas nossas vidas. E se você também está vivendo esse momento ou já viveu, não deixe de me contar como foi a sua experiência! Adoro essas histórias!!

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