23 de Setembro de 2015

Chá com Mussolini

Chá com Mussolini é um filme carregado de arte, conversas e acontecimentos que nos fazem pensar sobre as atitudes que temos ou que deveríamos adotar em determinados momentos da vida. Também nos faz refletir sobre como o homem faz guerra por motivos tão absurdos e o prejuízo que essas atitudes egoístas trazem para a vida de pessoas do bem.

Apesar de ficar encantada com praticamente tudo, o finalzinho me fez romancear algo muito maior. Não vou contar nenhuma parte do filme para falar sobre isso. Na verdade, o que me fez viajar foi imaginar como um lugar – um muro por exemplo – é carregado de histórias. Chá com Mussolini acontece na Itália, mais precisamente na região da Toscana, o cenário é maravilhoso, mas para as minhas divagações poderia acontecer em qualquer outro lugar.

O que me fez esquecer o filme por alguns minutos e mergulhar nos meus pensamentos foi pensar em como lugares por todo o mundo guardam histórias de tantas pessoas de diversas épocas. Imaginem um banco de uma praça, um muro de uma casa antiga… Quantos casais apaixonados estiveram por ali? Quantas declarações, brigas, inícios e finais de romances aconteceram naquele mesmo lugar? Não é inspirador imaginar?!

CHÁ-COM-MUSSOLINI

Acho que é por isso que em uma viagem o que me atrai não são os principais pontos turísticos. Sou atraída para os lugares mais doces, mais românticos, mais carregados de acontecimentos do cotidiano do que de História. No lugar da casa de Ernest Hemingway, por exemplo, preferiria conhecer os bares que ele sentava para beber e se inspirar.

Não sei se é coisa de escritora, de Fernandas, de aquarianas, de pessoas românticas ou se é apenas uma coisa minha mesmo… Mas prefiro tudo que me é ofertado para imaginar a ter uma coisa já mastigada. Saber o lugar que um ídolo dormia, comia, morava, não é a mesma coisa que sentar no banco que ele também sentou quando quis refletir sobre um trabalho ou um amor.

Gosto de imaginar o que a pessoa sentiu estando ali. Já não acho tão interessante ver a maneira como ela vivia e as coisas que tinha. Imaginar sensações e sentimentos é mais gostoso, acho que me faz ficar mais próxima da pessoa do que se eu conhecer a casa que ela morou. Nem sempre a nossa casa mostra como somos, mas o lugar que gostamos de estar para conseguir uma inspiração fala muito mais sobre nós mesmos. Concordam?
Por isso, muitas vezes um muro e um banco me atraem mais que um museu. As histórias me atraem mais que a História. As sensações me chamam mais atenção do que os fatos. Sou a única que pensa assim?!

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