02 de Dezembro de 2015

Citações: A sociedade literária e a torta de casca de batata

Se você ainda não leu esse livro, leia o quanto antes. Fiquei encantada e com uma saudade danada dos personagens e da ilha de Guernsey! Contei a minha opinião sobre o livro aqui. Passa lá também! Para você sentir o gostinho do que está perdendo sem ter ainda iniciado a leitura, confira as citações que escolhi:

“Talvez haja algum instinto secreto nos livros que os leve a seus leitores perfeitos. Se isso fosse verdade, seria encantador”.

“É isto que eu amo na leitura: uma pequena coisa o interessa num livro, e essa pequena coisa o leva a outro livro, e um pedacinho que você lê nele o leva a um terceiro. Isso vai em progressão geométrica – sem nenhuma finalidade em vista, e unicamente por prazer”.

“Não me considero uma voyeur – eles preferem os quartos; são as famílias reunidas na sala ou na cozinha que despertam a minha curiosidade. Consigo imaginar suas vidas inteiras dando apenas uma olhada nas estantes, ou escrivaninhas, ou velas acesas, ou almofadas coloridas”.

Sociedade Literária e a Torta de Casca de batata citações

“Adoro visitar as livrarias e conhecer os vendedores de livros – eles são uma raça realmente especial. Ninguém, em sã consciência, aceitaria um emprego numa livraria  por causa do salário, e nenhum proprietário, em sã consciência, iria querer ser dono de uma livraria – a margem de lucro é muito pequena. Portanto, o que os leva a fazer isso deve ser o amor pela leitura e pelos leitores – e o fato de poder dar uma espiada nos livros novos”.

“Achava incrível, e ainda acho, que tantas pessoas que passeiam pelas livrarias não saibam realmente o que querem comprar – elas só querem dar uma olhada nos livros, na esperança de encontrar algum que desperte seu desejo. E então, por serem espertas o suficiente para não confiar na conversa do editor, elas fazem três perguntas ao vendedor: 1 – O livro é sobre o quê? 2 – Você já leu? 3 – Achou bom?”.

“Vendedores de livros realmente convictos não conseguem mentir. Nossos rostos sempre nos denunciam. Uma sobrancelha erguida ou uma boca torcida revela que o livro não vale a pena, e os fregueses espertos, então, pedem uma recomendação, e nós os encaminhamos para determinado livro e ordenamos que eles o leiam. Se eles o lerem e não gostarem, nunca mais voltarão. Mas, se gostarem, irão tornar-se fregueses para sempre”.

“Um editor não devia mandar apenas uma prova de um livro para uma livraria, devia mandar várias, para que os funcionários também pudessem ler”.

“Não é fácil encarar uma sala cheia de gente e elogiar a si mesma e ao seu livro”.

“Os homens são mais interessantes em livros do que na vida real”.

“Ler bons livros não permite que você goste de livros ruins”.

“Acho que a fome deixa a pessoa desesperada quando se torna uma realidade de todo dia”.

“Por que eu deveria deixar um pastor me dizer se eu tinha ou não uma alma? Se eu pudesse acreditar que tinha uma alma por mim mesmo, então eu poderia entrar em contato com ela, sozinho”.

“Algum de vocês já se deu conta de que foi mais ou menos na época em que a noção de alma desapareceu que Freud surgiu com o ego para pôr em seu lugar? O timing do homem! Será que ele não parou para refletir? Velho tolo e irresponsável! Acredito que os homens repetem essas tolices sobre egos porque temem não possuir almas ! Pensem nisso”.

“Quando meu filho, Ian, morreu, as visitas vinham me dar pêsames e, achando que isso iria me consolar, diziam: “A vida continua.” Que bobagem, eu pensava, porque é claro que ela não continua. É a morte que continua; Ian está morto agora, estará morto amanhã e no ano que vem e para sempre. Não existe fim para isso. Mas, talvez, haja um fim para o sofrimento que isso causa”.

“A mente pode fazer amizade com qualquer coisa”.

“O senhor já notou que quando a mente é despertada ou atraída por uma pessoa nova o nome dessa pessoa surge de repente onde quer que a gente vá? Minha amiga Sophie chama isso de coincidência, e o sr Simpless, meu amigo pároco, chama de Graça. Ele acha que, quando uma pessoa gosta muito de alguém ou de alguma coisa, ela envia uma espécie de energia para o mundo, e isso dá frutos”.

“Pessoas que moram perto de água corrente são muito mais simpáticas do que as que não moram”.