05 de Outubro de 2016

Comecei um novo caderno

Já contei por aqui sobre o meu caderninho da gratidão, que faço há muitos anos. Eu comecei a fazer, quando assisti o vídeo de 30 antes dos 30 da Flávia Calina e ela disse que tinha adotado aquela prática depois de ter ouvido a Oprah comentar em uma de suas entrevistas sobre como aquilo trazia mais coisas boas para ela. Pesquisei um pouco mais e acabei gostando bastante da ideia. Passei a fazer também. Desde 2012 que eu tenho meus caderninhos da gratidão e é muito bom poder voltar a todos eles para lembrar quantas coisas boas aconteceram comigo ao longo de todo esse tempo. Muitas vezes ficamos reclamando, dizendo que não conquistamos nada e esses caderninhos servem para mostrar como estamos errados quando reclamamos. Mas agora, além do caderninho da gratidão, comecei outro caderno.

caderno

No mês passado resolvi ler o livro da Oprah e lá ela falava sobre transformar um caderno em uma espécie de diário. Eu já tenho meus livros interativos, que de certa maneira também funcionam como diários, mas a ideia desse caderno sugerido por ela, é um pouco diferente.

A Oprah disse que em uma fase de sua vida ela era uma pessoa muito insegura, cheia de medos e aí ela recebeu o conselho de alguém – como já tem um tempinho que li, não lembro exatamente da história – que disse que faria bem a ela escrever sobre todos aqueles medos e que ela tinha que fazer aquilo todos os dias.

Quando ela começou a escrever sobre aqueles medos, passou a refletir sobre eles. Como antes ela não conversava muito com as pessoas sobre aquilo, acaba não pensando muito neles, apenas sentia tudo aquilo. Quando começou a escrever, passou a perceber que eles não eram tão grandes e reais quanto ela acreditava que eram e também como ela começou a escrever sobre tudo aquilo, passou a tentar refletir sobre a origem de todos eles.

É praticamente uma terapia: a terapia da escrita. Ao invés de falar, falar e falar para um analista, a ideia é escrever sobre tudo aquilo que, como diria Danuza Leão, talvez você não contasse nem para o seu psicólogo. No caderno você fica livre para escrever sobre qualquer medo sem ficar preocupada se vai estar ou não sendo ridícula, pode falar sobre frustrações, raivas e o que mais sentir vontade, sem se preocupar com o que o outro vai pensar. É uma maneira de passar a se conhecer melhor.

Gostei da ideia e como amo escrever, vai ser um prazer fazer isso. Depois eu conto para vocês se de alguma maneira essa prática funcionou para mim, se transformou os meus monstros em formiguinhas e a minha ansiedade em serenidade. Vamos ver! Não custa tentar, não é verdade?

Ah, no nosso “O livro Delas”, no conto da Chris Melo – que eu amei!!! – a personagem passa a fazer exatamente esse exercício de escrever diariamente em um diário e acaba descobrindo que nem tudo o que ela pensava que estava certa era realmente a verdade. Fica a dica da leitura para quem ainda não leu.

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