11 de Novembro de 2015

Como conheci e me apaixonei pelo João Suplicy

Existem diversos tipos de amores: aquele que sentimos por nossos pais, o da nossa família, de amigos que queremos ao nosso lado para sempre, o que faz o coração bater alucinadamente por alguém especial – tipo o que eu sempre senti pelo Vi! <3 – e também o amor que sentimos por pessoas que admiramos. Cada um tem um jeito diferente de ser sentido, mas todos eles ocupam espacinhos em nosso coração. Dito isso, já que passei o dia inteiro ouvindo as músicas dele, resolvi contar para vocês como conheci e me encantei pela voz e composições do João Suplicy.

Quem curte reality show provavelmente irá lembrar do que foi exibido no SBT no ano de 2001 – Casa dos Artistas. Naquela época, esse estilo de programa estava começando no Brasil e atraiu a atenção de milhares de pessoas – inclusive a minha, é claro. Assistia todos os dias e não demorou muito para que a minha torcida fosse para aquele cara engraçado, de cabelo para o alto, estilo totalmente rebelde, mas fofo até dizer chega com todo mundo da casa, principalmente com a Bárbara Paz, que acabou se encantando por ele. Já sabem de quem estou falando? Quem pensou no Supla… Acertou!

João Suplicy

Naquele mesmo ano, eu e Vinicius estávamos na fase das figurações. Fazíamos cursos de teatro e éramos convidados para fazer o “elenco de apoio” de novelas e participações em programas de entrevista. Foi assim que fomos ao “Por Acaso” da TV Brasil. Ficamos o dia inteiro participando das gravações  com diversos músicos e atores e quando eu já estava cansada, quase pedindo para que aquilo acabasse logo, a produção anunciou que a última entrevista seria com o João Suplicy.

Ao ouvir aquele nome falei com Vinicius: “Será que ele é da família do Supla?”. Vi deu de ombros e fomos para os nossos lugares. Já no primeiro bloco daquela entrevista o mistério foi revelado, eles eram irmãos. Ohm! Minha simpatia pelo João foi imediata a partir dali. E quando o apresentador pediu para que ele tocasse uma música antes dos comerciais, eu fiquei apaixonada.

No final do programa fui até o João e perguntei se ele teria ali algum CD para vender. Precisava conhecer as outras músicas, ouvir mais aquela voz tão calma e doce. Foi assim que levei o “Cafezinho” para casa. Uma mistura de ritmo gostoso, voz maravilhosa e letras que falam de amor, política e vida, assim é cada música do João.

Como eu sou daquele tipo de pessoa que não consegue gostar de alguma coisa em silêncio, passei a carregar o CD do João para todos os lugares. Apresentava para os meus amigos, fazia com que fosse a trilha sonora das nossas viagens e também não pude deixar de escrever um e-mail para ele dizendo o quanto eu tinha gostado do trabalho dele.

Alguns anos depois – acho que provavelmente em 2004 ou 2005 – fui a um show de lançamento do novo CD do João, o Caseiro. Naquele dia, fiquei ainda mais encantada. Todas as músicas falavam sobre amor, filhos, família. O João é um tipo de compositor que coloca ritmo nas poesias que escreve. Não são frases soltas e sem sentido como vemos em tantas canções por aí. As músicas do João são feitas para a gente ouvir, absorver e até se emocionar. A voz e as letras dele conseguem embalar a nossa alma.

Algum tempo depois ele fez um projeto “ Elvis’n Bossa” que foi tão, tão lindo que de tanto ouvir, meu CD chegou a arranhar. Amava escrever ouvindo o João cantar as músicas do Elvis, a inspiração fluía ainda mais fácil. Fiquei triste com os arranhões do meu CD, pois não dava mais para escutar. Quando tinha bloqueio criativo no meio do meu livro, corria para o Youtube e buscava as letras do Elvis na voz do João para me inspirar.

Supla

Anos e anos depois, quando ele e o Supla se juntaram para o projeto Brothers of Brazil, não perdi a oportunidade de ir ao show que fizeram no Rio. A pegada é bem diferente daquela do João sozinho, mas eu também amei. O show mistura o estilo dos dois irmãos que eu adoro. É irreverente como o Supla e com aquela cara maravilhosa de Rock anos 50 do João.

A voz e as letras já seriam motivos suficientes para que eu o admirasse para sempre, mas o João foi além disso. Comentei com ele no Facebook, no ano passado, o desastre que tinha acontecido com o meu CD alguns anos atrás e perguntei se ele teria ainda algum para vender, pois queria comprar no dia do show deles do Rio. Ele disse que teria e que iria levar. Quando o show terminou, procurei em que lugar estavam as pessoas que vendem o CD dos Brothers – que eu também já tinha – para ver se estaria lá o Elvis’n Bossa que eu queria comprar, mas antes disso o João me encontrou e disse “trouxe seu CD, vou ali no carro buscar e já volto”. Quando ele voltou, disse que era um presente e não aceitou que eu comprasse.

Voltei para casa feliz ouvindo mais uma vez aquele CD que eu amava e comentando com Vinicius a gratidão que eu sentia por um gesto carinhoso como aquele. Admiro demais o João e torço para que mais e mais pessoas possam conhecer e se encantar pelo trabalho dele. Uma pessoa que coloca o coração no que faz, emociona e ainda é essa pessoa querida com o público.

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