31 de Outubro de 2015

Como conheci o meu marido – Parte 4

Ainda não leu a primeira parte da história de quando conheci o meu marido?! Então, clique aqui e confira! =)

A segunda parte está aqui! =)

E a terceira – você pode ler aqui!

Como tudo começou – Parte 4

“- Por que você quer saber isso? – perguntou.

– Curiosidade. Tenho a fama de ser boa como cupido.

– Hum…

– Vou mudar a pergunta. A pessoa que você ficaria estava com a gente no recreio hoje?

Depois de alguns minutos de silêncio…

– Estava – respondeu e fez meu coração acelerar ainda mais.

– Oba! Então está tudo certo. Não vão precisar tanto do meu trabalho de cupido.

Vinicius riu e eles desligaram.

– Viu?

– Agora você tem certeza que ele quer ficar com você?

– Quase!

– Qual é a sua dúvida? Deixa de ser boba!

– Ah, sei lá! Ele não disse com todas as letras que queria ficar comigo.

Renata e Clara reviraram os olhos.

– No recreio estávamos eu, você e Renata. Ele sabe que estou ficando com o Rafael, Renata não estava na viagem. Precisava mesmo dizer nomes? – Clara tentou me convencer.

– Tomara que esteja certa. Agora que começamos com essa história, preciso saber como é estar com ele.

– Ohmmmmmmm! – Renata e Clara falaram ao mesmo tempo, fazendo corações com as mãos.

amor

– Quero que amanhã chegue logo – disse com um frio enorme na barriga.

A expectativa do dia seguinte quase não me deixou relaxar. Fui para casa sonhando com o que faríamos depois da aula. Diversas cenas passaram pela minha cabeça e fui dormir com uma pergunta martelando o tempo todo os meus pensamentos – Será que aquilo daria mesmo certo?

Acordei mais ansiosa que antes. Tomei um banho demorado, passei perfume, arrumei o cabelo com a ajuda da chapinha, coloquei um casaco diferente, passei um pouquinho de maquiagem, perfume e fui para a escola com o coração na boca.

Encontrei Vinicius na hora do recreio, apenas nos cumprimentamos e ele perguntou se estava mesmo confirmado de irmos ao shopping depois das aulas.

– Claro! – respondi tentando manter as pernas firmes. Ele estava me deixando cada vez mais nervosa.

– Espero vocês na hora da saída, Bruno também vai – avisou.

– Legal!

Nós nos despedimos e corri para a sala para contar para as meninas que estava tudo confirmado.

– Droga! Será que o Bruno vai estragar tudo? – perguntei ainda mais tensa.

– Coitado do menino. Claro que não!

– Mas se a gente fosse em casal, seria muito mais fácil de rolar alguma coisa – lamentei.

– Renata pode ir com a gente e fica tudo certo.

– Meninas, infelizmente não vou poder. Minha mãe pediu a minha ajuda hoje.

– E agora? – perguntei para Clara.

– Calma. Eu e o Rafa damos um jeito de conversar com o Bruno e deixar você e Vinicius sozinhos.

Depois da escola fomos almoçar com os meninos no shopping. Foi muito divertido. As conversas aconteceram naturalmente, parecia que estávamos em Ouro Preto novamente.

– Fê, posso te pedir um favor? – Clara me olhou com cara de quem estava aprontando alguma coisa. Fiquei com medo do que ela iria sugerir. – Estou com o pé doendo pra caramba por causa desse sapato novo e não consigo ficar andando muito. Vai lá no terceiro andar e troca para mim essa blusa P por uma M?

Olhei para ela sem entender o motivo daquele pedido. Estava tão legal ficar ali, conversar com Vinicius, aproveitar para conhecer um pouquinho mais daquele menino que tinha me atraído tanto.

– Sério? – perguntei um pouco emburrada.

– Por favor? – implorou. – Vinicius, vai lá com a Fê, para ela não ter que ir sozinha – piscou para mim quando mais ninguém estava olhando.

Ele concordou. Sozinhos e cheios de vergonha, conversamos sobre as aulas na escola e sobre a viagem, só para preencher o silêncio que toda hora teimava em aparecer. Trocamos a blusa e quando voltamos, eles avisaram que o Bruno pediu desculpas, mas precisou ir embora.

– Acho que também já vamos, pessoal. Meu pé está doendo muito – reclamou Clara e já foi se despedindo.

Fiquei sem saber o que fazer.

– Você também quer ir embora? – Vinicius perguntou.

– Queria ficar mais um pouco – senti meu rosto ficar vermelho, mas não queria mesmo ter que me despedir dele tão cedo.

Ele concordou e passamos a tarde inteira assim, conversando sobre qualquer coisa, sem vontade de ir embora. Apenas um problema me incomodava: Vinicius não tinha falado NADA sobre nós dois.

Enquanto caminhávamos, nossas mãos se tocavam meio sem querer querendo, mas não fazíamos nenhum comentário a respeito daquilo.”

Continua aqui…

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