15 de Fevereiro de 2016

Como curar um coração partido

Respondendo ao meu livro interativo de uma pergunta por dia, me deparei com o seguinte questionamento – Como curar um coração partido? Achei legal trazer essa mesma ideia aqui para o blog, pois diariamente milhares de pessoas sofrem com despedidas, com o término de relações e rejeições. Como vocês lidam com esse sentimento tão triste?

Lembro que quando era adolescente tudo era intenso e grande demais. As paixões eram avassaladoras e eu podia jurar que nunca mais amaria outra pessoa da mesma maneira.  Foi também naquela idade que eu aprendi que todo coração partido pode se recuperar, sim. A nossa felicidade não pode estar nas mãos do outro e sempre que uma despedida acontecer ou que um amor não for correspondido, devemos seguir em frente.

Coração partido

É claro que dói. Tanto a rejeição quanto o fim de um relacionamento deixam um aperto no peito que parece insuportável. Mas passa. Sempre passa. Nenhum amor do mundo pode ser maior do que o que você tem por você e pela vida.

Para curar o coração partido reserve o tempo que precisar para sofrer por aquele amor. Acredito que essa é a parte mais importante da recuperação. Se você não fizer isso, se simplesmente fingir que está tudo bem e bloquear a mente daquele pensamento, um dia ele vai voltar com ainda mais força. Não adianta ficar com medo de pensar no amor que já não existe mais. Pense nele e pense muito. Escute músicas, chore o quanto precisar, se despeça do sentimento que esteve com você durante o tempo que estiveram juntos ou durante o tempo que durou o seu amor não correspondido com a sua paixão platônica.

Se achar que não suporta olhar as coisas – cartas, roupas o que quer que seja – da pessoa, deixe com uma amiga, com sua mãe ou dentro de uma caixa fechada com um milhão de durex. Por maior que seja a raiva ou a decepção, ainda assim reflita antes de jogar tudo fora. Lembre-se que essa história foi parte da sua trajetória, de quem você é. O fim de um relacionamento não significa que todo o tempo que ele durou não valeu a pena. Recordações sempre são pedacinhos do seu passado, uma maneira de viajar pelo tempo enquanto não inventam uma máquina de verdade. As palavras escritas, o perfume daquela pessoa nunca mais vão ser iguais. Por mais tristeza ou raiva do momento, pense em quantas coisas boas também aconteceram, você vai querer apagar tudo isso?

Não sofra para sempre e nem carregue um peso de meia tonelada de ressentimento com você. Muitas pessoas que sofrem com um fim de relacionamento tendem a achar que todos os outros são iguais. Não deixe que essa experiência te transforme em uma pessoa amarga ou alguém que faz comparações desagradáveis. Cada amor é de um jeito, não existe melhor ou pior, apenas pessoas que vão se encaixar mais ao seu estilo e outras que serão completamente diferente. Os dois casos podem trazer ótimos relacionamentos.

Depois do período de “luto” fique leve e seja feliz. Não faça nada pensando em se vingar do outro. Fique mais bonita por VOCÊ, se divirta por VOCÊ e não para que outra pessoa veja como você está mais linda ou mais feliz sem ela. Se arrume diferente, mude o corte de cabelo, abra o coração para novas possibilidades e aproveite todos os novos frios na barriga que estão por vir.

Não se tranque com medo de levar mais um fora, não comece a pensar que nada dá certo na sua vida e aproveite cada relacionamento – o de um dia ou o de uma vida – da maneira que ele acontecer. Aprenda com os erros, mas não se transforme em alguém “cascudo”. Se o amor acabar, não insista nem faça nada para que o outro sinta pena de você. Pense que foi bom enquanto durou e que é melhor ficar livre para conhecer alguém que vai amar de verdade e de maneira recíproca, do que ficar com alguém que já não quer mais estar com você.

Um dia o “para sempre” acontece. Pode ser que você encontre ele aos 16 – obrigada, Papai do Céu! – como também pode encontrar aos 30, 50, 75. Até lá, morra de amores, mas depois continue vivendo.

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