27 de Outubro de 2015

Como eu conheci o meu marido – Parte 1

Minhas leitoras que me acompanham no Facebook, sempre perguntam como foi que eu conheci o meu marido. Então, como esse ano completou 16 anos que a gente deu o primeiro beijo, resolvi contar um pouquinho da nossa história para vocês em formato de um mini-conto! Ps: Nem todos os nomes são reais, espero que curtam a história.

Como tudo começou – Parte 1

Julho de 1999

são vicente
– Que cara é essa, Fernanda?! E o que está fazendo parada no corredor? – perguntou Clara, assim que chegou na escola e me viu parada na frente da escada.

– Nada – suspirei. – Estava esperando vocês.

Sempre andávamos em uma espécie de grupinho: eu, Clara e Renata. Amigas inseparáveis.

– Aconteceu alguma coisa? Está com febre? – colocou a mão na minha testa.

– Claro que não.

– Que novidade é essa? – perguntou desconfiada.

– Eu, hein? Você está louca? Qual é o problema de esperar vocês aqui? – dei de ombros.

– Espera aí! Você está usando maquiagem?

Fiquei irritada com todas aquelas perguntas. Será que sou tão previsível assim? Qual era o problema de mudar algumas atitudes?

– Só um pouquinho, quase nada.

– Hummmmmm… O amor está no ar! – implicou.

– Que amor? – perguntou Renata, parando bem ao nosso lado. – O que estão fazendo aqui no corredor?

– Mais uma doida… – resmunguei.

– Precisamos fofocar e logo você vai entender. Tenho que te atualizar sobre tudo o que aconteceu durante a viagem.

– Cala a boca, Clara! Não tem nada para contar.

Infelizmente Renata não pôde ir com a gente na excursão da escola para Ouro Preto, desfalcou o grupinho e acabou não participando de tudo que tinha acontecido. Com certeza, se ela tivesse ido, também estaria tão desconfiada quanto a Clara. Afinal, foi difícil disfarçar o encantamento que senti por um menino de outra turma que até aquela viagem, nunca tinha nem visto.

– Quer dizer que vocês vão ficar com segredinhos? – Renata ficou emburrada.

– Não tem segredo nenhum, Rê! – dei língua para Clara.

– Renata, você acha que a maquiagem no rosto da Fê e essa novidade de esperar a gente no corredor são atitudes totalmente inocentes, sem segundas intenções? – instigou.

– Ihhhhhh… Quero saber de tudo que rolou. Conta logo!! – pediu.

Naquele instante elas deixaram de existir. Meu olhar congelou no grupo que estava subindo a escada. Minhas mãos começaram a suar, fiquei sem saber o que fazer. Meu coração parecia uma bateria de escola de samba. De repente, ele me viu.

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