01 de Novembro de 2015

Como eu conheci o meu marido – Parte 5

Como tudo começou – Parte 5

O tempo passou, todos os assuntos acabaram e nada aconteceu. Definitivamente Vinicius não queria nada comigo. Era a única explicação que eu conseguia encontrar.

– Está ficando tarde, é melhor a gente ir embora, né? – perguntei quase em tom de lamentação.

– Pode ser – esbarramos mais uma vez as nossas mãos.

Senti pela milésima vez um arrepio. Aquele menino estava mesmo mexendo comigo. Naquele momento, a minha vontade era quase de chorar. Não conseguia entender como era possível estar apaixonada por alguém que nem conhecia direito. Mas o que sentia quando nossos olhares se cruzavam ou quando nossas peles se tocavam, era tão intenso que não podia ser outra coisa além de paixão.

– Pra qual lado você vai? – perguntei quando passamos pela porta do shopping.

– Vou com você até a sua casa.

casal

Meu coração parou e eu quase caí.

A tristeza deu lugar a uma nova expectativa. Pegamos o ônibus e para que o silêncio não fosse um problema, perguntei sobre a família dele. Vinicius contou que tinha um irmão mais velho, falou sobre a mãe, explicou o emprego do pai – que trabalhava embarcado – e contou que por esse motivo já tinha viajado para diversos lugares do Brasil e até mesmo do exterior durante as férias. Demonstrei interesse em tudo que ele falava, era como se cada história preenchesse um pouquinho mais daquelas páginas que estava começando a escrever sobre ele.

Quando chegamos ao ponto de ônibus mais perto da minha casa, avisei que era ali que tinha que descer. Ele foi junto comigo.

– Vamos lá para o meu play – chamei. – Fica mais um pouquinho.

Ele concordou e me seguiu.

O play do meu prédio era enorme. Sentamos nas mesinhas de madeira que ficavam perto da piscina. Para a minha sorte, nenhum dos meus amigos estavam por lá. Não queria que ninguém atrapalhasse aquele momento.

Depois de perguntar sobre a minha família, já não sabíamos mais o que dizer. Vinicius segurou a minha mão, que estava apoiada em cima da mesa, fingindo olhar o meu anel com interesse. Senti um carinho quase disfarçado, o que me deixou gelada de nervoso e cada vez mais apaixonada. Queria puxar o rosto dele, dar um beijo naquela boca. Mas não poderia fazer aquilo. O que ele iria pensar?

– Clara me contou que conversou com você no telefone ontem – puxei assunto, brigando mais uma vez com o silêncio.

– É verdade – olhou nos meus olhos e provocou um frio enorme na minha barriga.

– Sobre o que vocês conversaram?

– Curiosa, hein?! – sorriu – Ela queria saber se me sentia atraído por alguma amiga dela.

– Hummmmmmm.

Silêncio.

– E aí?

– E aí o quê?

– Qual foi a sua resposta?

– Sim.

Ainda segurando o meu anel, Vinicius olhou para baixo. A timidez dele me encantava. Teria que dar o primeiro passo se quisesse mesmo ficar com ele.

– E que amiga é essa?

Antes de responder, ele voltou a olhar para mim e respirou profundamente.

– Você.

Não sabia o que dizer, nem como agir. Vinicius colocou a mão no meu rosto, fez um carinho e foi se aproximando. Senti meu coração bater fora do ritmo. A sorte era que estávamos sentados, pois senti minha perna tão bamba que não sabia se teria conseguido ficar de pé sem tropeçar.

Quando ele me beijou foi como se o mundo inteiro tivesse parado. A nossa boca tinha um encaixe perfeito, me senti completa.

Naquele instante, durante aquele beijo, senti pela primeira vez na minha vida o que era o amor.

Continua aqui…

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