29 de Outubro de 2015

“Como você pode saber que uma coisa traz felicidade sem nunca ter experimentado essa coisa?”

Enquanto corria na esteira e lia o livro “Ser feliz é assim” – sim, eu leio enquanto caminho -, me deparei com esse questionamento – “Como você pode saber que uma coisa traz felicidade sem nunca ter experimentado essa coisa?” – e fiquei pensando sobre ele. Não, o livro não é de autoajuda, apesar de o nome ser bem parecido com todos aqueles que preenchem estantes de livrarias por aí. É um romance bem fofo, da mesma autora de “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”.

Quantas vezes não desejamos uma coisa que nunca tivemos e afirmamos com toda a convicção do mundo que é aquilo que falta para a gente ser feliz? É a famosa ideia de que a grama do vizinho é mais verde. Em vários momentos da vida atribuímos a nossa felicidade a coisas que não sabemos de fato se vão fazer alguma mudança positiva em nossas vidas. É ou não é verdade?

Ser Feliz é Assim

Você já se pegou pensando “se eu tivesse uma casa maior, tudo seria melhor”, “se eu tivesse um namorado como o da minha amiga, aí sim acreditaria no amor”, “Ah, se eu tivesse o dinheiro que fulano tem, meus problemas acabariam”, “se eu tivesse o trabalho dela, nunca mais reclamaria da vida”. Será? Como tantas vezes afirmamos esse tipo de coisa, sem nunca termos experimentado nenhuma delas?

Lembro que vivia falando “ai, queria tanto conhecer aquele restaurante! Já li um monte de pessoas influentes falando sobre ele, a comida deve ser a mais perfeita do mundo. Poxa vida! Se eu tivesse muito dinheiro, iria passar a frequentar sempre, com toda a certeza do mundo”. E um dia eu fui. A entrada era fraquinha, o risoto era grudento e duro e não saí de lá nem um pouco feliz. Gastei dinheiro e não gostei do que comi. Esse é um exemplo bobo, mas que responde muito bem ao questionamento do livro “como podemos saber que uma coisa traz felicidade sem nunca ter experimentado essa coisa?” .

Nem sempre a grama mais verde do vizinho é a mais macia, a mais cheirosa, a mais cheia de vida. O que a gente não tem, não viu, não viveu, pode não ser mesmo a melhor coisa do mundo. É muito mais legal quando olhamos para o que está mais perto da gente, para as nossas vivências, nossas conquistas, nossas realizações e encontramos a felicidade bem ali. Não precisamos apenas de coisas grandes. Muitas vezes, os pequenos momentos é que são inesquecíveis.

Adoro quando livros me tiram de uma calma, um marasmo e me provocam, sacodem a minha alma. Eles são responsáveis não só por me entreter, mas também fazem de mim uma pessoa muito melhor.

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