02 de Janeiro de 2017

De Malas Prontas – Danuza Leão

O De Malas Prontas da Danuza Leão é um livro que nos leva para viajar por São Paulo, Buenos Aires, Berlim, Paris e Londres. E quando eu digo que ele nos leva para viajar é a mais pura verdade. A Danuza tem um jeito de escrever tão delicioso, que você consegue imaginar tudo o que ela descreve: os lugares, os sabores, as comprinhas. É uma leitura leve, divertida e que deixa a gente com vontade de anotar todas as dicas para fazer algumas coisas que ela fez quando a gente for visitar uma dessas cidades.

O livro começa por São Paulo e eu confesso que fiquei DOIDA para seguir as dicas dela de hospedagem e também as gastronômicas. A Danuza faz uma coisa que eu sempre quis fazer, mas ainda não fiz: Ela praticamente fez um tour pelos “bares” dos hotéis de São Paulo – não apenas nos de lá, em todos as cidades que ela passou ela fez o mesmo. Sempre achei tão legal você começar a noite tomando um drinque em um lugar e depois saindo para jantar em outro! Essa também é uma maneira de conhecer vários hotéis sem precisar necessariamente se hospedar neles.

As crônicas de Buenos Aires me encheram de saudades daquele lugar que eu tanto amo! Foi também por lá que “conheci” e me diverti com a disposição e energia da Linda, amiga da Danuza que é uma personagem que preenche o livro com ótimas histórias cheias de graça e animação. Elas duas aproveitam Buenos Aires da melhor maneira possível. Senti raiva de mim quando a Danuza disse que o Four Seasons de lá é um dos mais bonitos e elegantes.

Por causa do meu medo de avião eu deixei passar uma oportunidade de conhecer esse hotel maravilhoso, que tinha me dado duas hospedagens para ficar por lá em 2015 – que burra!!!!!!!!

Além disso, a Danuza fala sobre o chá da tarde no Hotel Alvear – que é outra grande vontade que eu tenho de conhecer. Da última vez que fui a Buenos Aires, até comentei com Vinicius e com nossos amigos argentinos que queria tomar o chá da tarde lá, mas o meu amigo disse que era muito “programa de riquinho”, acabei desistindo. Mas lendo as descrições da Danuza, eu confesso que me arrependi. Consegui imaginar direitinho a graça daquele lugar e como tudo deve ser delicioso.

O que eu sei é que esse capítulo me deixou com muita, muita saudade desse lugar que eu tanto amo.

Berlim foi a parte do livro que eu menos gostei. Acho que eu seria uma ótima companheira de viagens da Danuza, pois tudo o que ela gosta de fazer eu também amo. E lá, na Alemanha ela disse que não se come bem, que as comidas não são gostosas como nos outros lugares e que o único dia que ela comeu com prazer, foi em um restaurante brasileiro. Apesar da fraca gastronomia – segundo ela, eu ainda não fui – ela disse ter ficado apaixonada por Berlim.

Outra coisa engraçada, que fez com que eu me identificasse ainda mais com ela, foi que a Danuza disse “queria viajar para os lugares e não encontrar nenhum turista, apenas os locais”. Sempre comento isso com Vinicius e com uma amiga minha. O que eu mais gosto em uma viagem é observar as pessoas que moram naquele lugar. Por isso não sou muito fã de pontos turísticos.

A viagem da Danuza com a Linda para Paris e Londres é uma delícia de acompanhar. Morri de rir com a saga da Linda com a bolsa Hermès, a famosa Birkin. Confesso que nunca tinha pensado nesse objeto de desejo de milhares de mulheres da maneira que a Danuza pensa. Ela acha brega, muito brega, a pessoa ter que entrar em uma fila de um ano, para pagar 6 mil euros em uma bolsa. Não que ela seja feia, ela é linda! Mas a bolsa nada mais é do que status. Afinal, existem outros modelos, bem mais baratos e de grandes grifes, que são mais bonitas e menos – ui, ui, ui, tenho uma bolsa que apenas poucos podem ter.

Lembro que uma vez estava com Vinicius em um restaurante em Niterói e de repente, vejo na fila do restaurante uma Birkin – nem vi a menina, apenas a bolsa. Vi não entendeu nada quando eu falei – “caramba!! Olha a bolsa da menina!! Será que é verdadeira?”. Ele respondeu que não sabia do que eu estava falando, mas que provavelmente seria, já que ela tinha saído de um Porsche. Ok, então. Risos!

Já no De Malas Prontas, a história da bolsa de Linda segue engraçada e com um final inacreditável e feliz! É claro que não vou contar o que aconteceu, para saber, vocês precisam ler.

Londres com a Danuza me fez pensar bastante sobre esse desejo que temos por marcas. Acho que mais uma vez me identifiquei com ela nesse ponto. Danuza não gosta de usar uma marca pela marca. Tanto que em uma parte do livro ela diz que prefere descobrir uma saia linda em uma loja de departamento ou em um achadinho qualquer a ter que pagar 5 mil reais “em uma igual” na Daslu.

Existem duas coisas bem diferentes, que é exatamente o que eu penso. Algumas pessoas gostam de marca para que os outros saibam que o que ela está usando é de valor. Outras pessoas compram em determinadas grifes pela qualidade do que se está vestindo. Isso acontece quando Linda questiona os homens que compram sapatos em uma marca londrina que custa uma fortuna, mas que são exatamente iguais aos sapatos vendidos por menos de cem dólares em qualquer loja de departamento “ninguém vai saber que você pagou tudo isso pelo que está usando”. E aí a Danuza disse que é exatamente isso que os ingleses prezam. Eles não gostam de ostentação, não fazem a mínima questão que você saiba quanto custou o que usam, eles pagam caro pela qualidade, pagam caro para ter um prazer pessoal e não para mostrar para outra pessoa – acho que esse tema rende uma reflexão em outro post.

Enfim, como vocês podem ver eu fiquei completamente encantada com o livro De Malas Prontas, morri de saudades de São Paulo e Buenos Aires e com muita vontade de passear por Paris e Londres seguindo as dicas da Danuza. Ah, no final do livro ainda tem os telefones e endereços dos lugares que ela fala. Não deixem de ler.

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