15 de Outubro de 2016

Eu Não Sou o Seu Guru – Tony Robbins na Netflix

Se não faz mal nenhum e, muito pelo contrário, pode fazer o bem para muita gente, qual é o problema? Confesso que quando vi o título “Eu não sou o seu Guru” e a sinopse que dizia tratar de um documentário sobre um evento anual realizado pelo coach Tony Robbins, fiquei com a pulga atrás da orelha e não dei muita bola. Mas foi só a Flávia Calina  falar em um de seus vídeos sobre o filme, que no mesmo instante corri para a Netflix para assistir.

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Bom, nunca fiz o Fórmula de Lançamento do Érico Rocha, mas já venho acompanhado o trabalho dele há bastante tempo e acho que o Tony Robbins tem a mesma pegada dele, do Geronimo Theml e de vários outros brasileiros que fazem eventos duas vezes ao ano, com milhares de pessoas que querem de alguma maneira mudar suas vidas.

Quando compartilhei esses assuntos com uns amigos meus – os malas – um deles disse que achava tudo isso uma tremenda enganação. Para ele, pessoas como o Érico, a Bel e o Tony Robbins se aproveitam dos sonhos das pessoas para ganhar dinheiro.

Fiquei pensando bastante sobre essa opinião, mas acho que eu discordo. Depois de assistir o “Eu não sou o seu Guru”, reforcei aquilo que eu já pensava. Muita gente precisa de empurrões para dar passos maiores na vida. Algumas já possuem todo estudo, talento e condições para realizarem tudo o que querem, mas o medo acaba fazendo com que não saiam do lugar. É para esse tipo de gente que eu acho que essas pessoas são boas.

Como disse outro dia, alguns desses empreendedores de palco funcionam como livros de autoajuda. Eles dão aquela força que a pessoa precisa para tirar o sonho do papel. Em Eu Não Sou o Seu Guru, percebi isso claramente. Muitas vezes as pessoas se sentem perdidas, sozinhas, com medo e não sabem o que fazer para vencerem na vida, no trabalho ou no relacionamento. Quando elas percebem que alguém pode ajudá-las de alguma maneira, elas vão atrás dessa ajuda, buscando uma mudança.

Mas e os valores altos? Vi em um dos vídeos do Érico Rocha ele falando uma coisa que achei interessante e até real (um pouco polêmica também). Ele disse que se o valor do curso dele fosse baixo, de repente qualquer um faria e não teria resultado algum. Mas se você precisa fazer um alto investimento naquilo, você vai dar muito mais valor e com certeza, vai colocar em prática tudo aquilo que aprendeu. Ninguém vai querer jogar alguns mil reais / dólares no lixo, não é mesmo?

No Eu não sou o Seu Guru a gente vê que lá estão pessoas de todos os níveis sociais (em um dos casos a menina vendeu algumas de suas coisas para participar e deu um depoimento que eu me emocionei e fiquei muito triste – ela era brasileira), com os mais diversos tipos de problemas e sonhos. Tony Robbins é um cara com carisma, garra e com força no que diz. É quase um show. Um show que faz com que as pessoas saiam do lugar dispostas a mudar.

Sim, elas poderiam fazer tudo sozinhas, sem precisar gastar cinco mil dólares para isso. Mas é muito mais fácil se mexer quando você encontra uma força maior para isso.

Muita gente busca a igreja em um momento de dor, para encontrar conforto. Outras procuram esse tipo de palestras, para encontrar a coragem para fazer o que sentem vontade.

Sei que muita gente critica esse tipo de profissional. Os empreendedores de palco são alvos de muita polêmica. Mas na minha opinião, o que faz bem a alguém não deveria ser alvo de crítica. Temos tanto lixo, tantas coisas que empurram para baixo, tanta coisa ruim nesse mundo que vivemos, que pessoas que fazem alguma coisa para motivar os outros são ótimas na minha opinião. Mesmo que cobrem para isso.

Sei lá. Um dia posso mudar de ideia sobre tudo isso. Mas achei legal o documentário e fiquei até com vontade de conhecer um pouco mais sobre o Tony Robbins. Acho que vou ler um dos livros dele. Depois conto para vocês.