25 de Novembro de 2015

Livro: “Fora do Comum – Lições de integridade, ética e coragem de um dos maiores treinadores de futebol americano”

E lá vamos nós comentar sobre um livro de esporte? Não, não é bem um livro de esporte. Na verdade, o “Fora do Comum – Lições de integridade, ética e coragem de um dos maiores treinadores de futebol americano” tem um pezinho no universo esportivo e um pezão nos livros de auto-ajuda.

Quando comprei “Fora do Comum” (por R$10,00 em uma mega promoção do Submarino), pensei que era sobre liderança, gestão e repleto de exemplos do meio esportivo. Bola fora. Não que o livro seja ruim, não é. Mas não era bem o que eu estava buscando encontrar.

Livro Fora do Comum

Para falar a verdade, em um livro de 173 páginas, apenas umas 10 realmente me chamaram a atenção e me fizeram pensar em situações do esporte, principalmente do futebol.

“Subir na tabela é mais importante do que a maneira como você chegou lá. Não importa o tipo de pessoa que você é, apenas o tipo de jogador que você é. Não importa se você obedece ou não às regras, desde que alcance o topo. Afinal, é disso que todos vão lembrar.”

Essa passagem é de um capítulo que o autor fala sobre caráter. Para ele, as equipes deveriam se preocupar antes de mais nada com a personalidade do atleta, para depois avaliar o que ele pode dar em campo.

E isso vemos aos montes por aí, não é mesmo? São tantos jogadores que são sempre fotografados em “noitadas”, enquanto deveriam estar descansando para um jogo ou um treino no dia seguinte. Mesmo assim, com comportamentos de pessoas comuns e não de atletas profissionais, esses jogadores são contratados e cobiçados por diversos clubes que oferecem milhões para tê-los no elenco. Isso é o certo? E o restante do grupo? Será que jogadores com um comportamento fora de campo não tão profissional, não acabam prejudicando toda a equipe?

Logo no capítulo seguinte, “a humildade e o dom de servir“, o autor comenta sobre o espírito coletivo.

Todo jogador é importante, mas ninguém é indispensável. Nós sabíamos que, se um dos titulares estivesse machucado, ainda poderíamos jogar bem e vencer. Assim, apesar de termos tantos atletas no Hall da fama, nossos jogos nunca foram uma questão de realização individual. O trabalho em equipe era valorizado acima de tudo. Não se tratava de ‘eu’, e sim de ‘nós’”

É aquela velha história “Uma andorinha só não faz verão”. O futebol é um esporte coletivo. É claro que talento conta na hora de balançar a rede, mas uma equipe unida, com um bom comportamento dentro e fora de campo, tem muito mais chances de ser vencedora.

Gostei de muitas citações do livro, das colocações do autor. Só achei que peca um pouco pela quantidade de “Deus” presente ali. Não que eu ache errado falar sobre religião, mas acho que tudo deve ser bem moderado, principalmente quando o propósito do livro não é ser direcionado para um público específico, com uma religião específica. Acho que faltou um pouco mais de tato por parte do autor. Em alguns momentos, cheguei a fechar o livro para ver se em algum lugar dizia que “Fora do Comum” era sobre fé ou religião, mas em todos o lugares estava escrito que era sobre esporte e liderança.

Se eu fosse avaliar com chuteirinhas em uma escala de um a cinco, daria duas chuteiras para o livro. Não gosto de livros de auto-ajuda. E não me levem a mal, não digo isso por achar que os livros são ruins. Só não fazem o meu estilo. Gosto de exemplos práticos, de ler casos reais, experiências que deram certo ou errado. Não gosto muito de – “10 maneiras para você ser uma pessoa melhor”… Por isso, “Fora do Comum” não me agradou tanto.

E você, já leu? Qual é a sua opinião?

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