30 de Janeiro de 2016

Meu marido vai embarcar e agora?

Um dia Vinicius me avisou “vou ter que fazer um curso de salvatagem para embarcar”. Oi? Que curso é esse? Que nome estranho. E aí quando ele foi eu resolvi jogar na internet para saber do que se tratava. Quase morri do coração quando li que ele teria que “nadar 15m com ou sem colete salva vidas; saltar de plataforma de 3 metros com colete salva-vidas, desvirar uma balsa inflável dentro d’água; permanecer flutuando 10 minutos; praticar o acesso, a partir da água, a balsa salva-vidas, utilizando colete salva-vidas; emergência em aeronave; riscos das operações sobre a água; controle de pânico e resgate em emergência com pouso na água; introdução ao equipamento de segurança”.

Fiquei tensa demais. Aquilo era um curso ou uma preparação para participar daquele Hipertensão da Globo? Lembram do programa? Mais parecia um treinamento para isso. Mas a preocupação não parou por aí. Ela ficou pior quando deixou de ser apenas o curso e virou a realidade “Amor, vou precisar embarcar amanhã”.

Plataforma

Foi um pesadelo o primeiro embarque. Chorei e tudo. Tive medo de acontecer alguma coisa, odiei não poder falar com ele no momento que eu quisesse – quando a pessoa embarca, esquece o celular – e fiquei muito triste de ter que passar duas noites sozinha. Quando ele voltou, torci para que aquela fosse a única vez que ele precisasse fazer aquilo. Mas não foi.

Vinicius não embarcou muitas vezes, mas já teve que embarcar algumas e não foi melhor para mim em nenhuma delas. No final do ano passado, ele descobriu que no projeto novo precisaria passar um tempo maior. Pelo menos seis dias. Foi nesse momento que ele acabou topando realizar o meu sonho do cachorrinho e foi ótimo. A Valentina me fez muita companhia durante todos esses dias, me distraiu e desviou meu pensamento do medo de acontecer alguma coisa – não adianta, gente! Falou em voar, eu tenho pavor. – Os dias passaram bem mais rápido do que se eu estivesse totalmente sozinha.

Muita gente disse que eu tinha que ficar feliz com essa história de embarque, pois “é ótimo não ter o marido no pé o tempo inteiro”. Acho estranho esse tipo de pensamento. Sou completamente apaixonada pelo Vi e um dia sem ele é um dia a menos com a pessoa que eu mais amo no mundo. Não vejo a menor vantagem nisso. Sei que outros embarques estão por vir, vou continuar sofrendo com cada despedida e morrendo de amores com cada retorno. Ele chegou ontem e eu e a Valentina estamos aproveitando para matar a saudade.

Veja mais posts sobreembarcar embarque plataforma