26 de Agosto de 2015

Não Conta Lá em Casa – Minha opinião

Mais um livro para entrar na minha lista de preferidos. Enquanto lia o “Não conta Lá Em Casa” do André Fran, ficava pensando em como a maioria das escolas no Brasil continuam pecando na maneira de ensinar. O que uma coisa tem a ver com a outra? Bom, grande parte dos colégios ainda se enquadram naquele método de ensino quadrado e antiquado, que não desperta nem um pouco o interesse dos alunos. Ainda mais nesse mundo tecnológico que vivemos atualmente. E o livro do André teria tudo para ser um livro perfeito para estudantes. Uma maneira mais atrativa de aprender sobre países que vivem em conflitos e políticas diversas. Um livro que com toda a certeza não afastaria os jovens da literatura, pelo contrário, por ter uma linguagem gostosa, despojada, aproximaria os adolescentes da leitura e até mesmo despertaria o interesse em saber um pouco mais de História, Geografia… para entender melhor o que acontece naqueles lugares citados no livro.

não conta lá em casa

E não pensem que é “apenas” um livro para estudantes! Não, longe disso. O Não Conta Lá Em Casa é para todas as idades, mulheres, homens, crianças… São relatos emocionantes, cheios de cultura, história e História. Não é do tipo que “quer dar aula”, na verdade é uma leitura que encanta, emociona e nos faz pensar em como o mundo é enorme e como existem pessoas tão parecidas com a gente – no que diz respeito a sentimentos, desejos, sonhos – vivendo em situações tão adversas. Também nos faz parar e pensar no que faríamos se aquela vida fosse a nossa, se aquela política fosse a do nosso país.

Acredito que ninguém consegue sair “ileso” do “Não Conta Lá em Casa”. É uma leitura que provoca todo tipo de sentimento. Fiquei particularmente mexida com cada pessoa e cada lugar que eles conheceram. Também pensei em como os meus medos são tão ridículos perto de tantas coisas realmente assustadoras e perigosas que acontecem em países distantes daqui.

Gosto de pessoas que me provocam questionamentos e, principalmente, de livros que mudam alguma coisa dentro de mim. E foi isso que aconteceu quando terminei a última página do Não Conta Lá em Casa. Senti como se tivesse colocado a mochila nas costas e tivesse viajado com o André e seus três amigos. Consegui sentir carinho por todos os que eles conheceram pelo caminho e me se senti tão próxima dessas pessoas, que consigo imaginar os olhares de descoberta ou encantamento de cada um deles (principalmente dos velhinhos, do Ananda, do menino mais inteligente e da guia da Coreia do Norte – quem já leu deve lembrar) e fechei o livro desejando que eles possam, de alguma maneira, ter uma vida boa.

Que bom que existem pessoas como o André e seus amigos, que resolvem deixar um mochilão pela Europa de lado para encarar lugares abandonados, esquecidos ou temidos pelo resto do mundo. E é ainda mais maravilhoso ver que mesmo com tudo para que fizessem um programa – sim, eles também estão na TV, no canal Multishow!) apelativo, mostrando as mazelas e desgraças desses lugares e do sofrimento das pessoas que vivem neles, eles optaram por mostrar que apesar de tudo existem sorrisos, esperança, palavras amigas, encantamento. Senti que o trabalho deles é mostrar que mesmo em um mundo que parece totalmente preto e branco, existem outras cores e até mesmo brilho. Que bom poder ter a oportunidade de conhecer essas histórias, essas pessoas, essas realidades e saber que terminei a leitura sentindo várias mudanças em mim.

É um livro que todo mundo precisa ler!

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