28 de Agosto de 2015

O amor e a adrenalina

Ah essa adrenalina… Já não é de hoje que ela é assunto principal em algumas conversas e motivo de risadas, desespero, conselhos, entre outras coisas mais. Esse frio na barriga que por tantas vezes me perturbou, me deixou sem chão e sem saber como agir, vejo também cutucar o coração e o estômago de outras pessoas próximas a mim e fico pensando – que conselho dar?!

adrenalina

Quantas vezes ouvi alguém falando – “Esquece isso!”; “O quê? Como assim frio na barriga? Você vai é arrumar problema! Isso não existe…”; ou ainda o mais tradicional – “Isso é fogo de palha”; “Isso é paixonite”… Isso não é nada disso… Não adianta ninguém falar, só sabe o que é esse frio na boca do estômago, quem já passou pela sensação de ter mil borboletas batendo asas na barriga. Só sabe o que é isso, quem já teve ou quem encontrou a sua adrenalina. Lamento informar, mas essa é a verdade.

Mas o que seria essa adrenalina? Diferente do amor, ela não se constrói com o tempo, com o carinho, com palavras, com gestos… Ela simplesmente existe. Está sempre ali. É a química da pele, é aquele olhar que faz tremer, é o tempo que não apaga nunca aquele sentimento que não sabemos dizer qual é, é reconhecer o perfume da pessoa e no mesmo instante reviver um momento com aquele alguém. A Adrenalina é aquele alguém que vai estar sempre ali, não importa o que aconteça, não importa o lugar que você vá, nem com quem você está. Não importa se ama ou odeia aquela pessoa. Nem o que ela fez de bom ou ruim. Se ela for a adrenalina, ela é e ponto final. Vai tentar entender? É difícil… bem difícil.

Mas o que acontece quando você encontra a sua adrenalina? Bom, tem certeza que você quer mesmo saber? A sorte é de quem encontra e permanece com ela. Posso dizer que eu encontrei, me afastei e como não sabia mais viver sem tudo aquilo, foi inevitável! Não teve namorado, família, amigos que desse jeito! Meu primeiro amor, foi a minha adrenalina e eu fui atrás dela. Passei por cima de muita coisa para sentir tudo aquilo de novo. E hoje posso dizer que tenho o amor e a adrenalina em uma pessoa só. Que bom!

Só que nem sempre é assim. Tem vezes que você até tem um amor, mas a adrenalina…

Uma amiga minha está vivendo isso e por esse motivo, o assunto voltou! Imagina receber um convite de casamento da sua adrenalina ( e esse convite não ser o seu com ele!)?! Você namora, acha que está tudo indo muito bem com a sua relação, mas de repente… um convite, umas fotos… isso muda tudo! Como agir?! E o pior… Que conselhos dar?

Pois é… Nem toda adrenalina é igual, nem sempre é fácil de resolver e nem todas as adrenalinas viram amor! Pelo menos, eu acredito nisso. E também lamento por isso. Um amor sem adrenalina pode até durar para sempre, mas vai faltar o frio na barriga, as risadas por qualquer motivo, aquela pele que te faz suspirar e aquela pessoa que você olha e se sente apaixonada como se fosse a primeira vez, todos os dias!

Mas nem sempre a adrenalina é o verdadeiro amor… ela pode ser apenas a adrenalina. O que quero dizer com tudo isso é que ninguém precisa surtar com um convite de casamento, com uma aparição na varanda da frente, nem com uma antiga lembrança. A Adrenalina é assim, vai sempre despertar os frios na barriga, mas não é o fim quando acaba, nem o recomeço quando fala um oi. Pode ser, como pode não ser. Tudo com a adrenalina, é difícil definir!

O que é certo, é que todo mundo passa por isso. Você não deve se lamentar. O meu conselho é sempre o de correr atrás para ver o que é ou não é, mas nem todo mundo pensa assim, nem todo mundo quer isso ou mesmo tem coragem. Só não lamente se você não foi descobrir se a sua adrenalina também era a sua paixão. Se passou da hora, deixe ficar apenas na lembrança.

Eu fui atrás, deu certo, como poderia não ter dado! Pessoas sofrem, namoros acabam… tem que pensar se tudo isso vale a pena! Se está disposta (o)… vai atrás! Mas se for além do que você consegue fazer, além dos seus limites… deixe que vire uma história, ou que o destino se encarregue dele! Quem sabe se lá na frente… você por acaso não encontra a sua adrenalina em uma fila de banco, já velhinhos, já viúvos?! Ou de tantas outras maneiras? O mundo é incerto. A vida é incerta. E o amor é incerto! A adrenalina é real, é química pura! Risos.

E viva a adrenalina e a coragem de quem vai atrás. Ou viva a adrenalina e o destino que pode agir a favor dela. Ou ainda… Viva a adrenalina e as lembranças de um beijo, de mãos dadas, do primeiro namorado… do primeiro amor!
Adrenalina e amor podem ou não caminhar lado a lado. Depende das escolhas, da coragem e da vida! Todo mundo pode viver sem adrenalina, mas não sem amor.

Mas… “o coração tem razões que a própria razão desconhece.” Não seria o coração bombeado pela adrenalina? É um caso a se pensar!

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