19 de Janeiro de 2017

Pensando sobre felicidade e o suco de laranja

Essa semana eu me peguei pensando muito sobre felicidade. Até mesmo lancei umas reflexões sobre o tema no Facebook e no grupo dos meus amigos malas. Nem sempre paramos para pensar nessas coisas e elas são pontos tão importantes na nossa vida. Como podemos não pensar um pouco em felicidade todos os dias? O que te faz feliz?

É claro que todas essas coisas não vieram de repente. Estou lendo um livro chamado – O segredo da Dinamarca – e a autora resolve fazer uma pesquisa depois de se mudar para uma cidade na Dinamarca, para entender o motivo do país estar entre os países mais felizes do mundo.

E no meio de toda aquela pesquisa, no dia que ela viveu uma experiência muito aguardada pelos dinamarqueses, ela se questionou: Será que essas pessoas são tão felizes com o que possuem por aqui, com a maneira que vivem, apenas por não conhecerem outra maneira de viver? Será que se tivessem outros tipos de experiências e depois voltassem para a Dinamarca, será que elas continuariam em um elevado estado de felicidade?

Fiquei pensando sobre aquilo. Realmente não podemos sentir falta de alguma coisa se não conhecemos aquela coisa. Mas o que é melhor? Não conhecer para que depois não tenhamos que sentir a falta dela ou viver experiências maravilhosas, mesmo que apenas uma vez na vida? Essa pergunta ficou martelando na minha cabeça por muito tempo. Fechei o livro, olhei para o teto e fiquei pensando, pensando…

Muitas vezes associamos a felicidade com o que temos e não com o que somos. Um amigo no Facebook escreveu: felicidade  é questão de ser. E é verdade. Depois de muito pensar sobre os questionamentos do livro, concluí que a gente pode escolher ou não ser feliz. E também podemos escolher ser felizes com o que temos ou o com o que somos. Se você decidir que para ser feliz precisa ter e ter cada vez mais, pode ser cada vez mais difícil conquistar os altos níveis de felicidade. Mas se você decidir usar cada experiência como algo que some a quem você é, ser feliz pode ser cada vez mais fácil

Se a gente levanta todos os dias decididos a trazer a felicidade para perto da gente, a gente consegue fazer isso. Colocamos uma música que faz a nossa alma dançar, evitamos ler o que não nos faz bem, buscamos estar perto de quem amamos e também procuramos encontrar pequenas coisas que nos deixam felizes, dentro e fora de nós mesmos.

Hoje, por exemplo, enquanto eu escrevia esse texto, meu marido fez um suco de laranja para mim. Olha só que coisa simples! Mas o simples deixou o meu dia ainda mais alegre. O carinho dele, junto com o suco que eu mais adoro… A laranja estava docinha, deliciosa. Pequenos fragmentos de felicidade. Poderia nem mesmo ter dado muita bola para aquilo. Um suco? Um carinho extra do marido? Mas preferi fazer com que isso deixasse o meu dia ainda mais especial.

Podemos diariamente escolher ser dominados pelos problemas, pela preguiça, pela falta de vontade de fazer diferente. Ou podemos escolher fazer uma caça ao tesouro. Achar momentos felizes em tudo – ou quase tudo – que estamos fazendo ao longo do nosso dia. Acho que felicidade pode ser, sim, uma questão de opção. Mas precisamos trabalhar bastante para encontrar cada vez mais ela dentro da gente. Muitas vezes jogamos para o outro a responsabilidade de algo que é tão importante para a gente. Ninguém é obrigado a nos fazer felizes. Nós é que precisamos buscar esse estado de espírito. Concordam? Não deixem de me contar o que vocês pensam sobre felicidade.




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