12 de Julho de 2016

Por que olhamos sempre o umbigo do outro antes de olhar o nosso?

Ai, gente! Jurei para mim que não ia mais escrever nada polêmico, que ia respirar fundo antes de me chatear com coisas que leio por aí e que não ia mais ler nenhum comentário nos sites de notícias, principalmente no Globo.com. Mas por mais que a gente tente, por mais que a gente bloqueie uma ou outra atualização de amigos, diariamente somos bombardeados de críticos da sociedade. Pessoas que se acham no direito de olhar para o emprego, vida, escolhas dos outros e de opinar sobre todas essas coisas, como se alguém realmente tivesse pedido aquela opinião. Por que olhamos sempre para o umbigo do outro antes de olhar o nosso?

raiva

Sabe, fico um pouco cansada de ler muito mais críticas no lugar de elogios para atitudes que são realmente legais. Na semana passada, o que eu vi de gente reclamando da decisão do Bruno Gagliasso e da Giovana ao adotarem uma menininha africana. “Ah, mas eles tinham que ter adotado uma criança no Brasil. Por que precisavam pegar uma garotinha de outro lugar quando existem tantas precisando por aqui?”. Criança sem pais, com fome, passando necessidade, precisando de carinho, precisam ser adotadas em qualquer lugar do mundo e eu sinceramente acho que quando alguém escolhe adotar uma delas, é uma atitude linda! Não importa a nacionalidade. Não importa nada, apenas a beleza de saber que menos uma criança está abandonada no mundo. Imagina que lindo e útil seria se todos aqueles que criticaram a adoção do Bruno e da Giovana, fossem pelo menos uma vez ao ano participar de alguma ação em uma ONG ou orfanato mais próxima – ou mais longe também – de suas casas? Ou se olhassem para um menino de rua com mais carinho. Ou que tivessem ações de bondade. Qualquer coisa positiva no lugar de criticar um gesto tão bacana de outras pessoas que pelo menos fizeram a diferença na vida de alguém – não importa se aqui ou na China.

E não é apenas isso. Também fico lendo sobre grandes e pequenas coisas. Críticas a tudo e todos e nenhuma ação realmente positiva, nem em pensamento. Vale mais a pena criticar a blogueira ou o jogador de futebol que ganham bastante dinheiro em suas profissões do que levantar a bundinha do sofá para tentar fazer algo diferente na sua vida para garantir o seu. Ninguém pensa no quanto as pessoas ralaram – sei que nem todas – para chegar ao sucesso. Antes de ganhar rios de dinheiro, um jogador de futebol precisou morar longe de toda a sua família e amigos, para não receber nada, treinar e tentar – com muito esforço e sorte – a vaga em um grande clube como jogador profissional. Ninguém pensa também no curto período profissional da vida de um jogador. Apenas olham o cara ganhando seus milhões e destila pelas redes sociais “o cara ganha milhões para ficar atrás de uma bola!!”.

E assim, seguem criticando artistas, cantores, escritores, Youtubers, jornalistas, seu próprio vizinho, seu amigo que escolheu uma coisa diferente daquela que você escolheria. Criticam o rico, por ele ter conseguido chegar lá. Não seria melhor se inspirar, minha gente? Criticar uma pessoa que consegue pensar fora da caixa é mais simples do que todo o esforço e estudo necessário para – quem sabe – conseguir chegar também a um nível mais alto.

“Ah, mas tem tanta coisa que não presta nesse Brasil e que faz sucesso!”. Se faz sucesso, é  porque tem público para isso e as coisas não vão mudar se você ficar batendo panela na varanda da sua casa, nem se ficar fazendo comentários negativos nas redes sociais. As mudanças acontecem quando a gente passa a agir, a fazer alguma coisa para melhorar. Já tem tempo que eu falo isso, que antes de olhar o umbigo do outro para dizer o quanto está sujo, olho primeiro para o meu e vejo o que estou fazendo para ser melhor do que aquela pessoa, para não cometer os mesmos erros – no meu ponto de vista – que ela ou se estou me esforçando o suficiente antes de dizer o quanto ela é sortuda e eu azarada por não conseguir meu lugar ao sol.

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