23 de Novembro de 2015

Por que não passamos a falar apenas de amor?

Depois de entrar em alguns sites de notícias e ler apenas tragédias, fiquei triste. A sensação é a de que não podemos mais fazer nada, que o mundo está indo cada vez mais rápido para o buraco e que as pessoas já não possuem mais nenhum tipo de amor. Caos. É esse o momento que vivemos?

Voltei aos sites de notícia e tentei ver quantas ações positivas são divulgadas ali. Provavelmente nenhuma. São assassinatos, violência doméstica, pai matando filhos, filhos matando pais, namorados divulgando vídeos de ex-namoradas e por aí vai. Encarando aquelas notícias comecei a pensar: Será que não estamos fazendo tudo errado?

amor

Como assim? Explico: No futebol e nos esportes em geral, não sei se foi proibido, mas já há algum tempo a mídia não mostra brigas de torcedores nem pessoas que invadem o campo, exatamente para não estimular outras pessoas a fazerem o mesmo.

Por que não repetimos isso no contexto geral? Será que noticiar todos os dias apenas sangue, ódio, corrupção… Não faz com que o mundo vá perdendo a fé, a bondade, a vontade de crescer? Será que essa valorização exagerada ao que acontece de ruim não é prejudicial? Por que são esses tipos de matéria que mais atraem quem lê e quem escreve?

Se a gente começasse a dar mais valor ao que acontece de bom, não viraríamos um pouco esse quadro? Não é maquiar o mundo de hoje, é dar PELO MENOS o mesmo peso e a mesma medida ao bom e ao ruim. Mostrar boas ações, bons comportamentos, boas atitudes, provavelmente inspirariam o bem.

“há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.”.

Seguindo essa linha de pensamento, sugiro nesse momento que a gente pare de compartilhar tragédias. Vamos parar de valorizar o que a mídia divulga de ruim, parar de encher as redes sociais com notícias que fazem com que a gente vá desacreditando do mundo. Vamos valorizar o que noticiam de bom, divulgar o bem.

“Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas. Há quem tenha medo que o medo acabe”.

* As aspas são trechos de um brilhante discurso do escritor moçambicano Mia Couto.

Aqui no blog eu criei uma editoria do bem! Quem quiser olhar outras matérias que falam de coisas boas, é só clicar aqui! =)

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