24 de Agosto de 2015

Como escolher minha profissão?

Nada melhor do que uma segunda-feira para falar de trabalho, não acham? Ok. Nem todo mundo vai concordar, pois deixar o final de semana para trás e começar a rotina no emprego nem sempre é a coisa mais legal do mundo. Exatamente por esse motivo, resolvi criar a série: “Como Escolher Minha Profissão?”, para que os adolescentes possam entender melhor sobre o mercado de trabalho, as profissões e também – quem sabe? – essa série possa ajudar todos aqueles que estão insatisfeitos, mas que não imaginam o que poderiam fazer para se sentirem realizados profissionalmente. Vamos descobrir uma maneira de amar a segunda-feira e ser mais feliz com o que escolhemos trabalhar?

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 Como vai funcionar?

Toda segunda vocês vão encontrar por aqui uma entrevista com pessoas que amam o que fazem. Vou conversar com profissionais de diferentes áreas para que a gente possa entender melhor como funciona cada profissão, como foi feita a escolha, os desafios do mercado de trabalho e por aí vai. O que acham da ideia?

Quero conversar com todo tipo de profissional – médico, professor, blogueiro, estilista, etc… Existem profissões que a gente nem acredita! Tenho certeza que as histórias que serão contadas aqui podem servir de inspiração para quem está começando e também para quem precisa de uma mudança de direção na vida.

A Minha História

Quando terminei a escola, não sabia muito bem o que queria fazer. Desde pequena enchia a boca para falar que queria ser jornalista, mas quando chegou mesmo o momento da escolha, estava perdida. Fiz vestibular com diferentes opções para cada faculdade – naquela época ainda não era apenas o ENEM -, tentei psicologia, jornalismo, publicidade, marketing e letras.

Como minha mãe era psicóloga, pensei no caminho mais fácil, decidi seguir a carreira dela, confiando que herdaria os pacientes, já teria consultório e todas as outras coisas quando terminasse a faculdade. E assim, comecei aquele curso. Confesso que até foi interessante estudar um pouco mais de filosofia, segurar um cérebro de verdade e entender um pouco melhor sobre seu funcionamento, ter discussões relevantes em sala de aula, mas no final do primeiro período, já sabia que não era aquilo que queria de verdade. Era legal, mas não era a minha paixão.

Decidi seguir minha segunda grande habilidade: a criatividade. Comecei o curso de Comunicação Social pensando em cursar publicidade, mas na hora da escolha, quando dividiam as disciplinas no quarto período, acabei escolhendo o jornalismo.  Ler e escrever era tudo que eu mais amava no mundo e uma vida sem rotina, era tudo o que eu mais queria.

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Com aquela certeza, nunca me deixei levar pelas dificuldades do mercado, pelas palavras de quem vivia dizendo que isso ou aquilo eram coisas impossíveis de conseguir realizar. Comecei escrevendo sobre a minha outra grande paixão: o teatro. Entrevistei muitos atores para o jornal mural da faculdade, e com os contatos que fiz, acabei tendo a oportunidade de trabalhar durante um bom tempo com assessoria de imprensa e produção cultural.

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Ainda na faculdade, achei que precisava explorar outros caminhos além daquele que segui logo no início. E foi assim que de cultura eu pulei para o esporte. Adorava futebol e fui chamada para um estágio em um jornal muito conhecido, mas como o salário de estagiário não era nem um pouco atraente, acreditei que seria melhor montar o meu próprio blog para falar sobre o assunto.

Ouvi muitas pessoas dizendo que tinha feito a escolha errada. Como poderia preferir criar um blog ao invés de estagiar em um grande jornal esportivo? Cada um tem um perfil e deve fazer aquilo que acredita. Foi com o meu Bela da Bola que fiz contatos com assessorias, com pessoas ligadas ao esporte, com credenciamentos para muitos eventos esportivos e foi dessa maneira que fui construindo a minha rede de contatos e conseguindo aprender mais e escolher com o que eu queria trabalhar. Passei por uma assessoria de atletas, pelos esportes olímpicos do Flamengo e hoje, estou trabalhando nas Olimpíadas 2016.

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E como o meu amor pelos livros e pelas histórias nunca deixou de existir, também não pensei duas vezes antes de sentar e escrever o meu primeiro livro. Não dei bola para o “não ter ideia de como publicar” quando estivesse tudo pronto, apenas escrevi a história que eu queria contar e quando terminei, corri atrás para fazer acontecer.

Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas sempre vou carregar comigo a certeza de que a gente sempre pode fazer aquilo que sonhamos. O principal segredo é não ter medo de realizar e nem transformar um obstáculo em um bicho de sete cabeças. Foram inúmeras as vezes que ouvi alguém dizer que alguma coisa que eu queria era impossível de conseguir, mas o desafio era o que sempre me motivava mais.

Espero que essa série seja fonte de inspiração para todos nós! Na próxima semana vocês vão descobrir qual será a primeira profissão que vamos falar.

Beijos e até amanhã!

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