04 de Dezembro de 2015

Promessas de ano novo – Vamos combinar uma coisa?




Sempre que o ano vai se aproximando do final, as pessoas começam a dizer que não aguentam mais o atual e que graças a Deus ele já está se despedindo. E que venha o próximo! São novas esperanças, promessas, sonhos, objetivos para o ano novo.

Na virada, todos pedem por um mundo melhor, por mais saúde, amor, dinheiro, paz. Cor de roupas, uvas, sete ondinhas… Tudo isso é “utilizado” para confirmar ainda mais o desejo para os próximos doze meses. Pena que quase ninguém lembra que, mais do que qualquer flor para Iemanjá, o que conta realmente são as atitudes.

Não adianta você usar verde, comer lentilha, dar 7 ou 50 pulinhos com o pé direito pedindo mais dinheiro, se não se esforçar para se destacar no trabalho, para ter uma ideia empreendedora e saber como aplicar, para buscar o emprego dos seus sonhos. Nada cai do céu.

ano novo

Também não vai adiantar nada usar rosa, beijar o seu namorado na hora que o relógio marcar meia noite, nem usar calcinha vermelha para garantir mais amor, se no minuto seguinte já brigar por ciúmes, reclamar de tudo, vasculhar cada centímetro da vida do seu parceiro. O amor é um sentimento que vem de dentro e que a gente precisa trabalhar diariamente para manter aquecido e forte.

Saúde, paz? Nenhuma dessas coisas depende de simpatia ou da virada do ano para ficarem maiores. Precisamos trabalhar isso dentro da gente. Parar de desejar que tudo caia do céu e começar a fazer acontecer.

Sabe o que seria lindo? Se todo mundo que pede por mais amor, dinheiro, paz, saúde na virada do ano, fizesse uma promessa para ser uma pessoa melhor. Já podemos começar nos dias seguintes ao ano novo, virar o disco e não fazer nenhum comentário sobre quem gosta ou não gosta de assistir o Big Brother. Não ultrapassar pelo acostamento, não furar fila, se preocupar mais com a pessoa ao lado, tentar não magoar alguém, procurar fazer uma boa ação pelo menos de mês em mês, ler mais livros, assistir mais peças de teatro, ouvir músicas de boa qualidade, apreciar as letras de Vinicius de Moraes, Chico, etc…, mandar menos indiretas nas redes sociais, deixar de seguir quem não gosta no lugar de alfinetar a pessoa, não fazer comentários negativos, não ofender, não brigar, chamar mais os amigos para jogar conversa fora, fazer uma noite de jogos de tabuleiro em casa, degustar comidas, bebidas, tentar buscar um jeito de trabalhar com o que ama, assistir filmes inspiradores, etc, etc, etc…

Seria tão, tão bom se no lugar das simpatias bobas, atitudes transformadoras realmente acontecessem! E não precisa ser nada grande. Ler mais livros, frequentar mais teatros já ajuda. Pois a cultura transforma, sim, o cidadão. Estamos ficando cada vez mais vazios. Teatros fecham as portas, os cinemas de rua já quase não existem mais e as livrarias estão ficando mês a mês em menor número. Mudando esse cenário, já conquistamos vários daqueles pedidos de ano novo. E olha quem nem precisamos pular sete ondinhas para isso.

O que acham? Vamos fazer esse acordo?

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