13 de Maio de 2016

Nosso roteiro de cinco dias em Visconde de Mauá

Férias!!! Nem pude acreditar que tive uma semana de paz e descanso, depois de meses de muiiiiiiiiiiiito trabalho e muitos outros que estão por vir. Como não pude tirar o mês inteiro, pois as Olimpíadas estão chegando, o jeito foi me contentar com uma semana. Resolvemos escolher um destino que desse para descansar e fazer passeios legais. Como ainda não conhecíamos Visconde de Mauá e todo mundo sempre falava bem de lá, decidimos arriscar e amamos!!

Já tinha algum tempo que estávamos de olho no Hotel Warabi, sempre que pensamos em ir para Mauá, ligávamos para tentar reservar esse hotel, mas nunca conseguimos vagas. Como decidimos viajar dessa vez durante a semana, foi mais fácil, mas nem tanto assim, pois a maioria dos chalés já estavam cheios. Na semana que vem vou fazer uma postagem especial sobre o hotel para vocês, mas já adianto que foi muito melhor do que eu esperava e olha que eu esperava muito!! Os chalés são incríveis e o café da manhã é tão caprichado, fofo, delicioso… Que não dá mais vontade de voltar para casa. Ah, ele fica bem pertinho da vila de Maringá, que é o lugar com mais restaurantes na região.

Hotel Warabi

Não pesquisamos nenhum passeio em blogues e nem paramos na casinha de informações turísticas para saber o que fazer. Como estávamos com uma ideia de passear e descansar, quisemos fazer um roteiro mais tranquilo e do nosso jeitinho.

Dia 1

Chegamos tarde em Mauá – 15h-, deixamos as malas no Hotel Warabi e fomos caminhar para buscar um restaurante para almoçar. Quando estávamos procurando o Hotel, passamos por um chamado Tropeiro e quando começamos a andar decidimos almoçar nele, pois amamos comida mineira e o tropeiro encheu nossos olhos, principalmente com a fome que estávamos. O restaurante é bem simples, mas a comida estava bem gostosa. Pagamos 60 reais no prato que dava facilmente para três ou quatro pessoas. Vem feijão marrom, feijão tropeiro, arroz, linguiça mineira, costela, batata frita, couve, farofa e ovo. Sério, gente! Era MUITAAAAAA comida. Mas como disse antes, é um restaurante bem simples mesmo.

Restaurante Tropeiro

De barriga completamente cheia, caminhamos de volta para o hotel e descansamos até a hora de – adivinhem!!! – comer de novo! Risos! Descobrimos que a maioria dos restaurantes abria apenas de sexta a domingo e por isso, não tínhamos muitas opções. Como atravessamos a ponte para Maringá-Mg e não vimos quase nada aceso, com cara de que estava aberto, ficamos do lado do Rio mesmo e comemos crepe no Marioca, que fica de frente para o Rio. Mesmo com o frio preferimos sentar na mesinha do lado de fora, de frente para o Rio. Eles colocaram uma velinha, que deixou o clima bem romântico, uma música ambiente bem gostosa estava tocando e pedimos um vinho para acompanhar. Nossos crepes estavam bem gostosos – eu pedi de queijo, com tomate e orégano (ainda estava muito cheia do almoço e não consegui pensar em nada muito elaborado) e Vinicius comeu um de Pepperoni. Para fechar o primeiro dia com chave de ouro, comemos um mini fondue de chocolate. Hummmmmmmm…

Restaurante Marioca

Dia 2

Decidimos conhecer o Acantilado, que tanto os meus pais como também um amigo de Vinicius tinham indicado para a gente. Também vou fazer uma postagem na semana que vem mais detalhada falando mais sobre o passeio das cachoeiras. É um pouquinho chato de chegar no lugar, pois a estrada é de terra e com subidas, descidas e curvas eu fiquei um pouco enjoada. Mas não é nada perigoso ou difícil de chegar. só é chatinho mesmo. Mas vale à pena. O Acantilado fica em uma fazenda e é necessário pagar 15 reais por pessoa. A trilha é totalmente sinalizada e até certo ponto, qualquer um pode fazer. Apenas do sétimo para o nono é que é um pouquinho mais puxada. No post que vou fazer sobre a trilha, vou falar um pouquinho mais sobre as nove cachoeiras do caminho. Mas desde já fica a dica para incluir o Acantilado no roteiro de vocês. É lindo!

Acantilado

Cheios de fome, fomos almoçar em Maringá-Mg. Escolhemos um restaurante que tínhamos visto no dia anterior e que era bem bonitinho. Lembrei que tinha lido algo sobre ele na internet e paramos lá para experimentar. O nome leva o nome do chef – Mauro Júnior e é delicioso!! De entrada a gente pediu uma linguiça de truta para poder provar e ela vinha acompanhada de geleia de pimenta e farofa de pinhão. Bem típico da região e uma delícia! De prato principal eu pedi uma truta gratinada com molho de queijo e batatas aos murros e Vinicius comeu uma truta com molho de gorgonzola e banana grelhada. Não sei qual era o mais gostoso, Vi garante que era o dele, mas eu tenho as minhas dúvidas. Os dois estavam perfeitos! Para acompanhar, bebemos a cerveja da região – Serra Gelada – e amamos!

Restaurante Mauro Junior

Depois de toda a comilança, voltamos para descansar e depois… hora de comer de novo!!!! Como o nosso hotel era delicioso, era gostoso passar um tempinho no nosso chalé com lareira e vista para o Rio. Mas não quero nem me pesar, para não me assustar com os quilinhos que devo ter conquistado nessa viagem. Caminhamos para ver qual restaurante estava aberto e não tinham muitas opções. Acabamos entrando no Borbulha – vou fazer uma postagem especial sobre ele – , mas já fica a dica aqui também como um programa especial para quem for passear em Mauá. Comi um talharim com Filé Mignon, que estava delicioso, mas que eu não aguentei comer nem metade e Vinicius pediu uma canja de galinha. Bebemos uma cerveja do sul chamada Kalena. Também era bem gostosinha.

Restaurante Borbulha

Dia 3

Acordamos cedinho e depois de tomar o delicioso café da manhã do hotel, fomos fazer um passeio pelas cachoeiras. Primeiro fomos na do escorrega. Confesso que quando chegamos, fiquei com a ideia de que as do dia anterior tinham sido mais bonitas. Vinicius teve uma opinião diferente da minha e preferiu as desse dia. Mas não sei até que ponto o fato dele ser bem aventureiro e eu medrosa influenciou na nossa opinião. Pois eu tive medinho e ele estava muito empolgado. Depois de ficar um tempo apreciando a cachoeira do escorrega da parte de baixo, fomos até a parte de cima dela e os olhinhos do Vi começaram a brilhar. Quando o primeiro cara desceu escorregando na pedra, Vi não pensou duas vezes e já foi tirando a blusa para fazer o mesmo. Confesso que nem é tão radical e se não fosse pelo frio, também teria tido coragem – pelo menos eu acho que sim, já que também já escorreguei na de Parati que tem o mesmo nome.

Cachoeira do Escorrega Maromba

Depois seguimos para a cachoeira do Poção. O lugar é lindo e dá a maior vontade de mergulhar naquela água, mas não tive coragem de encarar o frio. Quero muito voltar no verão. Mas se eu não enfrentei o frio, Vinicius além de fazer isso ainda quis me matar do coração. Ele subiu na pedra para pular de uma altura de seis metros. Não quis nem ver, juntei as minhas coisas e fui lá para o carro. Somente depois de saber que ele tinha sobrevivido ao pulo é que voltei para continuar admirando aquele lugar.

Poção da Maromba

Acho que foi a cachoeira que passamos mais tempo. De lá, pegamos o carro e fomos até a cachoeira de Santa Clara, que para mim foi a mais bonita de todas. Confesso que me arrependo de não ter mergulhado especialmente nessa, pois ela é daquele estilo que dá vontade de entrar embaixo da queda para deixar que a água encha a gente de energia, sabe? Vinicius fez isso e morri de invejinha dele, mas o frio foi maior do que a minha coragem de me molhar.

Cachoeira Santa Clara

Resolvemos almoçar uma comidinha mais “caseira” e simples nesse dia. Fomos no restaurante em frente ao Marioca – que infelizmente eu esqueci de anotar o nome – e comemos uma picanha na pedra deliciosa. Vinha com arroz, feijão, farofinha e batata frita. Esse também era um restaurante mais simples e bem gostosinho.

Restaurante Picanha Maringa

Como fizemos no outro dia, fomos para o hotel descansar até a hora do jantar. Perceberam que as nossas férias foram mesmo para descansar e comer bem, né? Risos. Para jantar, já tínhamos escolhido o restaurante, pois desde segunda tínhamos visto que ele abriria apenas na quarta e estávamos com muita vontade de ir lá. O Casa Di Pedra   foi ainda mais gostoso do que esperávamos. Pedimos uma pizza grande de dois sabores – Vinicius arriscou uma com fruta que foi deliciosa.

Restaurante Casa di Pedra

Dia 4

Peguei uma gripe horrível e não fomos para nenhuma outra cachoeira. Decidimos passear por Mauá, pois como ficamos nos outros dias em Maringá e Maromba, nem tínhamos passado por Mauá para conhecer. Fomos até lá, mas não achamos nada para fazer. A maioria dos restaurantes estavam fechados – e nem parecia ter muita opção – e pelo que percebemos os melhores passeios ficam mesmo para o lado de Maringá.

Deixamos o carro no nosso hotel e fomos caminhando até a fábrica de chocolate – que nada mais é do que uma casa, com chocolates para vender!. Como vimos diversas propagandas “Visite a nossa fábrica de chocolate” espalhadas pela cidade, pensei que seria algo no estilo das que existem em Gramado, mas não é nada disso. O chocolate é realmente bem gostoso, mas não tem o que fazer lá além de compras. Também passamos na casa das Velas que todo mundo fala. São diversas opções para quem gosta, principalmente aquelas perfumadas e mais baratas do que as que encontramos aqui no Rio. depois subimos uma senhora ladeira para conhecer a cervejaria Serra Gelada. Eles já cresceram bastante, mas continuam com uma produção apenas para a região. Esperamos que eles cresçam ainda mais e que comecem a trazer aqui para o Rio também, pois a cerveja é boa demais!!

caminhada Serra Gelada

A menina que apresentou o processo de fabricação para a gente era bem simpática e fofa. Ela nos ofereceu uma degustação da Serra Gelada defumada e nós amamos. Também conseguimos provar depois na lojinha uma edição especial que eles fizeram para a festa do Pinhão e era uma delícia também. Para quem gosta de cervejinha, é um passeio legal até para conhecer como é a produção da cerveja.

Almoçamos no Bistrô das Meninas e eu fiquei encantada com o lugar. Os cardápios são todos escritos à mão, as comidinhas são muito bem elaboradas e diferentes e o restaurante é pequenininho e muito charmoso. Ainda tem uma pequena livraria dentro dele. Como não amar? Comi um medalhão com risoto de queijo de cabra e uma redução de balsâmico com cebola caramelizada. Ai, ai! Como se come bem em Mauá! S2

Bistrô das Meninas

Depois do almoço demos uma passadinha na piscina natural para conhecer e de lá fomos dar a nossa sonequinha diária no nosso novo chalé do hotel – depois explico isso para vocês.

Piscina Natural

Para jantar, escolhemos A Casa do Fondue, também em Maringá-MG. Escolhemos o mini-festival e foi mais do que suficiente para nós dois. Experimentamos o de queijo, carne – que vinha com filé mignon, camarão, frango e molhinhos – e o de chocolate servido com diversas frutas. Delicioso!!!

Casa do Fondue Mauá

Dia 5

Dia de voltar para casa, mas antes de ir embora, provamos o delicioso chopp do dono do nosso hotel. Infelizmente a cervejaria dele só abre de sexta a domingo e não conseguimos provar durante toda a semana. Não queríamos ir embora antes de experimentar e conseguimos!! Bebemos o chopp Ipa e é realmente bem gostoso e encorpado. Para quem for até Mauá, vale dar um pulinho na cervejaria Maresia para provar. Além da produção própria, eles também vendem diversos tipos de cervejas nacionais e importadas.

Cervejaria Maresia de Mauá

Mauá vai deixar saudades. É um ótimo lugar para descansar, renovar as energias nas lindas cachoeiras da região e comer MUITO bem. Vamos voltar mais e mais vezes com toda certeza do mundo.

 

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