01 de Novembro de 2016

A roupa do futuro já é realidade no presente – WeAr

Genteeeee!!!! Eu ainda fico surpresa com as novidades tecnológicas. Quando vejo determinadas notícias, fico pensando em como o futuro chegou de repente e a gente – que já é um pouco ou muito mais velho, da época sem celular e sem conexão com a internet – nem viu. Abri o meu e-mail para checar as novidades dessa semana e me deparei com um release sobre o seminário WeAr e sobre as oficinas de tecnologia vestíveis. “A Roupa do Futuro é tema da 2ª edição do festival WeAr – Conectando Moda e Tecnologia em 8 de novembro. O evento reúne em São Paulo estilistas e pesquisadores nacionais e internacionais para discutir tecnologia vestível e o futuro da moda. O WeAr explora a interseção da moda com a tecnologia, objetiva fortalecer o mercado brasileiro e promover o contato entre makers e estilistas para assim incluir o Brasil como um player forte neste segmente que movimentará US$ 30 bilhões em 2016.”

Sabe quando você se sente meio perdida no espaço? Foi exatamente dessa maneira que me senti. De repente, me lembrei do desenho Os Jetsons – nossa, como eu amava!! – e senti como se o futuro tivesse realmente chegado.

roupas-tecnologicas

Parece que foi ontem, quando eu estava com 11 anos e precisei fazer um trabalho para a primeira turma de informática que teve na minha escola – foi em 1994. Lembro de ter que descobrir o que era a internet e o que ela traria de bom e ruim para o mundo. O pai de um amigo me ajudou a fazer o trabalho – acho que ele trabalhava no meio da tecnologia – e perguntou na internet daquela época, que estava engatinhando e que era para pouquíssimas pessoas, quem poderia me ajudar a responder as perguntas solicitadas pelo meu professor. Lembro que pensei que era uma espécie de mágica receber tantas respostas de pessoas que nunca tinha visto na vida e de todos os lugares do mundo – uma pena não ter guardado aquele trabalho.

Também não me esqueço de uma conversa que tive aos 12 anos com as minhas amigas, no pátio da escola:

– Meninas, vocês não sabem o que eu vi!! – disse Juliana sem fôlego quando chegou perto do nosso grupinho.

– O quê? – perguntamos cheias de curiosidade.

– Aquela garota da 6ª C, que é metida pra caramba! Ela está com UM CELULAR!!

Bocas abertas de espanto. Naquela época, nem mesmo o bip era coisa para o nosso bico. Acho que ele foi criado ou pelo menos virou uma realidade para mim somente dois anos depois desse acontecimento. E o celular? Esse eu só fui ter o meu primeiro quatro anos depois.

Ou seja, apesar de ter crescido entre a geração totalmente desconectada e a totalmente conectada, consigo me adaptar facilmente a todas as novas tecnologias, mas continuo achando que é uma espécie de mágica cada uma delas. Imagina só se a Fernanda de onze anos, que estava descobrindo em 1994 o que seria a internet e o que ela mudaria no mundo, poderia imaginar que com 33 anos poderia pensar em vestir nas próximas estações uma roupa, que segundo a estilista americana Becca McCharen deveria ser capaz de captar frequência cardíaca, temperatura, padrões de respiração, stress, níveis de ar e ter até mesmo um GPS “embutido” – não sei nem se essa seria a palavra certa – para se adaptar e reagir de acordo com os dados captados.

Não sei se para as novas gerações essa seria uma grande surpresa, mas para mim, esse tipo de coisa é a prova mais forte de que o futuro definitivamente chegou. Aquele futuro que a gente tanto via nos desenhos, nos filmes de ficção científica, nas histórias que mais pareciam impossíveis de virar realidade. Essas coisas realmente estão acontecendo. O celular não é usado apenas para fazer ligações – na verdade, acho que essa é a utilidade menos usada dele e as roupas não serão mais apenas para vestir.

Quem se  interessar pelo tema – Moda e tecnologia e quiser saber mais sobre esse evento é só clicar aqui.

Para quem quiser apenas conhecer um pouco mais sobre esse futuro que está cada vez mais no presente, vai ter uma exposição de roupas e acessórios tecnológicos e conectados com entrada gratuita no Museu de Belas Artes em São Paulo, de 8 a 11 de novembro.

Já nos dias 03 e 4 de dezembro vai acontecer a primeira maratona hacker de moda e design de wearables da América Latina – a Hackatona Wearables C&A. Em 2016, a C&A comemora quatro décadas no Brasil e abre uma chamada para jovens designers e makers a questionarem como serão os próximos 40 anos da moda. O desafio consiste em desenvolver o primeiro wearable C&A item que não seja apenas conceitual mas também pronto para ser produzido em escala e incorporado ao estilo de vida dos consumidores da marca. Serão disponibilizados hardwares e componentes necessários para a construção de wearables. Os participantes contam com equipamentos de confecção e mentores especializados para darem suporte com soluções em softwares e processos na realização de protótipos. Para quem é da moda, acredito que seja uma oportunidade imperdível, já que a premiação será a possibilidade de ter seu item produzido para futura coleção de wearables da C&A. Vale-compras e divulgação do vencedor nas mídia do evento, incluindo entrevista no canal Band News TV e no Jornal Metro. Ficou animado? Inscreva-se clicando aqui!

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