26 de Agosto de 2015

Seja Feliz!




“Não sei o que eu faço de ruim, mas tudo dá errado comigo!”

Será que você não sabe mesmo? Diariamente tenho conversas surreais com amigas bem próximas pelo Whatsapp, telefone ou pessoalmente. Chego a me sentir como parte das personagens de Sex And The City, pois tenho um grupinho de amigas e conversamos sobre absolutamente tudo que acontece com a gente. Mas uma das coisas que percebo e que sempre dou bronca nelas é que parece que não sabem conviver com a felicidade.

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“Estava tudo bem, mas acabei arrumando um motivo para brigar.”

Por quê? Tenho vontade de chacoalhar minha amiga toda vez que ela repete essa frase. Pois é, não foi apenas uma vez, mas é praticamente uma lamentação semanal. Quando as coisas não estão muito bem, ela fica se questionando o que poderia ter feito de errado ou – pior!! – qual é o problema da outra pessoa que resolve não ser mais fofa. E aí quando tudo se ajeita, ela vai lá e arruma um motivo qualquer para discutir.

Por que tantas vezes temos essa mania de sabotar a felicidade?

Conversando com ela pela primeira vez sobre o assunto, perguntei se queria arrumar um problema para jogar todas as frustrações – que nada tinham a ver com a tal outra pessoa – em cima daquele relacionamento. Pois é exatamente isso que costumamos fazer. Quando não colocamos para fora tudo aquilo que não nos faz bem, quando acumulamos fraquezas, mentiras, derrotas, falhas, decepções e decidimos não contar nada nem para nossos melhores amigos, achamos que podemos jogar toda a culpa escondida dentro da gente no outro. Procuramos erros apenas para apontar o dedo, para dizer como ele faz tudo errado, como não se preocupa com a nossa felicidade, quando na verdade, somos nós mesmos que não estamos nos permitindo ser felizes.

Preferimos ser dramaticamente chatas, vestimos a roupa da amargura e ficamos pesadas, como se estivéssemos carregando para todos os lados aqueles pesos de academia. Não aproveitamos o momento, só pensamos no que não vamos ter no instante seguinte. E quando o outro diz que não pode dar mais, praticamente abrimos o berreiro e enchemos o pobre coitado da nossa culpa, dos nossos erros, da nossa – e só nossa – infelicidade. Por que é que tem que ser assim?

Sabe, não tiro o corpo fora dessa. Já tive os meus momentos sendo chata, os meus dias de “oh, céus! oh, vida! Por que nada dá certo para mim?!“, mas não deixei que esse fosse o meu lema para sempre. Acho que todos nós temos o nosso dia de rainha do drama, mas não podemos deixar que um dia vire um ano ou um estilo de vida. Caso contrário, afastamos pessoas que muitas vezes nem chegam a descobrir como somos legais, não compartilhamos dos bons momentos com nossos amigos, pois nossas lamentações parecem sempre maiores do que qualquer alegria e vamos enchendo a nossa bola de neve, transformando o que poderia ser apenas um floquinho, em uma verdadeira avalanche.

Ao invés de transferir nossos problemas para os outros, a melhor maneira de escapar dessa enrascada é enfrentar aquilo que nos deixa aflitos. Assumir que os fantasmas são nossos e que o outro pode até nos ajudar a enfrentar o problema, desde que a gente permita que isso aconteça. Ninguém pode afastar as assombrações se não souberem contra o que estão lutando.

Deixem os dias de drama queen de lado e se joguem na felicidade! Mesmo que você saiba que existirão despedidas, que aquilo que está bom pode não durar para sempre, ainda assim, é melhor escolher ser feliz naquele minuto do que não chegar a sentir a felicidade em momento algum, pois ficou com medo de perder. Entreguem-se!

Ps: Não sou a rainha da verdade, nem a dona da razão, mas da mesma maneira que converso com minhas amigas e elas gostam dos meus conselhos, quem sabe isso também não sirva para você?  =) Beijos e até amanhã!

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