14 de Janeiro de 2016

Sempre vai existir um verão!

Já vai completar dois anos do lançamento do meu segundo livro – Ah, o verão! – e continuo me surpreendendo e ficando muito feliz sempre que alguém manda uma mensagem dizendo o quanto se identificou e amou a história da Mila. Mas qual é o motivo de receber tantos elogios assim? Acho que é porque escrevi um romance que todo mundo já viveu ou sonha em viver. Um amor de verão daqueles bem levinhos, como devem ser. Uma história que faz com que todos os leitores quase consigam sentir o cheirinho do protetor solar e do vento salgado do mar. Quem é que não dá um sorrisinho nostálgico quando pensa em férias de verão aos 15 anos? Ou qual adolescente não suspira com as expectativas para essa estação?

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Escrever sobre o verão da Mila foi uma experiência misturada: uma volta ao passado e uma viagem aos meus sonhos de menina. Reli as minhas agendas, lembrei de histórias divertidas, fofas, de amigos que nunca mais vi e também pude relembrar como eu era com aquela idade. Tentei recordar meus sentimentos, frios na barriga, paixões, vontades e assim eu fui criando cada um dos personagens de Ah, o verão!

Foi tão delicioso escrever cada capítulo! A Camila foi ganhando vida própria e passou a viver as experiências dela. Por mais que eu tenha buscado inspiração nas minhas agendas, minha protagonista fez as próprias escolhas. Emprestei para ela a paixão pela escrita, o perfil apaixonado, o deslumbramento com o céu mais estrelado que ela já tinha visto, a mãe, a piscina com aquela borda que permitia que uma pessoa falasse de uma ponta da piscina e que a outra ouvisse do outro lado e a sensação gostosa de viver um amor de verão. Já o bom gosto musical (quando eu tinha a idade da Mila o meu era péssimo!!!), o amor pela moda, a amizade com a Juliana e a Gisela, a paixão delas pelo Tadeu e pelo Cris, Búzios, a despedida no Bar do Zé, e tantas coisas mais são experiências e características só dela.

Tanto o que emprestei, quanto o que a Mila resolveu viver com as próprias pernas, me fizeram suspirar enquanto escrevia cada uma daquelas cenas. Como autora, senti frios na barriga com o jogo da verdade, com o Cruzeiro do Sul e tentei pensar em todos os detalhes para que vocês conseguissem ser a Mila enquanto lessem a história, assim como eu estava sendo ela enquanto criava cada capítulo. E acho que deu certo.

O tempo pode passar e a tecnologia avançar, mas a história da Mila vai continuar sendo atual, pois sempre vai existir um verão! E os sonhos ou a nostalgia que essa estação provoca vão passar de geração a geração.

Desejo que todos os meus leitores, independente da idade, sempre encontrem um céu estralado, que tenham a oportunidade de fazer um pedido para uma estrela cadente, que sintam uma saudade boa quando já não forem mais adolescentes e que guardem para sempre boas histórias de verão.

Ps; Para comemorar ainda mais, a Revista TodaTeen colocou o meu livro em primeiro lugar na lista dos “10 livros românticos para você se apaixonar!”. É ou não é para vibrar com essa estação?

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