06 de Dezembro de 2017

Como é ter um bebê em casa – Diário da mamãe

Enquanto estava grávida, ouvi diversos relatos e palpites sobre como é ter um bebê em casa. Confesso que estava um pouco assustada, pois todo mundo falava sobre as dificuldades da adaptação, da falta de sono, do cansaço, da falta de tempo de ir até o banheiro para as necessidades básicas, da falta de tempo até mesmo para lavar o cabelo. Li diversos relatos assim pela internet e ficava pensando sobre o teste de sobrevivência que teríamos que enfrentar quando a Julia nascesse. Ela nasceu, viemos para casa e resolvi compartilhar com vocês a minha visão desses primeiros dez dias sobre como é ter um bebê em casa.

É fácil? Não. É cansativo? Muito. É um teste de sobrevivência? Não mesmo.

No primeiro dia foi muito, muito, muito cansativo. Eu vinha de três noites sem dormir nada e de uma bem mais ou menos. Estava ainda com o corpo dolorido da força que fiz no parto normal e muito cansada das noites em claro. Foi uma mistura de sentimentos chegar com a Julia no nosso apartamento pela primeira vez.

Ficamos um pouco perdidos nas primeiras horas. Como a nossa coisinha tão pequena se encaixaria ali? O que faríamos primeiro? Assistir televisão? Ficar no sofá? Deitar na cama? O que fazer? Mas aos poucos tudo começou a se ajeitar. Resolvi caminhar por toda a casa mostrando cada um dos cômodos para a Julia. Falei – como se ela pudesse realmente entender – o que era cada lugar e o que tinha sido feito para ela.

Naquele dia, mais uma vez fiquei sem dormir. Estava agitada com aquela novidade e também com muito medo de fechar os olhos e não ficar vigiando o sono dela. E se a Julia engasgasse? E se ela chorasse e eu não ouvisse? E se…? E assim, mais uma noite passou e eu não preguei os olhos.

No dia seguinte eu estava um caco. Vinicius também. Parecíamos dois zumbis pela casa. Mas precisávamos cuidar da nossa pequena. Lembrei de todas as vezes que ouvi o conselho “aproveita para dormir agora…” e fiquei pensando “será que vai ser para sempre assim de agora em diante?”.

Mas não é sempre assim. No segundo dia, Vinicius já conseguiu tirar o atraso do sono. Eu continuei preocupada com todas as coisas. Um milhão de pensamentos passavam pela minha cabeça e eu não conseguia dormir. Aproveitei para colocar a Julia no carrinho e passei a madrugada atualizando o blog e olhando a minha princesinha que estava bem na minha frente.

No dia seguinte, conversei com amigos e com o enfermeiro que veio fazer a nossa consulta pós parto e descobri que aquelas neuras e medos são muito  comuns quando um um bebê chega em casa pela primeira vez. Praticamente todo mundo passa pelas mesmas aflições e assim, conversando, vamos percebendo que não precisamos nos preocupar tanto – como se fosse possível!

Apesar das preocupações, consegui dormir na terceira noite da Julia. Começamos a criar a nossa rotina, a nos adaptar. Confesso que esperava algo muito mais cansativo – pelo que sempre ouvi – do que realmente é. Não, não é fácil. Mas não é também um bicho de sete cabeças. Sim, dá desespero quando você terminou de amamentar e não passou nem meia hora e o bebê começa a chorar de novo. Mas ao mesmo tempo, quando você pega aquela coisinha pequena e coloca no seio, quando você vê aquela carinha cheia de expressão te olhando, agradecida por você estar enchendo a pança dela, o cansaço vai embora – pelo menos naqueles minutinhos.

Nesses dez dias, fui ficando cada vez mais apaixonada pela Julia. Não consigo passar muito tempo no computador. Na verdade, venho correndo escrever no blog e desligo na sequência. Estou viciada na minha filha. Tenho medo de perder muito tempo olhando para a tela do laptop ou do celular e de perder um novo sorriso ou uma expressão que ela nunca mais vai repetir.

Ter um bebê em casa é cansativo sim, mas ao mesmo tempo é uma das melhores coisas que já experimentei na minha vida. Amo o cheirinho da minha filha, dos barulhinhos que ela faz enquanto dorme, dos sorrisos, dos chorinhos, dos bracinhos em volta de mim, das tremidinhas que ela dá quando se assusta, da companhia maravilhosa que ela me faz. Nesses dez dias até aqui estou aprendendo a ser mãe e espero melhorar cada vez mais nessa função. Acho que o tempo passa voando. Apesar do cansaço que algumas coisas provocam, sei que tudo é uma fase e que tem dias contados para acabar. Quero aproveitar cada um desses momentos – os maravilhosos e os exaustivos. Não quero perder nada. Agora eu paro por aqui, pois a juju acordou e ela é dona de toda a minha atenção.

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