20 de Março de 2017

Outono, eu te amo!

Outono é a estação do ano que eu mais amo. Quando ele vai chegando, tudo começa a mudar. Algumas pessoas acham que o outono  é triste, chato, frio. Eu acho que é a estação mais inspiradora de todas. O calor começa a se despedir e aquele friozinho gostoso entra em cena. Os dias ficam cada vez mais maravilhosos. Alguns são de céu bem azul, mas sem aquele calor infernal do verão. Já em outros dias, uma neblina deixa tudo mais misterioso e até romântico.

Se você nunca prestou atenção no fim de tarde do outono, faça isso esse ano. São as cores mais bonitas. E o clima dessa estação é de jogar as mãos para o céu e agradecer por poder viver temperaturas tão deliciosas.

No outono eu sinto vontade de beber chá, vinhos, chocolate quente. É no outono também que eu mais sinto vontade de escrever, pois essa estação me inspira de um jeito difícil de explicar. O outono me faz feliz.

Também parece que é no outono que as pessoas ficam menos reclamonas. Nunca é calor ou frio demais. É simplesmente a temperatura ideal na maior parte do tempo.

Não sou de reclamar em nenhuma estação do ano. E nunca desejei que todos os dias fossem como o outono. Acho que cada estação tem sua particularidade. Algumas me agradam mais do que outras, mas ainda assim, sou grata por poder viver cada uma delas – mesmo com muito calor ou muito frio.

Sinto cheiro de outono…

Quem é fã de Gilmore Girls, com certeza se lembra de como a Lorelai sente cheiro de neve e fica feliz. O mesmo acontece comigo quando o outono vai chegando. O cheirinho do ar muda e eu vou ficando cada vez mais alegre. Pequenos momentos do dia passam a ser ainda mais especiais. Talvez seja porque, assim como a Lorelai, grandes coisas boas da minha vida aconteceram nessa estação – como o meu casamento e quase todas as nossas viagens de férias.

E aqui estou eu, no primeiro dia da minha estação do ano favorita, fazendo essa declaração de amor. Outono, eu amo você!

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18 de Janeiro de 2017

Fazer o bem faz bem – Entrevista com Jules Vandystadt do projeto Cantareiros

Todos os dias eu desço para caminhar no horário do programa Encontro, com a Fátima Bernardes. E em um desses dias, um pouco antes do Natal, eu quase caí da esteira, pois fiquei completamente emocionada com o vídeo que estava passando no programa sobre o projeto Cantareiros. Desacelerei e prestei atenção em cada um daqueles rostos que aparecia na tela da televisão. Todos estavam emocionados ao falar daquele projeto tão lindo, que leva música para hospitais, asilos e orfanatos.

Voltei para casa completamente determinada a entrar em contato com eles para fazer uma entrevista aqui para o blog, na minha amada coluna de quarta-feira. Procurei mais informações sobre o grupo de artistas que doa seu tempo para fazer o bem para outras pessoas e encontrei o fundador do Cantareiros – Jules Vandystadt . Enviei uma mensagem e fiquei muito feliz com a resposta dele.

Leia a entrevista e conheça um pouco mais sobre esse lindo projeto que leva energia, alegria e muita coisa boa para todos que estão precisando.

– O grupo Cantareiros nasceu em meados de 2007,  “quando um grupo de sete cantores experientes se reuniu com o simples objetivo de, através do canto, levar um pouco de alegria e arte a pessoas mais carentes, como crianças em orfanatos, abrigos, ONGs, idosos em asilos, e doentes em hospitais”. Mas como foi que essa ideia surgiu? Como nasceu essa vontade de usar o talento de vocês para fazer o bem para outras pessoas?

Surgiu de uma vontade minha de justamente usar o talento que eu tinha para cantar e para compor arranjos vocais, para oferecer esse trabalho a pessoas que talvez não tivessem acesso de outro jeito. Eu sempre soube do poder transformador que a música pode exercer na vida das pessoas, já presenciei isso em diversas ocasiões. Então, sabia que o esforço da minha parte seria pouco se comparado ao efeito que poderia causar nas pessoas envolvidas. Em 2007, falei com alguns poucos amigos, fiz alguns arranjos de Natal e fomos cantar numa ONG no morro do Cantagalo, onde na época eu fazia trabalho voluntário dando aulas de inglês, o Solar Meninos de Luz.

O projeto ainda não tinha nem nome, não tinha nada. Éramos somente amigos dispostos a fazer aquilo. Apenas em 2009 foi que consegui estruturar da forma que é até hoje. Porém, naquela época, com números ainda muito menores.

– Conheci o Cantareiros assistindo o programa da Fátima Bernardes. Fiquei completamente emocionada com os vídeos que eles exibiram do trabalho de vocês. O que achei mais bonito foi ver como vocês estavam com os olhos brilhando enquanto cantavam para as pessoas do hospital. Sempre achei que fazer o bem faz bem não só para quem recebe, mas também para quem dá. É essa a sensação de vocês quando acabam mais uma apresentação?

A troca é imensa, transcendental mesmo. O objetivo da gente é mostrar para essas pessoas que a vida ainda é linda, saudável, alegre, apesar dos problemas. Oferecer carinho e afeto através de uma linguagem que não conhece barreiras, que entra direto no coração: a música. E além de tudo, a música, vocal, cantada, vozes em harmonia, o que torna tudo ainda mais poderoso. É como se um mundo mágico de repente entrasse pela enfermaria adentro, inesperadamente. Isso é muito impactante para quem presencia, e nós podemos sentir na pele. Esse sentimento é diretamente proporcional à gratidão e à alegria que sentimos, todas as vezes. Quando saímos de cada visita parece que tomamos um banho de luz e de amor.

– Nesses quase dez anos de projeto, qual foi o momento mais emocionante que vocês viveram?

É difícil contabilizar e lembrar, pois cada cantor vive experiências diferentes, com pessoas diferentes e em lugares diferentes. Tudo é muito pessoal, as histórias muitas vezes acontecem com uma pessoa do grupo, outras são presenciadas por todos. Já tivemos diversos casos de pacientes em depressão profunda que abriram um sorriso durante a música, depois de meses de apatia total. Teve um rapaz que acordou do coma durante a canção, simplesmente abriu os olhos – ele havia sido baleado na cabeça numa tentativa de assalto. Numa outra ocasião uma senhora que não falava há 4 meses, internada no CTI, ao final da canção disse “obrigada”. Assim como essas são inúmeras histórias, várias delas nos chegam posteriormente – relatos de médicos e enfermeiros que nos contam o que ocorre depois.

– Já aconteceu de alguém que ouviu vocês cantando – pacientes de hospitais, idosos ou crianças – pedirem para fazer parte do projeto?

Isso acontece em quase todas as visitas. Eu recebo e-mails e mensagens diárias de pessoas que ouviram o grupo e estão interessadas em entrar, desde pacientes até médicos, enfermeiros, parentes, acompanhantes. Tem de tudo.

– Antes do Cantareiros, você participou de algum projeto social? Como aconteceu esse sentimento de solidariedade em você? Isso vem desde criança?

Antes do Cantareiros eu fui voluntário na ONG Solar Meninos de Luz, dava aulas de inglês lá. Mas sempre fui tocado por atos de solidariedade, sempre acreditei que a solução para os problemas do mundo é simplesmente mais amor, mais compaixão, mais carinho e respeito. O altruísmo sempre foi um traço marcante da minha personalidade. Eu acredito que a função da arte, seja ela qual for, é a de deixar o mundo mais belo, mais unido, com mais leveza. Se eu nasci com um certo talento, ele me chegou “de graça”, então porque não oferecê-lo gratuitamente? Isso traz sentido ao ofício de artista, penso eu. E a música, como eu disse, é uma linguagem que não conhece filtros, todos sabemos. Fala direto com a alma, não existe verniz ou qualquer coisa do tipo. É muito comum nós presenciarmos as pessoas mais endurecidas com os olhos marejados, as mais revoltadas se entregando a emoção. É uma catarse com elevado poder de cura. Cura física, emocional e mental.

– Hoje você é ator, cantor e diretor musical. Como a música virou uma paixão e profissão na sua vida?

Eu estudo música desde muito pequeno, comecei com uns 8 anos. Sempre estive envolvido com música durante a adolescência (piano) e posteriormente com canto também (o que nunca estudei de fato). Mas só aos 26 anos que resolvi que transformaria isso na minha profissão. Foi aí que prestei vestibular novamente e entrei pro curso de Licenciatura em Música na UNIRIO. A partir daí entrei pro teatro musical, e uma coisa foi puxando a outra. Hoje em dia eu também produzo música pra TV e cinema, além do teatro.

– Você acredita que se todas as pessoas buscassem a solidariedade dentro de si, hoje o mundo seria um lugar melhor?

Acredito que essa é a ÚNICA maneira do nosso planeta caminhar pra frente, evoluir moralmente e espiritualmente. A solidariedade te aproxima das pessoas, te faz ver que você não é nada diferente delas, apesar das diferenças sociais, de cultura ou credo. Na hora da dor todo e qualquer ser humano é igual, têm as mesmas necessidades e carências. Em qualquer lugar do mundo, em qualquer época. Se envolver com trabalhos solidários te faz colocar sua própria existência em perspectiva, te faz relativizar e perceber o quão iguais todos nós somos, e o quanto podemos fazer a diferença na vida do nosso próximo.

– Existe algum sonho que você pretende realizar com o Cantareiros?

Existem muitos (risos). O mais imediato deles é conseguir expandir o projeto para outras capitais do país. Agora nós somos uma ONG, e assim tudo ficará mais fácil. Além disso, eu gostaria muito de conseguir uma sede aqui no Rio, um espaço para servir de base, onde pudéssemos desenvolver atividades artísticas voltadas para comunidades carentes. Uma van também seria muito legal. Digo isso pois durante o ano o transporte é todo por nossa conta. Mas enfim, para o Cantareiros tudo sempre chegou muito fácil, então eu acredito que todos esses planos, e outros tantos que nem eu mesmo ainda vislumbro, serão possíveis.

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Também ficou encantado pelo Cantareiros e quer  conhecer um pouco mais sobre eles? Confira a página do Facebook, curta e compartilhe. Espalhar o bem faz bem. 




Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.

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