24 de Junho de 2017

Mudanças no blog

Ando pensando durante algum tempo, confesso que me senti até um pouco perdida sobre o que fazer, mas finalmente eu decidi: Algumas mudanças irão acontecer no blog. Não vai ser nada na parte do layout – que eu amo! – nem nada do tipo. Pensei em mudar um pouquinho o conteúdo que compartilho aqui com vocês.

Desde que engravidei, fiquei sem saber o que fazer. Muitos dos meus novos assuntos são sobre maternidade, dúvidas, medos e sonhos da gravidez. Mas até aqui, resolvi que escreveria sobre isso apenas uma vez por semana, para não cansar quem me acompanha e não se identifica com esse tipo de tema.

O problema é que isso fez com que eu me sentisse quase desestimulada. Quando criei o blog, a ideia era compartilhar com vocês as minhas histórias – antigas e novas -, descobertas, viagens, experiências gastronômicas e tudo que me encanta nesse mundão. Nesses quase dois anos eu também compartilhei desabafos, contos, meu posicionamento sobre assuntos polêmicos e por aí vai.

Nesse meu novo momento, nessa nova fase, não falar sobre isso me deixou sem saber o que dizer. As atualizações deixaram de ser diárias e eu não me senti mais tão motivada a escrever por aqui. Algumas vezes acordava empolgada para contar algo novo, mas como era sobre a gravidez, pensava que vocês poderiam pensar “que saco! vai ficar falando só sobre isso agora?” e não postava.

Mas “um belo dia resolvi mudar”… E aqui estou eu para dizer que o blog não vai ter só assuntos sobre maternidade. Continuarei contando sobre os restaurantes que a gente conhecer, viagens, vou escrever crônicas, contos, contar novidades sobre o Folhas de um Outono… Mas também vou falar mais sobre essa nova fase. Afinal, é esse o meu mundo agora e passa tão rápido!!

Então, espero que não se cansem desse novo assunto e de acompanhar comigo os próximos capítulos dessa nova história que estou escrevendo junto com o Vi. Estou criando a minha melhor protagonista e serão muitos e muitos anos de páginas que serão escritas junto com eles. Vamos ver o que é que vem por aí!! Para mim, tudo também é uma surpresa.

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10 de Janeiro de 2017

Carteira assinada NUNCA mais

Ontem estava conversando com uma amiga sobre trabalho e enchi a boca para dizer que nunca mais na minha vida espero trabalhar com carteira assinada. Até 2013 eu nunca tinha trabalhado assim e em dezembro de 2016 eu me despedi do meu único trabalho com ela. Foi um trabalho que eu amei e quando apareceu a oportunidade, eu queria tanto que acabei concordando com “o modelo tradicional”  – carteira assinada, escritório, horários fixos.

Adorei conhecer as Olimpíadas do início ao fim, ver várias etapas do projeto e participar de reuniões de todo tipo. Mas tirando esse trabalho que foi bem legal, eu não tenho o menor perfil para uma rotina regrada de escritório. Detesto a ideia de cumprir horas pelo único motivo de ter que cumprir as horas estipuladas por alguém. Não aguento me sentir um robô. Ainda bem que até no meu único emprego de carteira assinada eu tive a sorte de conseguir conversar com os meus chefes e fazer eles entenderem que trabalho muito melhor do meu jeito.

Não digo que o meu pensamento é o certo e que todo mundo deveria pensar como eu. Longe disso. Acho que cada pessoa tem um perfil profissional e deve sempre buscar o seu. Eu não me importo de trabalhar dez, 12, 15 horas em um único dia. Algumas pessoas preferem ter aquela quantidade de horas certas para estar em um escritório e depois não pensar mais naquele trabalho.

Ao longo da minha vida profissional trabalhei até mesmo nos finais de semana e não me importava com isso. Quando tem trabalho, não tenho medo nenhum de levantar as mangas e colocar a mão na massa. Durante dois anos, quando eu trabalhava por conta própria, eu trabalhei sete dias na semana, muitas vezes precisando trabalhar até a madrugada dos finais de semana. E sempre amei o que fiz.

Mas fico muito irritada de ter que fazer determinada coisa apenas por ser uma espécie de regra. E, infelizmente, é o que acontece no Brasil. Não sei se por culpa das empresas, das leis trabalhistas ou de qualquer outra pessoa, só sei que eu não concordo com quase nada disso.

Muitas vezes, não existe nem mesmo uma razão para que o empregado tenha que estar no escritório todos os dias, mas parece que as empresas são uma espécie de escola, os chefes são os diretores e os funcionários são alunos que precisam estar sempre na mira do olhar atento de alguém que supervisiona se o trabalho está ou não sendo feito. Sei lá, existem coisas que eu não consigo entender.

Ah, mas é claro que isso também não se enquadra a todos os empregos. Existem aqueles que são mais do que importante ter toda a equipe trabalhando junta, setores que precisam conversar, interagir em diferentes momentos de um projeto e aí, toda a rotina é até justificável.

Estou lendo um livro sobre a Dinamarca e lá, segundo a autora, eles trabalham bem menos por semana do que por aqui. Se alguém fica até bem mais tarde no escritório, no lugar de ser elogiado “pelo esforço”, é criticado pela falta de eficiência e gerenciamento de tempo. E acredito que é bem isso o que acontece mesmo.

Não adianta aquela mentalidade fechada de que as pessoas poderiam enrolar e não trabalhar de casa, pois se um funcionário enrola em casa, não tenha dúvidas de que ele também enrola no escritório. As redes sociais podem ser acessadas facilmente pelo celular, o whatsapp pode ser utilizado durante um dia inteiro… Não é o lugar que vai fazer com que alguém trabalhe bem. E, sinceramente, quem enrola em casa ou no trabalho, perde o bem mais precioso do mundo que é o tempo.

Prefiro correr atrás do meu sozinha, trabalhar o dobro, o triplo para garantir um salário legal que me garanta todos os benefícios que eu teria com a carteira assinada, mas seguir a vida feliz. Se precisar apertar no início, a gente aperta. Comigo não tem tempo ruim quando sigo o que acho correto. Detesto a ideia de ter que odiar as segundas e viver torcendo para que as sextas cheguem logo. Isso não é para mim.

Gosto muito de trabalhar, mas odeio as regras sem sentido e não quero mesmo me submeter a elas. Por isso, para não irritar nenhum chefe e para não viver a vida estressada, para não perder diariamente duas horas em um ônibus para ir e mais duas para voltar, não quero carteira assinada nunca mais. Quero ser responsável pelos meus horários, pelos meus prazos e pelas minhas responsabilidades. Meu perfil é assim e é exatamente dessa maneira que eu pretendo trabalhar pelo resto da minha vida. A rotina acaba com a minha criatividade e sem criatividade eu não sou ninguém.

 




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