15 de Fevereiro de 2017

Coração apertado – Vacina da Valentina

Segunda nós fomos levar a Valentina no veterinário para tomar as vacinas que ela precisava tomar depois de um ano. No caminho o meu coração já começou a ficar apertado. O veterinário que ela estava acostumada, não está mais atendendo no lugar de sempre e a gente foi em um novo. Ela já gostava do outro, quando chegava na esquina já corria de felicidade, mesmo que pudesse tomar um banho ou uma injeção – coisas que ela odeia!. Mas como sempre foi muito bem tratada no lugar, é um Pet que ela adora ir.

Mas como o veterinário mudou, resolvemos ir em um perto de casa mesmo, que já tinha atendido a Valentina em uma emergência e tinha sido fofo com ela. Na recepção, quando ela ficou com aquela carinha de desconfiada que só ela tem, morri de peninha. Será que ia doer?

No consultório, ela queria fugir de todas as maneiras. O veterinário achou melhor Vinicius segurar ela no colo, para o medo diminuir e eu fiquei fazendo carinho nela, para que não ficasse tão ansiosa – ô cachorrinha que é igual a “mãe”.

Aproveitamos que já estávamos lá, para conversar com o veterinário sobre castração. “Já passou da hora de castrar a Valentina”, já que recentemente decidimos não ter filhotes dela, pois Vinicius está com medo de eu não ter coragem de dar os que nascerem e querer ficar com todos. O veterinário disse que não passou da hora nada, que quanto antes é melhor, mas que não precisamos ficar desesperados por não ter feito isso ainda.

Perguntei tudo sobre a castração e apesar dele me dizer que é tudo bem simples, meu coração ficou muito apertado. Ele disse que depois de deixarmos ela lá, que ele deixa ela em uma sala, para que ela fique mais calma, sem a nossa presença e que depois começam os procedimentos para a cirurgia. Já senti vontade de chorar ao imaginar que a minha pequenininha vai ficar sozinha, sem saber o que está acontecendo e apavorada por estar longe da gente.

Todo mundo diz que é uma cirurgia tranquila e rápida. Todos falam que é melhor fazer isso logo, para evitar o câncer. Mas eu fico sofrendo de saber que ela vai operar. Depois que saímos de lá, passei o dia todo me sentindo um pouco triste, com peninha de “fazer isso com ela”.

É uma preocupação tão grande com o que ela vai sentir, com a tristeza que ela vai ficar quando a gente tiver que deixar ela sozinha no veterinário, sem que ela tenha ideia do que está acontecendo e com pessoas que ela não está acostumada. Amar demais dói! A gente quase deseja ocupar o lugar de quem a gente ama, para que eles não tenham que sentir nenhum tipo de dor. Ainda não sei quando vamos fazer a cirurgia, mas até lá vou conversar com todos que já colocaram seus cachorrinhos para castrar, para que eu possa ficar com o coração menos apertado.



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21 de Janeiro de 2017

Cachorrinho perdido ou abandonado

Todo dia, quando vejo aquelas mensagens em grupos do Facebook ou em cartazes espalhados pela cidade de um cachorrinho perdido, meu coração aperta. Não consigo nem imaginar o que eu sentiria nessa situação – e espero nunca ter que passar por isso. Só de imaginar, chego a sentir um calafrio.

Eu não saio com a Valentina na rua sozinha. Nem sempre foi assim. Eu adorava ir para a rua com ela. Mas um dia, um rapaz do meu prédio avisou: Cuidado quando sair com ela, pois estão roubando cachorrinho direto por aqui. Voltei para casa na mesma hora e desde então só saí com ela com Vinicius junto.

Tanto por roubo quanto por descuido ou por um azar mesmo, meu coração dói de imaginar que alguém perdeu seu bichinho. Mas dói mais ainda quando imagino o cachorrinho. Infelizmente, esses anjinhos de quatro patas não sabem falar, não conseguem se comunicar, mas sentem um amor gigantesco por seus donos.

Fico imaginando o desespero que eles devem sentir quando não podem mais ver aquelas pessoas que eles amaram com tanto carinho. Mesmo não conhecendo quem os perdeu, eu rezo e torço sempre para que todos os donos encontrem seus melhores amigos o mais depressa possível. Fico acompanhando, torcendo por boas notícias e quando elas chegam, sinto um alívio como se fosse meu também.

Pelo mesmo motivo eu não consigo entender quem tem coragem de abandonar o seu cachorrinho. Mudança? Gravidez? Família aumentando? Doença? Idade? Sinceramente, nada justifica o abandono. Acho que é de uma crueldade sem tamanho. Um cachorro não é uma coisa que pode ser descartada. Ele tem um coraçãozinho também que sente e sente muito.

A Valentina ama meus pais, adora a casa deles, mas se a gente deixa ela lá, ela não come. Por mais amor que tenha por eles, ela é alucinada por mim e pelo Vi e quando não está com a gente, ela sofre. Imagina um cachorrinho ter que mudar de família de uma hora para outra, apenas porque seus donos resolveram que ele não tinha mais espaço naquela casa?

Por isso, pensem muito, muito mesmo antes de ter um cachorrinho. Entendam que ele já foi tirado da mãe e dos irmãos dele e quando você chega, passa a ser a família dele. Eles vão te amar de um jeito inexplicável. É o maior amor do mundo. Você passa a ser tudo na vida daquela coisinha. Dê muito valor a isso e aproveite todos os momentos. Passa rápido demais. Eles ensinam mais do que qualquer pessoa. Eles são puro amor. Não magoe o seu bichinho.




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