12 de Julho de 2017

Celular é atraso de vida

Sim, estamos em 2017, com os celulares mais avançados do momento e eu estou aqui falando que celular é atraso de vida. É claro que não sou louca – talvez um pouquinho – e nem mesmo alguém que vive sem esse aparelhinho tão viciante. Mas hoje eu constatei que ele não é algo que facilita as nossas vidas na questão dos compromissos e do que temos para fazer no dia.

Não é de hoje que eu adio tarefas. Me enrolo com prazos, acabo não fazendo tudo o que havia planejado ou que realmente precisava fazer. Nunca entendo o que pode ter dado errado na minha programação e até me estresso com essas coisas. Mas hoje eu percebi que a culpa de tudo é do celular.

A primeira coisa que faço pela manhã, é pegar o meu celular para olhar as mensagens e as redes sociais. Acabo usando a desculpa de que responder mensagens importantes é prioridade. O grande problema é que apenas 1% de todas as mensagens são realmente importantes e precisam de certa urgência na resposta. Mas quem consegue olhar apenas o que é realmente essencial? É claro que acabamos precisando de uns minutinhos a mais para olhar todo o resto. E assim, lá se vão alguns preciosos minutos do dia.

E as redes sociais? Outro bom tempo é gasto para olhar tudo – desde Instagram até Snapchat. Como eu trabalho com isso, é claro que essas coisas precisam fazer parte do meu dia. Mas da maneira que eu estava fazendo, acabava me enrolando com tudo isso e não conseguido fazer todas as outras coisas.

Já tinha decidido outras vezes, estipular um tempo determinado para que eu passasse resolvendo e olhando as redes sociais. Mas com o celular na mão, é muito difícil conseguir controlar isso. Quando percebemos, já perdemos horas dessa maneira.

Hoje, resolvi adiantar tudo aquilo que eu precisava fazer na parte da manhã sem tocar no aparelho. Lá ficou ele me olhando e eu olhando para ele, mas não cheguei nem perto. Sei que minha mãe já escreveu e deve ter ficado esperando uma resposta, assim como vários amigos. Mas espera aí! Eu não sou da geração conectada! Passei bons 13 anos sem ter esse imediatismo em uma resposta. Ninguém vai ficar desesperado se tiver que esperar um pouquinho.

Vou tentar usar a tática de hoje todos os dias. É realmente maravilhoso perceber como o tempo rende muito mais com o celular bem longe da gente. Otimizar o tempo é necessário para que se consiga resolver e fazer coisas para alcançar aquilo que desejamos. Caso contrário, o dia sempre será mais curto e teremos que dar desculpas – para outros ou até para nós mesmos – por não termos conseguido fazer tudo aquilo que precisávamos.

Celular, se não for usado com as prioridades certas, é atraso de vida sim. Ele carrega o acesso ao mundo dentro dele e bem na palma das nossas mãos. Pode ser um aliado ou um inimigo. Estava sendo um atraso de vida para mim, mas espero passar a usá-lo da melhor maneira de agora em diante. E vocês? Possuem um amigo ou um vilão?

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14 de Agosto de 2016

Ei, você que não joga Pokemon Go

Eu também não jogo Pokemon Go, mas nem por isso eu torci o nariz para quem faz isso. Na verdade, quando o tão falado jogo chegou ao Brasil, eu até baixei no meu celular para tentar entender o que era aquela febre, peguei um pokemon em cima da Valentina, ri daquilo e desinstalei, pois não é o meu estilo de JOGO favorito. O que eu não entendi foi a outra febre que aconteceu depois que mais e mais pessoas começaram a jogar, a febre dos que falam de quem joga o tal joguinho.

Pokemon go

Ai, gente! Eu tenho ficado um pouco cansada desse polemizar todo e qualquer assunto. Atualmente, tudo e qualquer coisa vira motivo de falatório e é montada a arquibancada das duas torcidas. Tudo é assim! Era tão melhor quando isso acontecia apenas no futebol. Todo dia eu vejo uma galera no Facebook falando sobre a turma que joga Pokemon. Pessoal, isso é apenas um jogo! Quando eu era pequena, era viciada em Pacman. A galerinha que veio depois de mim, era viciada naquelas máquinas de dança que ficavam no shopping, eram verdadeiras filas para dançar aqueles passinhos guiados pelas setas. Depois, veio aquela geração dos bichinhos virtuais – que eu esqueci o nome -, que ficavam pendurados nos pescoços e precisavam ser alimentados para que não morressem. Já com os celulares, vieram todos saqueles joguinhos que me deixaram viciada mais uma vez, como o Candy Crush e hoje, acaba de chegar o Pokemon Go. Todos esses são JOGOS. Assim como tantos outros que eu não escrevi aqui, pois jogos não são as minhas especialidades, mas nem por isso vou odiar os que eu não conheço.

Ontem, andando com Vinicius no Campo de São Bento no final da tarde, vi tanta, mas tanta gente no parque como eu não via há anos. Para todos os lados que eu olhava, via adolescentes e até uma garotada um pouco mais velha, em grupos, com celulares nas mãos, conversando e caçando o tal Pokemon Go. Antes desse jogo chegar aqui, eu não tinha coragem de passar mais pelo Campo de São Bento naquele horário, pois ele ficava com meia dúzia de gatos pingados e sem muita iluminação. Mas com tanta gente por ali, o medo desapareceu.

Ouvi uma menina falando: Olha, nesse lago tem patos! Ou seja, foi preciso um jogo para que os adolescentes descobrissem um parque no meio da nossa cidade, mas antes tarde do que nunca. Pelo menos existe um jogo capaz de tirar tantas pessoas da frente do computador, para jogar com outros amigos pessoalmente.

Ninguém é melhor ou pior por causa de um jogo. Ninguém vai ser mais burro ou menos burro por estar se divertindo ou não com o primeiro – pelo menos eu acho que é, mas não tenho certeza – jogo que usa a realidade virtual. Mas, sim, está sendo chato quem fica o dia inteiro nas redes sociais falando sobre o tal joguinho, como se fosse o maior absurdo do mundo tantas pessoas estarem se divertindo com ele.

Agora, existe exageros? Claro que sim! Mas não é culpa do Pokemon Go. Isso sempre existiu. Da mesma maneira que contam histórias de pessoas atropeladas ou algo do tipo buscando esses monstrinhos, também lemos histórias de pessoas que gastaram fortunas no Candy Crush, ou que ficaram sem comer e dormir jogando algum vídeo game e por aí vai. Isso não é um problema do jogo, é um problema de falta de limite. E isso pode acontecer tanto jogando alguma coisa, quanto com bebida, com droga, com obsessão pela busca do corpo perfeito, com trabalho e tantas outras coisas. Vício, nunca é saudável. Nem com pokemon go, nem com trabalho, nem com beleza.

Da mesma maneira que eu não vi graça no Pokemon Go, outras pessoas não veem graça em ter um blog, ou em fazer cerveja, ou em Youtubers. Ainda bem que é assim!! Sempre digo isso. O mundo seria um lugar insuportável se todo mundo gostasse das mesmas coisas.

Acho que vamos ficar mais divertidos e legais novamente se pararmos de ver tudo como um grande jogo de futebol em que é preciso escolher um lado. Nem todas as coisas precisam de torcida. Muitas dessas coisas não vão mudar nada na sua vida se você gostar ou não gostar. Então, por que ficar o tempo todo discutindo com quem faz o que você acha uma grande bobagem?

Vamos ser menos chatos, menos sérios, menos rabugentos e resmungões. O mundo está precisando de mais leveza, mais doçura, mais pessoas que aceitem os gostos dos outros sem que fiquem o tempo todo dizendo “o que eu não gosto, não presta”. Muitas das pessoas que fizeram isso, de repente nem mesmo sabem como é o tal Pokemon Go. Já dizem que é um absurdo, uma porcaria, sem nem mesmo saber do que se trata.

E lembre-se: Você pode até saber e achar uma droga! Mas não se esqueça que com certeza você também gosta de alguma coisa, para fazer em seus momentos de lazer, que outras pessoas não vão achar a menor graça e que nem por isso vai deixar de ser legal para você. A vida não é um jogo de futebol, apenas parem de escolher um lado para tudo e sejam mais felizes! =)

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