24 de Julho de 2017

O que aprendi nesses primeiros cinco meses

Estava olhando para trás e pensando em tudo o que aprendi nesses cinco meses de gestação. Confesso que antes de ficar grávida, eu morria de medo de tudo o que envolvia essa fase. Medo dos exames, das mudanças do corpo, dos hormônios, do que aconteceria dentro de mim, da adaptação a uma vida de restrições alimentares e da falta dos meus tão amados vinhos e degustações de cerveja.

Tentei “me preparar” psicologicamente para esse momento, ter a certeza de que era realmente isso o que eu queria para mim e também saber se era o que Vinicius queria para ele. Os dois tinham que estar prontos – era o que eu pensava e, de certa maneira, foi exatamente o que fizemos.

Mas o que eu não imaginava era o que viria pela frente. Não fazia ideia do tamanho das emoções, do amor e das transformações que aconteceriam em mim.

Eu sempre imaginava que seria complicadíssimo não comer japonês, não beber com os amigos em churrascos e bares, não comer uma boa refeição acompanhada por um vinho maravilhoso. Deixar de comer carne mal passada, carpaccio e por aí vai… Pensei que abrir mão de todos esses sabores que eu sempre amei seria quase uma tortura.

Tadinha de mim…

Nunca imaginei o quanto seria fácil, o quanto nada disso faria falta assim que descobrisse que dentro de mim crescia um pedacinho de gente,  o resultado do nosso amor, uma misturinha do que somos. Nem mesmo em sonho eu fazia ideia do quanto seria mágico ouvir o coração do meu bebê pela primeira vez. Não tinha como saber como seria emocionante ver aquela bolinha que parecia uma sementinha da primeira vez que vimos se desenvolver tão rápido semanas depois.

É claro que já tinha visto vários vídeos sobre como é lindo o crescimento de um feto, mas ver isso acontecendo dentro de mim, viver a experiência em cada ultra… É diferente de todo o resto. Descobrir que dentro da minha barriga crescia a Julia, a nossa princesinha, foi incrível! Passar a imaginar como ela será, como vamos nos relacionar… É tão lindo! Como poderia sonhar que sentir o chutinho da Julia pela primeira vez na minha barriga seria a melhor experiência que eu vivi até hoje?

Mudar a alimentação para estar melhor preparada para a minha filha (acho tão poderosa essa palavra, que toda vez que eu digo, é como se me sentisse com super poderes), dormir mais cedo, deixar os bares e as festas de lado… Tudo isso é tão pequeno perto da grandeza de estar virando mãe. Os chutinhos, as mexidas dela todas as vezes que escuta nossas vozes, os planos para o futuro, as mudanças no meu corpo… Cada uma dessas coisas é como vivenciar uma mágica acontecendo em mim. E eu sempre amei mágicas!

Não sinto falta de nada do que eu pensei que seria difícil deixar de lado. É como se tivesse avançado uma casinha no jogo da vida, sabe? Não sei explicar muito bem… Mas é uma transformação de alma também, não só de comportamento e escolhas.

Já estou começando a entender também aquele famoso clichê que diz que você só vai entender sua mãe depois que você se transformar em uma. Ainda estou na fase de transformação, mas já consigo compreender todas as aflições, ansiedades, medos e sonhos. E já sinto frios na barriga pensando em tudo isso.

É realmente como viver um sonho. Sei que nem toda gravidez é fácil, confortável, tranquila. Agradeço diariamente por estar vivendo esse momento em paz, com saúde e sem maiores problemas. Espero que seja assim até a chegada da minha filha e que eu possa ser uma pessoa cada dia melhor para dar a ela o melhor exemplo e o maior amor do mundo. Sempre. Desde a barriga até o dia que ela estiver nos nossos braços.

Esses cinco meses foram de grande aprendizado e de compreensão sobre o que realmente é importante na vida, pelo menos nas nossas vidas. Cinco meses de muito amor, medos desfeitos, sonhos construídos e as melhores sensações do mundo.



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19 de Julho de 2017

Diário da Gravidez: A Julinha é a cara do papai

Ontem foi um daqueles dias que eu acordei bem cedo, não consegui voltar a dormir… Ansiedade a mil! O motivo? Foi o dia da ultrassonografia morfológica, uma das mais importantes da gravidez. Já tinha tempo que não víamos a nossa pequena, a última vez tinha sido com 12 semanas, quando fizemos a translucência nucal.

Naquela ocasião, tivemos a nossa segunda grande emoção! Na primeira ultra, com seis semanas, a Julinha era menor que um grão de feijão e era com ele também que ela parecia. Uma sementinha pequena, sem nenhum formato de gente, mas com um coração forte e rápido. Já na segunda, ela tinha crescido. Tinha perninhas, pés, braços, mãos… Vimos cada pedacinho dela e nos emocionamos como nunca.

Mas o que aconteceu ontem, foi quase como mágica! A Julia estava maior e com o corpinho todo definido. Vimos nossa princesinha mudando de posição, uma hora segurando o pé, em outro momento com dedinho na boca…

Enquanto a gente ia se deliciando com aquelas imagens, o médico – MUITO FOFOOOOO!!! Recomendo o Raul Muniz para todas de Niterói – ia medindo cada pedacinho da nossa filha (é tão grande falar isso! NOSSA FILHA! <3). Ele ia explicando o que era cada parte do corpinho dela e ia falando como ela está bem, como é saudável. Ia enchendo a gente de felicidade.

Depois que terminou todo o exame morfológico, ele falou: Vamos ver se ela deixa a gente ver o rostinho dela? E aí, aquela imagem não tão nítida, mas já maravilhosa para a gente, se transformou em 3D e a gente pôde ver um pouco do rostinho da Julinha. Que emoção!! Poder ver a Julia daquele jeito, foi incrível!! Que maravilha toda essa tecnologia!

Acho que a Julia não vai gostar muito de fotos, pois foi só ligar o 3D para que ela levantasse a mãozinha e colocasse na frente do rosto. O cordão umbilical também ficou em cima do olho dela (em cima do olho direito é o cordão umbilical), mas eu fiquei encantada com aquela imagem. Mesmo vendo tão pouco, morri de amores por aquela mãozinha gordinha, bochecha deliciosa, boca e nariz idênticos aos do Vi.

Ohmmmmm!!!

Alguém tem dúvida que essa imagem vai virar foto de porta retrato? A primeira foto da nossa Julinha!! <3 Dá para perceber que mãe é boba, né?! A foto não tem a melhor qualidade do mundo, nem dá para ver maravilhosamente bem, mas é a primeira da nossa filha!

Estava tão encantada com tudo, que naquele momento eu acabei falando algo que nem eu mesma esperava. Sempre tive medinho de ficar grávida. Tinha medo de quase tudo – exames, de dar alguma coisa errado, do parto e de todo o resto. Sei que ainda não passei por tudo, estou com um pouco mais de metade da gestação, mas estou completamente apaixonada pela minha barriga, pelos chutinhos e por tudo que estou vivendo… Embalada pela emoção do momento, falei: “Na primeira ultra disse que ficaria apenas com essa gravidez, mas essa ainda nem acabou e eu já estou pensando que vou querer mais”.  Risos! Pois é… Como as coisas mudam, não é mesmo?

Alguns amigos disseram que até o final da gravidez, ela ainda vai mudar bastante e pode ganhar traços meus também. Mas por enquanto, tenho certeza que ela é a cara do papai. Viram de perfil como parece?



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