01 de Outubro de 2017

Carrinho de bebê – Finalmente escolhi o da Julia

A escolha do carrinho de bebê era uma coisa que estava tirando o meu sono. São muitas opções, a maioria dos preços lá no alto e um milhão de opiniões boas e ruins sobre todos eles espalhadas pela internet e também oferecida por amigos. Diversos modelos, cores, tamanhos… E aí você vai pesquisando e ficando cada vez mais perdido.

Quando engravidei, passei a desejar aqueles carrinhos de bebê enormes, com rodas gigantes. Achava que era a melhor opção para andar nas ruas e para o conforto da Julia. Mas conforme fui conversando com amigas, descobri que todas – pelo menos 90% delas – que compraram esse tipo de carrinho de bebê se arrependeram e em seis meses já escolheram outro carrinho menor e mais prático para usar no dia a dia, deixando o “trambolho” (é assim que elas chamam) encostado em casa, ocupando um espaço que não temos aqui.

Isso me preocupou. Não queria gastar de dois a três mil reais em um carrinho de bebê que seria usado durante menos de um ano, que ocuparia toda a mala do carro e que seria quase impossível achar um lugar para guardá-lo em casa.

O que fazer?

Continuei pesquisando e segui perdida.

Na semana passada, conversando com uma amiga que passou por todas essas coisas, ela me contou que tinha encontrado a solução perfeita para a filha dela. Primeiro, assim como todas as outras amigas, ela comprou um daqueles carrinhos de bebê enormes – Safety 1st. Segundo ela, era bem complicado na hora de entrar em táxis e de guardar na mala do carro. Não era muito prático. E aí ela foi atrás de um que atendesse melhor as necessidades dela. Foi aí que ela encontrou o Chicco Liteway Denim e amou o carrinho.

Quando vi, achei uma graça. Ele é bem diferente dos que eu já tinha visto por aí por ter um tecido tipo jeans. Achei um charme, mas na ocasião, acabei esquecendo de perguntar a marca e também quanto tinha sido. Mas fiquei com aquilo na cabeça.

Ontem, acordei determinada. Não queria mais perder nenhuma noite de sono preocupada com o carrinho que ia comprar. Mandei mensagem para a minha amiga e fiz as perguntas que deixei de fazer naquele dia. Ela disse que a marca era o Chicco Liteway Denim e que tinha custado 980 reais.

Opaaaaa!!! Depois de só encontrar por mais de 1500, descobrir um carrinho de bebê que custava bem menos do que isso, que era prático, bonito e que a minha amiga estava amando… Me empolgou. Resolvi me arrumar na mesma hora e fui na loja para ver se conseguia tirar esse item da minha lista de coisas que ainda faltam comprar.

No meio de diversos outros carrinhos, lá estava ele. Lindo! Pedi para que a vendedora me mostrasse como abria, como fechava – ele fecha tipo guarda-chuva, o que é uma maravilha para espaços pequenos!! -, e fui ficando ainda mais encantada com a praticidade dele. Li algumas pessoas falando que ele não é apropriado para bebês nos primeiros meses, mas o carrinho é recomendado de 0 meses até 22 quilos. Ele deita totalmente e ainda vem com um “cobertor europeu”, que é tipo um saquinho de dormir, todo acolchoado para o bebê dormir nos primeiros meses.

A “desvantagem” é que o carrinho não vira para o nosso lado. Mas sinceramente, pelo preço e praticidade esse não foi um problema para mim. Ainda mais que nos três primeiros meses o uso do carrinho é mínimo, apenas para pediatra, vacina e casa dos pais – já que não é recomendado que o bebê frequente lugares fechados antes disso. E quanto mais os meses passarem, quero que a Julia veja o mundo quando sair de casa e não que fique apenas olhando para mim. Risos!

De qualquer maneira, caso eu sinta a necessidade de um carrinho maior nos primeiros meses – coisa que espero não precisar – algumas amigas já ofereceram esse empréstimo. Mas tenho quase certeza que o carrinho de bebê que comprei para a Julia vai atender a gente em tudo que vamos precisar. De qualquer maneira, é claro que vou voltar para contar isso para vocês daqui a alguns meses.




25 de Setembro de 2017

Cesariana ou Parto Normal? – O parto que eu quero para mim

Cesariana ou Parto Normal? Há uns três, quatro anos… Antes mesmo de pensar em engravidar, comecei a pensar no parto. Talvez, esse também tenha sido um dos motivos de eu ter esperado tanto. Confesso que sempre morri de medo. Nunca tinha ido ao hospital, muito menos feito uma cirurgia e me apavorava só de pensar nesse tipo de coisa. Tinha pavor de anestesia, sangue e tantas outras coisas que envolvem a gravidez e – principalmente  o parto. Mas quando a vontade de ser mãe veio com força total… Não teve medo que tirasse isso da minha cabeça.

Comecei a pensar no assunto há dois anos. Sabia que não seria algo para aquele momento, mas não queria estar totalmente despreparada quando a tal vontade de viver a maternidade chegasse. Passei a acompanhar blogueiras que falavam sobre esse assunto. Acompanhei diversos tipos de relatos de partos e vídeos também. Ficava nervosa com cada um deles e me perguntava qual seria a minha escolha e se teria coragem de viver algum deles quando chegasse a minha vez.

O que eu não imaginava é que não podemos controlar todas as coisas do mundo. E nunca passou pela minha cabeça que eu viveria uma cirurgia no meio da gravidez, antes de realmente o parto acontecer. Acho que nada acontece por acaso e todo aquele drama acabou me transformando em uma pessoa mais forte e até menos medrosa.

Mas voltando ao assunto do parto…

Quando decidi que estava “pronta” para a maternidade, já tinha na minha cabeça muito bem definido o que eu queria para mim. E assim que engravidei, fui atrás de uma obstetra que tivesse o perfil que eu queria. Encontrei uma PERFEITA – para quem é de Niterói, fica a dica da Priscila Pyrrho <3!!

Já na primeira consulta ela tirou todas as dúvidas que eu tinha na minha cabeça naquele momento e me deixou muito segura. Saí do consultório satisfeitíssima com a escolha da profissional que me atenderia nesse momento mágico e também da minha opção de parto.

Normal ou cesária?

Desde sempre, sabia que queria o parto normal. Como disse antes, tinha medo de hospital e só de pensar em cirurgia… Meu pavor crescia. Quanto mais informações eu buscava, mais entendia o quanto o parto normal é uma escolha mais natural e saudável para a mãe e para o bebê. Tanto que nos Estados Unidos e Europa esse é o parto que mais acontece. A intervenção cirúrgica na maioria das vezes só é realizada se for realmente necessária.

A cada informação, texto, vídeo, relatos… Mais a minha certeza crescia. E assim, depois de muitas e muitas pesquisas, encontrei uma obstetra que realmente respeita a escolha da gestante que faz a opção do normal – a maioria das gravidinhas da Priscila querem esse parto.

Durante todo esse tempo – dá para acreditar que já estou com 32 semanas?! -, depois de responder “parto normal” para quem perguntava “vai querer normal ou cesariana?”, já acostumei com os comentários do tipo: “você é maluca!”, “com o avanço da medicina, podendo ter o filho em menos de meia hora… Não acredito que vai querer ficar sentindo dor”, ” você não sabe como isso é horrível”, “seu corpo nunca mais será o mesmo”, “normal é um retrocesso” e por aí vai…

Confesso que no início, eu respondia todos eles. Chegava a sentir raiva desse tipo de comentário. Mas o tempo passou e eu cansei de retrucar, pois percebi que até na decisão do parto essa nova moda de Fla x Flu de opiniões é o que domina. Então, passei a dizer “ah, é?! Hum…” e pronto.

Sinceramente, não sou aquelas gestantes que levantam a bandeira do parto normal. Essa é uma opção minha e de mais ninguém. Se minha amiga quiser normal também, que legal! E se quiser cesariana… Que bom para ela! Acho que cada mulher é livre para escolher aquilo que quer e não deve ser julgada por isso.

Eu quero o melhor para a minha filha. Não tenho pressa para entrar na maternidade e sair com a Julia meia hora depois nos braços – apesar de rezar todos os dias para conseguir uma dilatação daquelas bem rapidinhas!! Risos.  Também não fico pensando na dor que vou sentir. Quero viver essa experiência com a mesma totalidade que estou vivendo cada semana da minha gravidez. Quero sentir o amor, o medo, a dor, a alegria e tudo o que tiver que sentir no momento que a Julia vier ao mundo.

E que seja no momento dela. Não tenho a menor vontade de escolher o dia que ela vai nascer e nem quero marcar o meu parto como faço para marcar o salão de beleza. Quero que aconteça quando tiver que acontecer. Se nesse dia, a minha obstetra disser que o melhor é partir para uma cesariana, seja pelo motivo que for, não pensarei duas vezes. Escolhi a profissional perfeita para que eu nunca fique em dúvida da opinião dela. O que ela disser, eu sei que será o melhor para mim e para a Julia. E também sei que até a cesariana a Priscila faz de um jeito mais humanizado (o cordão umbilical não é cortado imediatamente, a Julinha vem logo para o meu colo e por aí vai…).

Como disse, essas são escolhas minhas. Acho que todo mundo deve sempre buscar informações – muitas, muitas e muitas – para decidir o que é melhor para si. Seja de parto normal ou de cesariana o melhor é o que vai fazer bem para você e para o seu bebê – tanto física quanto psicologicamente. Não se deixe influenciar pela opinião de outras pessoas e faça aquilo que o seu coração  (e o seu obstetra muito bem escolhido e alinhado com o que você quer) – mandar.



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