11 de Janeiro de 2017

Paixão pela Cozinha Portuguesa – Entrevista com o Chef Alexandre Henriques

Que privilégio poder entrevistar o grande amigo e chef que eu tanto admiro,  Alexandre Henriques, do famoso restaurante Gruta de Santo Antônio – em Niterói – e agora também do Filho da Mãe – na Barra da Tijuca. Quem ama cozinha portuguesa e ainda não conhece os restaurantes do Alexandre e da sua mãe, a fofíssima Dona Henriqueta, não sabe o que está perdendo. A Gruta é um dos meus restaurantes favoritos e também é o queridinho de diversas personalidades do Brasil.

O restaurante começou com o pai do Alexandre, o Sr. Agostinho, no final da década de 70. Quando ele faleceu, Dona Henriqueta assumiu a cozinha e segue nela até hoje. Sempre com muita simpatia e preparando verdadeiras delícias para os clientes. Seguindo os passos do pais, Alexandre Henriques foi se especializando cada vez mais na gastronomia portuguesa e hoje encanta a todos com suas criações.

É claro que eu não poderia deixar de entrevistar o Alexandre Henriques nessa coluna de quarta-feira, não é verdade? O Alexandre tem verdadeiro amor pelo que faz e dá prazer de ouvir ele falando sobre suas experiências gastronômicas e sobre suas criações nas cozinhas de seus restaurantes. Adoro essa família e aposto que você também vai adorar o chef Alexandre Henriques depois de conferir a entrevista.

– Quais são as suas primeiras lembranças na cozinha? 

Lembro muito de ver a minha mãe cozinhar, tanto em casa quanto no restaurante. Também admirava outras pessoas da família, como a minha tia. Era muito legal ver todas aquelas pessoas – no Brasil e em Portugal -, cozinhando com tanta dedicação para os seus familiares.

– Você tinha um prato favorito quando era criança?

Naquela época, o meu prato preferido era uma coisa inacreditável, que não saía da nossa cabeça: Um bolo de batata que a minha mãe fazia recheado com frango ou carne, ou um cozido à portuguesa. Sempre tinha isso quando a gente voltava da praia.

– Você lembra com quantos anos cozinhou pela primeira vez? 

Cozinhei pela primeira vez para um evento grande, em Portugal, na casa de um primo. Fiz um jantar para 35 pessoas. Cozinhei uma moqueca de camarão de moçambique. Entrei na cozinha confiante, disse para ele que já havia feito aquilo, quando na verdade eu nunca tinha feito. No final do jantar, as 35 pessoas aplaudiram de pé. (É muito talento, né gente? O chef Alexandre Henriques arrasa!!!!)

– Sua mãe te ensinou a cozinhar ou você foi aprendendo observando o que ela fazia?

Minha mãe não me ensinou a cozinhar. Aprendi sozinho, observando o dia a dia do trabalho na cozinha, durante esses trinta anos que eu estou aqui na Gruta de Santo Antônio. Comecei a acompanhar tudo desde os 14 anos.

– Quando você percebeu que queria ser chef de cozinha?

Decidi ser chef quando eu vi que o salão do restaurante funcionava muito bem comigo. Poderia ser um grande maître, pois eu tinha um domínio total com o meu cliente. Conseguia envolver as pessoas, ajudando a escolher a entrada, o prato principal e a sobremesa. Também escolhia o vinho para o cliente. Tinha muita facilidade em tudo isso. Foi assim que eu quis mudar a cara do restaurante, não queria mais que fosse uma pensão, queria transformar a Gruta em um restaurante de nível internacional. Foi assim que decidi ser chef, entrar na cozinha e mudar tudo radicalmente.

– O que te dá mais prazer e o que é mais difícil nessa carreira gastronômica?

O que me dá mais prazer é passar para o meu cliente e para os meus funcionários o respeito que eu tenho pelo que eu faço. E o que mais me decepciona são pessoas que chegam com arrogância, achando que já são donas do mundo.

– Você já cozinhou para alguém que sempre admirou?

Já cozinhei para várias pessoas importantes, mas o que me deixou muito feliz foi um evento que fiz no Rio, o Casa Cor e eu cozinhei para vários formadores de opinião e um desses era o Claude Troisgros. Depois disso ele acabou virando meu cliente na Gruta de Santo Antônio. O primeiro prato que fiz para ele foi o bacalhau do chefe (esse prato realmente é uma delícia!!).

– Depois de trabalhar durante muitos anos na Gruta, nesse ano você tem uma nova missão que é O Filho da Mãe, no Rio. Como está sendo esse novo desafio?

Está sendo uma grande realização. A equipe que montamos é excelente. Com um mês de vida o restaurante já tomou forma, estamos conseguindo agradar os clientes do Rio de Janeiro e eu tenho certeza que vai ser mais um sucesso.

– Quem são suas maiores inspirações na cozinha?

Minhas maiores inspirações são as cozinhas de grandes chefes. Já falei do Claude, admiro muito o Vitor Sobral, na cozinha portuguesa. O Vitor faz muitas coisas que me encantam. Adoro o chef José Avillez, a cozinha dele é moderna e ousada. E também existem vários outros, como o Rafa Costa e Silva, a Roberta Sudbrack que eu também gosto muito.

– Qual foi a experiência mais legal que a gastronomia te proporcionou?

Foram os amigos que eu ganhei e que sinto como se fossem pessoas da minha família. Isso é inexplicável. Se não fosse o mundo da gastronomia, eu não teria tantos amigos quanto os que tenho hoje.

– Tanto a Gruta quanto o Filho da mãe são restaurantes queridinhos de várias celebridades. Todo mundo que conhece as comidas feitas por você e pela Dona Henriqueta se apaixonam e querem sempre voltar. Qual você diria que é o segredo do sucesso de vocês?

O segredo do nosso sucesso é depositar o amor e carinho que temos no alimento e nas pessoas que vão experimentar a nossa gastronomia. O outro segredo é a qualidade dos nossos produtos, que é a nossa prioridade, sempre, sempre, sempre. Não mudamos a qualidade de um prato, nunca usamos um produto inferior, isso é sem chance na minha cozinha e na da minha mãe. E o maior tempero é ter vocês como cliente e fazer tudo fluir superbem. E esse tempero está dando muito certo.

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– Qual prato é o carro chefe da Gruta e o do Filho da mãe?

Nos dois restaurantes o carro chefe é o bacalhau. Na Gruta, é o lagareiro e no Filho da Mãe é o bacalhau do chefe.

– Você tem um filho que te admira pra caramba. Você acredita que ele também vai seguir pela área da gastronomia? Ele  também ama cozinhar?

Meu filho, Matheus, não ama cozinhar, mas ama comer. Ele é viciado em gastronomia, ama conhecer restaurante. Acredito que ele vai seguir nessa área, mas pelo lado empreendedor. Acho que vai querer ser um grande administrador de grandes projetos que vamos fazer juntos na gastronomia. Não tenho dúvidas disso.

– Qual foi o melhor conselho que você recebeu sobre essa carreira? E qual conselho você daria para todos os que amam gastronomia e que sonham em ser um chef de cozinha?

O grande conselho que recebi na minha carreira e que tento passar para todo mundo é ter humildade. É muito importante você conseguir parar, ouvir o que está errado e tentar consertar. Também acredito que a pessoa que é humilde não pode ser burra de aceitar o que todo mundo fala. Se você é convicto da sua certeza, viva ela. O trabalho e o sucesso farão você seguir pelo caminho certo.

– O Filho da Mãe é o seu mais novo projeto. Além dele, você possui outros projetos que pretende realizar? Pode falar quais são?

O próximo que vai acontecer é um livro, também estamos produzindo um programa para TV e outro grande desafio é ter uma cozinha fora do Rio de Janeiro. Quem sabe ter uma cozinha em Portugal?



Gostou da entrevista?

Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.

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30 de Novembro de 2016

Ela sonha, ela faz – Entrevista com Patrícia Brazil

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Linda, gente boa, determinada e inspiradora. Essas são apenas algumas das muitas qualidades da Patrícia Brazil. Conheci a Pati há quase dez anos, estudamos italiano juntas e já naquela época os olhinhos dela brilhavam ao falar sobre seus sonhos. Com menos de vinte anos, ela estava com um projeto de abrir uma empresa de bolsas e acessórios e não demorou muito para virar realidade. É claro que eu garanti a minha na primeira coleção da Pati – e além de ter até hoje, ela continua sendo a minha queridinha.

De lá para cá a Patrícia Brazil já fez muito, muito mais. Depois de ficar alguns anos com a marca de bolsas e acessórios, a Holic, ela percebeu uma oportunidade de mercado que daria ainda mais gás e motivação para ela e foi em frente, buscando mais uma vez novos sonhos e novas realizações criando o Grupo It Brazil. Ainda nem mesmo completou 30 anos e já fez muita coisa acontecer. Ela é uma daquelas pessoas que a gente sente vontade de ficar ouvindo falar durante um dia inteiro. Positiva, alto astral, motivadora e cheia de elogios e coragem para distribuir. Ela compartilha conhecimento e incentivos. Ela sonha, ela faz. Espero que vocês adorem tanto quanto eu o nosso bate papo e que se inspirem com a Patrícia Brazil.

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Como surgiu a inspiração para criar o Grupo It Brazil?

Comecei a trabalhar com influenciadores digitais em 2013, quando era responsável pelo marketing do Grupo Agilità. Trabalhava com o filho de uma das donas cuidando de tudo para que as três marcas do Grupo continuassem fluindo e crescendo. Ali tive a oportunidade de criar o primeiro projeto digital da marca e aquilo foi muito importante, pois naquele momento tive o primeiro contato profissional com as influenciadoras digitais, que na época eram chamadas de blogueiras de moda e pude perceber que aquele mercado era muito aquecido. Fiquei com a anteninha ligada e percebi que existia mais mercado.

Comecei a analisar um pouco mais e vi que de fato as marcas, além de não saberem muito sobre como contratar essas influenciadoras, também não sabiam o que fazer com elas. Foi a partir daí que eu tive a ideia de empreender e abrir uma nova empresa. Naquela época, eu tinha a minha primeira empresa – de bolsas e assessórios, a Holic, que vendi no início de 2015 – e criei o Grupo It Brazil em paralelo.

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Hoje, o nosso maior negócio dentro do Grupo It Brazil é conectar marcas com influenciadores digitais. Chamamos de Grupo porque são algumas empresas dentro da It Brazil. Temos a agência, que cria e desenvolve os projetos para conectar as marcas com as influenciadoras. Nessa área, as marcas nos procuram para criar do zero um projetos para elas. Foi assim com a Limppano, Samsung, Garnier, Niely, Monte Carlo e por aí vai.

Na parte do conteúdo digital próprio, que é uma outra empresa dentro do Grupo It Brazil, é o lugar que acontecem as webséries internacionais. Ali temos o YOLO, o Real e os lançamentos dos próximos anos.

 

Além disso, estamos inaugurando agora uma área de agenciamento e licenciamento. Vamos ter o nosso próprio time de influenciadores digitais. Também temos uma empresa de aplicativo dentro do Grupo. Hoje, esses são os nossos negócios.

Você é uma menina super novinha (27 anos) e empreende desde mais nova ainda. O que você acha que uma pessoa precisa fazer para ter essa garra empreendedora? 

Acho que você nasce assim. O meu maior exemplo é em casa. Tenho duas irmãs que tiveram a mesma criação que eu e elas não são empreendedoras. Cada uma tem sucesso profissional em sua própria área. Acredito que o empreendedorismo nasce com você. Você pode treinar, aperfeiçoar, aprender, mas é uma característica sua, que é a de visualizar negócios em diversas ocasiões do seu dia e saber diferenciar se aquilo é apenas uma ideia boa ou se é de fato uma oportunidade de negócio. Acho que tudo isso veio comigo desde pequena.

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Atualmente o país está vivendo uma crise. A maior parte das pessoas que trabalha com carteira assinada e que sempre acreditou que esse era o melhor caminho para uma vida “segura”, está sofrendo com a crise. Você acredita que a mentalidade brasileira pode mudar com esse cenário e as pessoas podem passar a olhar o lado empreendedor com menos medo e com mais vontade de arriscar?

Sem dúvida. Eu acredito muito nessa parte do empreender, de você começar um negócio pequeno, do zero e ir aperfeiçoando, estudando, procurando recurso, ajuda, informação, para que possa ir crescendo. Acho que esse momento do Brasil é especificamente importante para esse lado do empreendedorismo. As pessoas que perderam seus empregos fixos estão tendo que se virar. Imagino que a quantidade de MEI – micro empreendedor individual – que foi aberto esse ano deve ter sido muito grande. Afinal, com o MEI você pode emitir nota fiscal na hora de realizar algum serviço. Acredito que essa época do Brasil na crise, pode ajudar esse lado empreendedor das pessoas. Até porque o brasileiro sempre dá um jeitinho para tudo.  A pessoa precisa pagar as contas no final do mês, a escola para o filho e por isso precisa fazer do limão uma limonada. Quem sabe esse não seja o motivo para começar a empreender, mesmo que seja um negócio pequeno?

Desde o início você teve apoio da família e de amigos? Ou você também ouviu aquelas frases que muitos empreendedores dizem ter ouvido quando contaram para alguém sobre seus sonhos “isso nunca vai dar certo”, “quem consegue é porque teve muita sorte”?

Muitos dos meus amigos até hoje não sabem qual é o meu negócio. Quando eu era mais nova e comecei a empreender, minhas amigas achavam que era loucura. Naquela época não se falava muito em empreendedorismo, em fazer uma carreira solo, criar uma empresa do zero e correr atrás. Mas na minha família, a minha mãe sempre me apoiou, apesar de não entender muito sobre como é abrir um negócio e literalmente não ter carteira assinada. Minha mãe se aposentou recentemente, depois de trabalhar mais de 35 anos na mesma empresa. Então, era muito diferente para ela o que eu queria fazer, mas ela sempre respeitou.

Já ouvi e ouço até hoje essas frases. As pessoas acham que o que eu alcancei até hoje já é o sucesso para mim e não é. Acho que já acertamos nos projetos, a It Brazil tem crescido bastante, mas ainda não cheguei nem na metade do caminho. Temos muito o que crescer ainda. Mas no início ouvi muitas pessoas dizendo “Você está fazendo tudo isso porque não quer um trabalho sério”,  “Está querendo fazer isso porque é o caminho mais fácil”, sendo que as pessoas nunca sabem que desde os meus 19 anos eu trabalho mais de dez horas por dia. Feriado é uma coisa que não existe para mim e final de semana, nem sempre. Empreendedor trabalha muito mais do que carteira assinada.

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Qual é a melhor e a pior coisa de ser empreendedora? 

A melhor é você poder ter a liberdade de criar algo que você acredita piamente e ir até o final com isso. E a pior coisa? É difícil dizer, pois eu sempre olho o lado cheio do copo. Mas acho que a pior coisa é aprender a crescer. Tenho essa dificuldade, de delegar funções na hora de contratar alguém. Um negócio que antes você fazia tudo, para que ele continue crescendo, você precisa delegar, dividir funções e para mim, isso é o mais difícil.

Você criou um movimento muito bacana na internet, o #elasonhaelafaz. Além do seu canal “Patrícia Brazil” – que é imperdível – poderia indicar três canais no Youtube, três livros, três pessoas e três filmes ou documentários que todos que querem empreender precisam conhecer?

Primeiro eu gostaria de dizer que fico muito feliz de ver as pessoas compartilhando o #Elasonhaelafaz quando falam sobre seus trabalhos ou quando resolvem tirar seus sonhos da gaveta. O meu canal no Youtube foi uma surpresa, pois eu nunca pensei em ficar na frente da câmera, sempre trabalhei atrás dela. Mas eu gostei muito de gravar e compartilhar, ter interação com o público, dividir conhecimento e aprender coisa nova.

Vamos lá!

Três canais do Youtube:

Gosto muito do Me Poupe, que fala sobre gestão financeira.

Outro canal que eu adoro compartilhar é o Casey Neistat, que é um Youtuber norte-americano que tem uma visão muito incrível. Ele faz uns vlogs legais, tem perspectiva de fotografia muito boa. Imagem e edição muito bons também. Gosto muito de assistir esse canal.

E o terceiro canal seria o do grupo It Brazil, para assistir as nossas Webséries.

Três pessoas que me inspiram muito e que eu já até falei em um vídeo no meu canal:

Flávio Augusto fundador da Wise Up. Sou apaixonada pela história de vida dele, ele me inspira muito há muitos anos.

A Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal, que começou do zero e transformou uma empresa que começou no eBay em um império.

Gosto muito da Ivanka Trump, filha do Donald Trump. Apesar de não compartilhar a mesma afinidade com o pai, sou muito fã dela como business woman, como ela trabalha na imagem dela e de todas as marcas e produtos que giram em torno dela.

Não assisto muitos filmes, mas documentários eu acho que todo mundo deveria assistir o TED. Era uma conferência que existia anualmente na Califórnia e que depois passou a ser uma conferência em que em até 18 minutos as pessoas mais relevantes de algumas áreas compartilham o conhecimento delas e hoje já acontece em diversos países. Tive a oportunidade de ir em alguns do Brasil, amei e sempre assisto vários. É uma ótima dica se perder no site deles.

Qual foi a experiência mais legal que o seu trabalho te proporcionou até hoje?

Por incrível que pareça foi um convite que recebi para dar uma palestra em maio de 2016, em Fort Lauderdale, na Flórida. Tive o privilégio de palestrar para mais de cem pessoas nesse evento e contar um pouco sobre o trabalho do Grupo It Brazil e como a gente faz a diferença no mercado brasileiro. Foi o que mais me marcou nesse ano.

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Que conselho você dá para todas as pessoas que possuem um sonho, mas que ainda não tiveram coragem de tirar esse sonho da gaveta?

Acho que as pessoas precisam parar de buscar o momento certo para lançar um produto ou serviço. Elas devem lançar e ir aperfeiçoando aos poucos. Não percam tempo esperando um momento ideal, façam agora. Vá arrumando a casa no passar dos dias. Se você já tem um plano de negócios feito, pesquisas de mercado, tira o sonho do papel e vê no que dá. O máximo que você vai ter é um não e isso você já tem.

 Como você cria a sua coragem  para sonhar e fazer?

Acho que sou assim desde criança. O não é uma palavrinha muito pequena para ter medo dele. Eu sempre corro atrás do sim. Foi assim que consegui conquistar tudo que eu sou e tenho hoje. Ser positiva, pensar positivo, se rodear de pessoas que te inspiram e buscar sempre fazer mais coisas que te deixam para cima do que para baixo.

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Em algum momento você pensou que alguma coisa não daria certo ou você mira na lua e faz de tudo para alcançar o que quer?

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Já existiram momentos, sim, que achei que as coisas não dariam certo. E também existem aqueles momentos que eu miro na lua e vou com tudo. Todo dia é assim. Você fica com medo de alguma coisa, tem receios, mas o que eu acho que vale é não deixar a peteca cair. O melhor exemplo que posso dar para essa pergunta é que durante quatro meses eu e a minha equipe entramos em contato com o escritório que cuida da carreira do Neymar no Brasil, para ver se ele poderia participar da nossa websérie #YoloBarcelona. Não tivemos resposta, o feedback era sempre negativo, mas continuamos insistindo até que no final das contas o Neymar apareceu na mansão do #YoloBarcelona. Ele quis ir até lá conhecer toda a nossa equipe, saber mais sobre o mundo do Youtube e foi um dia muito especial. Quando ele entrou na casa, passou um filme na minha cabeça daqueles quatro meses no escritório, ligando quase todos os dias para o escritório dele, pedindo um minutinho de atenção e no final ele estava lá porque ele queria.  

Acho que isso tem muito a ver com a essência que eu tento passar todos os dias no Grupo It Brazil, que o o não a gente já tem e que sempre precisamos correr atrás do sim. Nesse momento, quando a gente recebeu o não, eu pensei – “então, não vai dar certo” -, mas no fundo eu sempre mantive a esperança de conseguir. Eu sabia que ele estava em Barcelona e eu queria muito que ele participasse. Então, mirei na lua e fui mesmo. Tudo deu certo no final.

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Gostou da entrevista e quer conhecer mais ainda sobre a Patrícia Brazil? Não deixe de assinar o canal dela no Youtube. Sempre com ótimas entrevistas e muita troca de conhecimento.

Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.

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