25 de Julho de 2017

E no dia do escritor… Conheçam o meu Fantástico Mundo!!

No dia do escritor, resolvi contar um pouco sobre como começou a minha história nessa caminhada. Meu mundo sempre foi colorido. O motivo? Os livros. Antes mesmo de aprender a ler minha mãe plantou em mim a sementinha desse mundo tão mágico, tão cheio de surpresas e encantamento. E eu nunca mais me afastei dele.

Lembro-me de sonhar com o patinho feio que encontrava sua verdadeira família e não ficava mais triste por ser diferente, acreditava que os ratinhos podiam ajudar velhos alfaiates e sapateiros, sonhava com príncipes e reinos distantes.

Quando aprendi a entender as letrinhas daquelas páginas mágicas, meu mundo ficou ainda maior. Não precisava aguardar a hora de dormir para ouvir mais uma história. Diversos cenários, personagens e sonhos estavam bem ao meu alcance. Foi assim que descobri as “Reinações de Narizinho” e vivi altas aventuras no Sítio do Pica Pau Amarelo. Adorava os conselhos do Visconde de Sabugosa, ficava com água na boca com as comidinhas da Tia Nastácia e Dona Benta e imaginava que se as minhas bonecas pudessem falar, seriam tão atrevidas e audaciosas quanto a Emília.

Já no início da adolescência, lembro que com muito custo consegui convencer meus pais a me deixarem ler Christiane F. O “proibido para menores de 18 anos” que ficava estampado na capa foi o chamariz. Como conhecimento é bem melhor que a ignorância sobre algo, consegui o que queria. O que foi muito bom, pois apesar de ser muito forte, me mostrou uma realidade totalmente inexistente para mim. Senti tanto medo de todo aquele cenário, que não conseguia nem chegar perto de um cigarro.

E assim eu fui crescendo, sempre dividida entre os dois mundos – o real e o literário. Levava as imagens da minha vida para dentro dos livros e pintava o meu mundinho com os sonhos alimentados pelas minhas protagonistas favoritas. Imaginava os mocinhos de papel com a cara das paixões platônicas dos meus 13, 14, 15 anos. A cada novo autor, era como se uma nova viagem estivesse começando. Mesmo sem carimbo no meu passaporte real, era como se enriquecesse culturalmente no final de cada destino da literatura.

Ah, como amei viajar durante tantos livros pela Cornualha com a Rosamunde Pilcher, por diversas regiões dos Estados Unidos, por cidades que eu nem sabia que existiam! Também adorei quase sentir o gosto de comidas que nunca experimentei e como foi bom me apaixonar tantas e tantas vezes, chegando a sentir saudades de todos aqueles amores logo que fechava a última página.

E é claro que com tantas e tantas leituras, a minha imaginação é gigante. Ouço conversas na rua e imagino como terminam, observo pessoas e penso que seriam personagens perfeitos para essa ou aquela história, alguém me confidencia sobre um amor sobre um amor e eu já crio o felizes para sempre.

Como poderia me transformar em outra coisa além de jornalista e escritora? Os textos, a fantasia, a criatividade sempre fizeram parte da minha construção. Escrever é a minha paixão e ver meus livros ao lado de tantos outros em diversas livrarias do país, é a realização de um sonho.

Como poderia me transformar em outra coisa além de jornalista e escritora? Os textos, a fantasia, a criatividade sempre fizeram parte da minha construção. Escrever é a minha paixão e ver meus livros ao lado de tantos outros em diversas livrarias do país, é a realização de um sonho.

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03 de Maio de 2017

Ser escritor é…

Ser escritor é se perder entre dois mundos – da ficção e da realidade. É não se preocupar com quantos leitores terá, mas sentir uma necessidade gigantesca de transformar em palavras tudo aquilo que está na sua cabeça. É não conseguir deixar de escrever, mesmo que não consiga publicar em nenhuma grande editora.

Ser escritor é sentir que escrever é tão importante quanto respirar. É acordar no meio da madrugada e mesmo cheio de sono, sair buscando pela casa alguma coisa para anotar aquela ideia que surgiu no meio dos seus sonhos. É transformar em ficção pequenas ou grandes coisas do mundo real.

Ser escritor é dar vida a lugares que existiam apenas na sua imaginação. É ter vontade de escrever no momento menos apropriado e sofrer por não ter levado um caderno e uma caneta. É dar um pouco de si para cada um dos personagens.

Ser escritor é criar histórias que você realmente gostaria que tivessem acontecido. É criar pessoas que você amaria conhecer. É colocar para fora sonhos, medos e desejos e aprender a lidar com todos eles. É não ver o tempo passar enquanto cria uma nova história. É sentir uma saudade profunda quando um novo livro chega ao fim.

Ser escritor não é uma luta, é vida. É saber que independente de público, dinheiro, editora… Você não consegue deixar de escrever.

Ser escritor não é status, é uma coisa de alma e coração. É não saber viver sem isso. É não conseguir se imaginar sem ter um caderno, um papel ou um computador para colocar o que precisa para fora.

Ser escritor não é questão de escolha. Você já nasce assim e deixar de escrever nunca será uma opção.

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