04 de Novembro de 2017

Expectativa x Realidade da maternidade

Hoje eu fiquei um bom tempo pensando sobre a expectativa x realidade da maternidade. Como assim? Confesso que desde antes de engravidar eu tenho algumas expectativas sobre como quero criar minha filha, sobre todas as coisas que quero ensinar para ela e sobre a pessoa que quero ser depois que ela chegar ao mundo. Mas hoje eu fiquei pensando – Será que na realidade conseguirei ser tudo o que eu quero?

Além de sempre ter lido muito sobre esse tema, também tinha o hábito de observar como as minhas amigas educavam seus filhos. É sempre bom a gente usar exemplos de pessoas reais sobre as coisas que nós queremos fazer igual e também sobre o que queremos fazer diferente. Ia fazendo anotações mentais de tudo que copiaria e do que descartaria.

Quando engravidei, comecei a colocar aquela listinha de “regras” para fora. Dividi com Vinicius, com alguns amigos e com meus pais tudo aquilo o que eu queria. É claro que ouvi palpites – como sempre – e críticas. Mas na minha cabeça, quem manda sou eu – e o Vi, claro! – , todo o resto são apenas palpites e opiniões, que eu ouço se quiser.

Na minha lista de expectativas estão:

  • Só comer chocolate depois de dois anos
  • Não oferecer nenhum tipo de besteira para a Julia comer durante alguns bons anos
  • Só deixar assistir televisão também depois de 2 anos e nada dos hipnotizantes estilo Galinha Pintadinha
  • Ler muito para a Julia (essa eu acho que será a mais fácil de todas)
  • Não educar pelo caminho mais fácil, mas pelo que eu realmente acho que é certo
  • Não deixar a Julia me vencer pelo cansaço
  • Não passar os meus medos e receios para ela
  • Ser o mais presente possível

E por aí vai…

Mas hoje eu fiquei pensando sobre tudo isso.  Eu realmente posso tentar seguir o meu plano, mas quero estar preparada para não me frustrar caso algo não saia como o planejado. Sei que a Julia terá tias, tios, avós, avôs, primas, primos e que eu não vou ficar como um leão atrás dela o tempo inteiro. Nem todo mundo vai pensar da mesma maneira que eu e vou ter que respirar fundo antes de sair jogando pedras se algum docinho escapar quando eu não estiver de olho – apesar de isso ainda me dar calafrios só de pensar.

Também acho que posso cuspir para cima e me acertar assim que ela nascer. Não sei se tudo vai funcionar com a Julia, não sei se o meu nível de cansaço um dia pode estar tão, tão alto, que uma galinha pintadinha seja a salvação. Simplesmente não sei. Expectativa x realidade são coisas bem diferentes e não quero ser tão dura comigo ao ponto de ser a minha principal julgadora quando a Julia estiver por aqui. Acho que não existe maternidade perfeita. O que vou tentar é fazer o melhor que eu conseguir.