03 de Fevereiro de 2017

34 anos de muita história para contar – Hoje é meu aniversário!!

Já completei 34 anos. Já brinquei que era a Xuxa, que meu armário era a nave e minhas amigas o público. Já peguei os perfumes da minha mãe e junto com meus amigos fui vender pela grade do prédio, gritando para as pessoas que passavam pela rua (risos). Já brinquei de ser Changeman e de ter um esconderijo secreto. Já ralei o joelho e tive medo de lavar e arder. Já descobri que coelhinho da páscoa não existia, porque minha mãe não viu que eu já tinha achado e comido a orelha do coelho de chocolate que ela tinha comprado e foi aquele mesmo que ela colocou embaixo da cama. Já tive um pintinho por alguns minutos, daqueles que davam no final das feiras de filhotes. Já tive um peixe beta. Já tive um cachorro lindo, o Trovão e agora tenho a Valentina. Já escrevi uma história que a Bia Bedran contou em seus shows.

Já subi no alto da cachoeira Véu da Noiva, em Itatiaia e mesmo morrendo de medo, me molhei na primeira queda dela. Já desci o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo e morri de medo daquela trilha. Já fui no playcenter, parque do Gugu e Parque da Mônica em São Paulo e no Beto Carreiro, em Santa Catarina. Já comi moqueca na Bahia, Fondue nas Serras Gaúchas, vinho na Argentina e cerveja na Região dos Lagos. Já falei com Papai Noel em Gramado, fiz noitada em Belo Horizonte e fiquei apaixonada pelo sotaque de todo mundo em Porto Alegre. Já desci as dunas de Natal (maravilhosas!), peguei onda na praia da Costa em Vila Velha e me afoguei em Búzios. Já desci no escorrega das escadas no hotel Fazenda São Moritz. Já vi o pôr do sol no Uruguai, já sonhei com o dia que vou morar em Florianópolis, já desci escorregando a cachoeira de Parati. Já fiz viagens românticas com o Vi para Campos do Jordão, Penedo e Mauá. Também já fiz uma road trip pelo Sul do Brasil e me apaixonei por cada um dos lugares que paramos. E mesmo tendo pavor, já andei muito, muito de avião.
Já conheci Fidel Castro e paguei um enorme micão (um dia crio coragem para contar sobre isso por aqui). Já conversei com muitos dos meus ídolos. Já conheci a Xuxa, Zico e já bati o maior papo com a Dercy Gonçalves. Já fiz um gol no Engenhão! E já pisei no Gramado do Maracanã, do Mineirão, do La Bombonera, do Monumental de Nuñez, do Nacional do Uruguai e do Centenário. Já almocei no Gero, jantei no Lasai e no Mr Lam. Já comi podrão quando saí da noitada. Já chorei porque fiquei com pena de um mendigo. Já tive amor platônico e também amor de verão. Já escrevi cartinhas anônimas. Já briguei com uma amiga. Já briguei com um amigo. Já me apaixonei por um amigo. Já repeti de ano e também falsifiquei boletim na hora de entregar para minha mãe.
Já joguei taco, banco imobiliário, jogo da vida, cara-a-cara, perfil, morcegos equilibristas, sobe e desce, uno, pique-esconde, pique-cola, pique-alto, pique-fruta e tantos outros jogos. Já brinquei de polícia e ladrão e até salada de fruta. Já vi estrela cadente. Já plantei feijão em pote de danoninho. Já fiquei horas olhando a lua e o pôr-do-sol. Já fiquei muitas vezes conversando com amigas até o dia nascer. Já tomei porre e jurei que nunca mais ia beber de novo. Mas já saí no dia seguinte pedindo uma gelada. Já bebi cerveja alemã, belga, japonesa, argentina, americana… E já bebi a Delirium Tremens, mas não vi o tal elefante cor de rosa. Já fiz cursos de vinho.
Já conheci o Projac e muitos bastidores e camarins de teatros. Já trabalhei no Flamengo. Já dei palestra em Faculdades e escolas. Já montei um site de futebol escrito só por mulheres. Já escrevi três livros. Já participei de algumas Bienais como escritora. Já trabalhei com muitas produções culturais. Já fiz assessoria de imprensa do Cidade Negra. Já produzi um espetáculo sozinha. Já levei uma peça do Domingos de Oliveira para Friburgo. Já trabalhei com as Olimpíadas e vi como elas acontecem desde o início das construções das arenas. Já acabei o inglês. Já acabei o espanhol. Já acabei o Italiano. Mas não sei falar nenhuma dessas línguas muito bem.
Já cantei em videokê e Karaokê também. Já comprei todos os CDs do João Suplicy e ganhei dedicatória em todos. Já conheci o Supla!!!!! <3 Já ganhei uma camisa do Flamengo autografada por todos os jogadores. Já tive alguns amigos jogadores de futebol. Já subi no trio elétrico, no primeiro dia do ano e pedi Vinicius em casamento (risos). Já fiz amigos bebendo cerveja, água, refrigerante, ou vinho. Já fiz amigos de amigos virarem meus amigos. Já fiz amigos virtuais, virarem amigos reais.
Já encontrei o amor da minha vida, a minha alma gêmea. Já tive um casamento de conto de fada. Já tenho a minha casa, meu marido e o meu cachorro. <3 Já sou dinda. Já paguei os maiores micos do mundo. Já tremi pra caramba para dar autógrafo. Já senti muita saudade de amigos que foram morar longe. Já hospedei argentinos que não conhecia na minha casa durante a Copa do Mundo e todos viraram amigos que quero levar para o resto da vida. Já fiz amigos dos mais diferentes países e sempre amei conhecer e aprender com culturas diferentes da nossa. Já tive leitores que viraram amigos e amigos que viraram leitores.
Já ganhei um arquivo confidencial.
Hoje, no meu aniversário de 34 anos, tenho a certeza de que já fiz muitas e muitas coisas que nunca vou esquecer. Mas tenho a certeza também de que muitas outras experiências ainda estão por vir e que ainda tenho muitas pessoas para conhecer. Mas quero agradecer a todos os amigos que estiveram presentes comigo desde que me entendo por gente, aos amigos da faculdade por todo o carinho, aos amigos que estão distante por nunca perderem o contato, aos amigos estrangeiros por sempre mandarem um oi de qualquer lugar do mundo, a minha família por sempre acreditar e apostar em mim e nos meus projetos e ao meu amor, por me fazer a pessoa mais feliz do mundo.
Feliz aniversário para mim!




Veja mais posts sobreaniversário eu já Fernanda Belém
04 de Outubro de 2016

Tudo sobre o meu conto Por Acaso em O Livro Delas

O Livro delas

Muita gente me pergunta sobre inspiração. Como ela surge na hora de escrever um livro, um conto ou uma crônica? Hoje eu resolvi contar para vocês sobre o meu conto Por Acaso, que faz parte dos nove contos de O Livro Delas, lançado pela Rocco, na Bienal de São Paulo.

Outro dia eu contei por aqui sobre o meu amor por Florianópolis e nessa crônica eu falei sobre um amigo do passado que morava na ilha. A ideia para escrever o Por Acaso surgiu mais ou menos por esses dois motivos. Quando eu e Vi fomos conhecer Floripa, ficamos cinco dias hospedados na Lagoa da Conceição e dois dias em Jurerê Internacional. Assim que chegamos nesse nosso segundo destino, a lembrança daquele amigo do passado surgiu. Já fazia 15 anos que não o via e nem mesmo tinha notícias sobre ele, mas ao caminhar na praia, lembrei das descrições que ele fazia sobre aquele lugar nas cartas que escrevia quando a gente ainda se falava.

Com aquelas lembranças, pensei em como seria legal se eu soubesse ainda o endereço dele e como seria se passássemos pela frente da casa e o encontrássemos lá. Imaginei o que teríamos para conversar depois de tanto tempo e o que Vinicius acharia dele, sobre o que conversariam?

E com aqueles pensamentos, uma história surgiu: Uma mulher de uns trinta anos (a minha idade), arquiteta (profissão de Vinicius) indo até Jurerê Internacional (lugar que eu estava quando pensei na história e inspirada naquele pensamento sobre o meu amigo) por causa de um trabalho e resolve passar na frente da casa daquele amigo do passado (ela saberia o endereço dele) apenas para ver como era a casa que ele morava e lembrar de quando eram amigos de infância.

Estava caminhando quando aquelas ideias surgiram. Naquele instante, me deparei com uma casa azul que ficava perto do shopping. Assim como a maioria das casas de Jurerê, não tinha muro e tudo o que tinha nela era perfeito para a história que estava começando a surgir na minha cabeça. Pronto! Estava escolhido o cenário.

Como eu AMO livros escritos através de cartas e e-mails, imaginei como seria se a minha personagem resolvesse enviar uma carta para aquele amigo do passado depois de ter ido até o lugar que ele morava, sem ter coragem de tocar a campainha. Como eles não se falavam há muito tempo, provavelmente aquele já não seria mais o endereço dele. E aí, o restante da ideia do conto fluiu – não posso contar tudo, senão vou acabar dando spoiler sobre o conto.

Mas quando a Renata Frade me chamou para fazer parte do projeto Lit Girls Br, foi alegria total!! Aquele conto, que escrevi com tanto carinho e que começou com uma inspiração que veio de lembranças tão legais, teria uma casa linda como a Rocco e um livro maravilhoso como é O Livro Delas. O nome do conto não poderia ser outro. Por Acaso é totalmente perfeito para ele. Afinal, foi Por Acaso que a história surgiu, o desenrolar do conto também tem tudo a ver com o título. Esse é um trabalho muito especial para mim que eu espero que todos vocês tenham a oportunidade de conhecer e que amem tudo o que vão encontrar por ali.

Se você ainda não tem o seu, pode encontrar nas livrarias de todo o Brasil e também comprar pela internet:

Saraiva

Amazon

Fnac

Travessa

Editora Rocco


Veja mais posts sobre conto contos Fernanda Belém livro livros meu livro O Livro Delas Por Acaso