13 de Abril de 2017

Ah, como eu queria morar em Stars Hollow

Vira e mexe eu sinto uma saudade enorme de Stars Hollow e lá vou eu assistir pela milésima vez Gilmore Girls. Fiquei pensando o que é que me faz amar tanto essa série – já dei mil motivos aqui para isso – e descobri que além de tudo – história, personagens, enredo… – o que muito me encanta é a cidade. Desde que assisti Gilmore Girls pela primeira vez eu me apaixonei. E quanto mais assisto, mais amor eu sinto pelas pessoas e pelo lugar.

Já tem algum tempo, acho que uns três anos mais ou menos, que sinto uma vontade enorme de sair do lugar que eu moro. Sabe quando você se sente um pouco de saco cheio de tudo? A violência não para de crescer, as coisas ficaram bem mais chatas do que quando era mais nova, as pessoas ficaram estranhas, os restaurantes e bares são muito mais uma “figuração” do que aquele verdadeiro prazer de sentar para conversar com os amigos. Sei lá…

Fico pensando se é a idade que vai fazendo a cabeça mudar… Mas acho que não é só isso. Eu realmente queria morar em um lugar como Stars Hollow.

Em 2014 eu viajei com Vinicius para o Sul e me apaixonei por Florianópolis, mais ainda por Jurerê Internacional. Fomos em um período totalmente fora de época e a cidade estava vazia, ocupada apenas por quem realmente morava lá. Ficamos em uma casa no quarteirão da praia e a paz que senti naquele lugar, é quase inexplicável.

À noite não tinha quase nenhuma opção de coisas para fazer – acho que tinha uma pizzaria, um ou outro restaurante aberto e um barzinho com música ao vivo. Acabamos indo nesse barzinho e foi ali que eu falei para Vinicius o quanto amaria morar em um lugar como aquele. Todos que entravam naquele lugar pareciam se conhecer. A música era ótima, o atendimento e a comida também.

Logo que a gente acordava tinha a melhor padaria que eu já fui na minha vida bem do ladinho da casa que estávamos e lá eu tomava um chocolate bem quentinho e um croissant divino… Como não amar?

O que mais me encantou foi aquela sensação de que as pessoas se conheciam, de ter tudo que é bem gostoso por perto e de ter uma paz e tranquilidade que já não temos por aqui. Tudo isso me fez lembrar de Stars Hollow e me fez sonhar com um lugar assim.

Sem falar nos festivais que acontecem na cidade da série. É um mais legal que o outro e eu fico só sonhando com uma cidade assim. Não seria incrível?

Pena que a autora da série já disse que Stars Hollow não existe. Ela até se inspirou em uma cidadezinha nos Estados Unidos para criar aquele lugar tão especial, mas se existisse… Eu não pensaria duas vezes e já estaria de malas prontas para morar por lá. Vinicius diz que não sabe se aguentaria viver em um lugar tão calmo… Mas eu acho que depois de viver essa experiência, ele acabaria se adaptando. Acho que em lugares assim o tempo passa mais devagar, as pessoas se preocupam mais com as outras e acredito que todo mundo vive melhor. Mais alguém tem vontade de morar em um lugar como aquele?

08 de Fevereiro de 2017

Um presente me esperando na portaria

Estava na esteira da academia do meu prédio quando Vinicius mandou uma mensagem no meu celular “Quando acabar aí, passa na portaria, pois chegou um presente para você”. Presente? Oba!! Adoro quando chegam surpresas que não estou esperando. Fico igual criança.

Ainda bem que já estava nos minutos finais da minha caminhada, pois a minha ansiedade é sempre enorme e estava curiosa para descobrir o que era. Acho que caminhei mais rápido da academia até a portaria do que os quarenta minutos que fiz de esteira. Risos!

Cheguei lá e encontrei uma caixinha. Olhei o remetente – Luiza Morfim. Ela foi um presente que 2016 trouxe para mim. No lançamento de O Livro Delas, na Bienal de São Paulo, tive a sorte de conhecer novas leitoras – como a Lu e a Dri -, que viraram mais que leitoras dos meus livros, se transformaram em amigas que quero levar para toda a vida.

Depois da Bienal, a Luiza veio me contar o que tinha achado do meu conto. Foi a primeira opinião que recebi e todos os elogios que ela fez encheram o meu coração de alegria. Era o meu primeiro romance epistolar, não sabia o que as pessoas achariam dele, mas ela me deixou mais segura e feliz.

Passamos a conversar mais pela internet e a Luiza foi conhecendo meus outros trabalhos – Ah, o verão!, Louca Por Você e o meu blog -, foi me contando as coincidências incríveis entre a gente. Ela faz aniversário logo depois de mim e o namorado dela logo depois do meu marido. Dá para acreditar? Ela se identifica muito com as minhas histórias e isso é tão legal!

Abri a caixinha do presente lembrando de tudo isso e encontrei lá dentro uma canga linda da cidade que eu mais amei conhecer até hoje e que um dia quero voltar para morar – Florianópolis. Junto com aquele presente lindo, uma carta super fofa! Como não ficar emocionada com todo esse carinho?

Não tenho palavras para agradecer! É tão especial e tão incrível esse tipo de coisa. Pensei em Rubem Alves, quando ele diz:

“Se alguém, lendo o que escrevo, sente um movimento na alma, é porque somos iguais. A poesia revela a comunhão” .

 

Fico muito feliz por todos esses encontros, por tanto carinho que me deixa sem palavras, por saber que o que eu mais amo fazer na minha vida me faz conhecer pessoas tão especiais. Lu, obrigada por esse presente lindo.



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