09 de Novembro de 2017

A gravidez realmente provoca muitas mudanças

Quando ouvia uma grávida ou uma mãe falando sobre como a gravidez transforma uma pessoa em outra completamente diferente e melhor, eu chegava a revirar os olhos. Achava que era conversa para boi dormir ou um clichê muito do sem graça. Afinal, por que uma gravidez teria o poder de provocar tantas mudanças em alguém em tão pouco tempo?

****Cute Happy Babies Background

Mas o que eu descobri é que a gravidez realmente provoca muitas mudanças…

Você muda o corpo, o peso, o seio, o quadril

Muda o equilíbrio, a maneira de andar e a disposição

A casa muda, o carro também e as posições preferidas para dormir já não são mais possíveis

Os móveis mudam de lugar, um quarto muda as cores e as formas

O cabelo fica diferente, a pele também e os hormônios… Ah, esses então parecem mudar a cada segundo

Você muda os pensamentos, as vontades, as prioridades, os sonhos e desejos

Muda os hábitos, a alimentação, os programas e a rotina

Seus medos antigos passam a ser pequenos perto da leoa que você se transforma para ser a melhor pessoa para sua filha

Você deixa de buscar proteção e começa a se preocupar como proteger da melhor maneira

E as conversas? Ah… Como elas mudam! Você já não vê mais muita graça nos papos que amava ter antigamente e passa a buscar outras grávidas e mamães para dividir todo o seu novo mundo

Poderia ficar horas e horas falando sobre as pequenas e grandes mudanças que a gravidez provoca nas pessoas, pois elas acontecem todos os dias, a todo momento. É uma responsabilidade e um amor que não existe realmente outro igual. Aprendemos coisas novas todos os dias.  Mudamos valores, ideias e conceitos. E a cada novo mês, buscamos ser alguém melhor para inspirar quem vem por aí. A gravidez realmente provoca mudanças. Ela é transformadora e isso não é conversa para boi dormir.

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07 de Novembro de 2017

Estar grávida é se despir – literalmente – de todas as vergonhas

Nunca imaginei que me transformaria tanto e em tão pouco tempo com a gravidez. Estar grávida é se despir mesmo de todas as vergonhas que você já teve um dia. Não tem espaço para isso. Você realmente aprende a se doar de corpo inteiro e a se importar muito mais com outra pessoa do que com as suas preocupações e tolices.

Eu sempre fui cheia de vergonha. Fazer transvaginal com um homem? Nem pensar. Caçava um laboratório que tivesse uma mulher no comando. Mas bastou ficar grávida e ouvir “o médico tal é o melhor da área” para não me importar com nada e só querer o melhor para fazer o primeiro exame importante da Julia, que também trazia no pacote uma transvaginal chata como ela só.

Mas é claro que não para por aí…

Enquanto sempre li relatos na internet de grávidas que reclamavam do peso da barriga, de enjoos, azia ou coisas do tipo… Nunca li nada sobre como precisamos “relaxar” e deixar de lado nossos pudores para nos prepararmos da melhor maneira possível para a chegada do nosso “pacotinho”. Pois é… Vida de grávida não é fácil.

Só mesmo na gravidez eu fiquei sabendo que no final da gestação precisava de sol no bico do seio. Como fazer isso quando você mora em um prédio, cercado de outros prédios – e de uma obra que coincidentemente no período que você precisa do tal sol, está na altura da sua varanda e janelas? Você desiste? Claro que não! Amamentação em primeiro lugar. Então, você vai aprendendo a dar um jeitinho e descobre que se cortar uma blusa velha naquele exato lugar, talvez – você nunca terá certeza – ninguém perceba que você está pegando sol bem ali – por que não temos o costume do topless por aqui? Não seria mais fácil?

Ainda existem mais exames nessa reta final. Serão feitos os toques para checar a dilatação – quando necessário -, o assustador “exame do cotonete” – SWAB -, que tirando a vergonha, nada tem de realmente assustador ou invasivo. E também rola aquele medo gigantesco de fazer o número dois na hora do parto – quem já fez ou quem está vivendo o momento do parto normal, provavelmente já ouviu falar sobre isso ou já viveu essa situação.

 

Todas essas coisas parecem mesmo uma grande preparação para a maternidade. Como disse no início, é uma doação do seu corpo, um esquecimento das suas vergonhas, uma preocupação com coisas muito mais importantes do que com seus pudores.

Por isso, nossas mães provavelmente nunca tiveram aquela vergonha de “pagar mico” em momento algum. Porque elas se despiram – literalmente – de várias de suas vergonhas durante os nove meses que nos carregaram em suas barrigas.

E quando chega a nossa vez, aprendemos a nos despir, a não nos preocuparmos se o médico é homem ou mulher, queremos apenas saber se são os melhores. Podemos até ter pesadelos com o número dois na hora do parto, mas vamos em frente e encaramos o desafio. Afinal, queremos o melhor para quem vem por aí. O que são as besteiras da vida depois de tudo isso? Não são nada.



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