19 de Outubro de 2017

A Mala da maternidade estava tirando o meu sono

Estamos chegando na reta final da gravidez e hoje eu saí da minha obstetra respirando muito mais aliviada depois de tirar uma dúvida sobre um assunto que estava me assombrando: A Mala da Maternidade.

Maternidade e casamento são dois acontecimentos que deveriam fazer parte do ciclo da vida – de quem quer esses dois compromissos – , mas que acabaram se transformando em eventos pra lá de grandes e pouco naturais.

Lembro que quando eu casei, chegava a ter pesadelos com coisas que poderiam dar errado durante o casamento, de tanto que eu lia e ouvia sobre coisas que TINHA QUE fazer, providenciar e organizar. É uma coisa tão louca, que se você não se toca, acaba embarcando em toda essa loucura sem nem se dar conta.

O mesmo acontece no momento em que se começa a viver a maternidade. São tantas opiniões, listas de coisas que você TEM QUE ter e por aí vai, que se você não segurar a onda, acaba mais uma vez embarcando em tudo isso.

Sou grávida e mãe de primeira viagem. É claro que leio muitos blogs de gravidez, converso com amigas que já passaram por isso e também assisto vários canais no Youtube de blogueiras que contam sobre suas experiências. E confesso que estava – quase – surtando com a tal mala da maternidade. Assim como os pesadelos antes do casamento, estava começando a pirar com esse assunto.

Amigas, blogs, e Youtubers dão dicas, oferecem planilhas com todos os itens necessários para levar para a maternidade… São itens e mais itens em listas que ensinam o que você TEM QUE fazer. Confesso que eu passo longe de ser a pessoa mais organizada do mundo e estava ficando cada vez mais preocupada com essas listas.

Na consulta de hoje, com a minha obstetra maravilhosa – Priscila Pyrrho -, levei um monte de perguntas com dúvidas que eu tinha sobre essas últimas semanas de gestação. E uma dessas era sobre a tal mala da maternidade. “Existe alguma lista oficial do que eu preciso levar?” – perguntei preocupada.

“Não sei em que lugar tem a tal lista que o hospital pede. Mas você não vai precisar de muitas coisas. Se for parto normal então… Vai sair ainda mais rápido e precisar de menos coisas”.

Respirei mais aliviada e confessei:

“Isso vinha tirando o meu sono, pois falam tanto sobre isso, que eu já estava até achando que teria que entregar a mala de maternidade para alguém que ia conferir se eu tinha levado tudo certo”.

Ela riu e falou:

“Se esquecer alguma coisa, tanto sua mãe quanto o seu marido podem ir buscar em casa sem problema nenhum”.

E a minha ficha caiu. Realmente! Não é uma viagem para o outro lado do mundo – apesar de ser a viagem mais importante das nossas vidas. E se faltar alguma coisa, não tem nada demais. Do lado do hospital tem shopping, farmácia e até mesmo a minha casa que não fica muito longe de lá.

Não precisava ter perdido o sono por causa dessa tal mala da maternidade. Na verdade, não precisava nem mesmo de uma mala específica para isso – mas acabei embarcando na lista do TEM QUE TER e providenciei uma para não ficar de fora das “boas mães”. Quanta bobagem!!

É tanta cobrança, tanto julgamento, tantas listas e tantas “ordens” nesse mundo materno que, se a gente não presta atenção, acaba acreditando na ideia de que vai fazer uma prova ou participar de um concurso. Eu juro que com tanta gente falando e com todas as planilhas com listas do que é necessário levar, podia jurar que uma enfermeira pegaria a minha mala da maternidade para conferir se eu tinha levado um dez ou se estava reprovada na minha primeira prova como mãe. Ainda bem que tenho uma obstetra incrível, que sempre diz “não precisa comprar tudo antes do bebê nascer e nenhuma loja vai sair do lugar depois que ele chegar. Então, sem neura!!!”. Não tem prova e não é um concurso. Aos poucos eu sei que vou aprender o que é melhor para a Julia e para mim. Com menos listas, planilhas e medos.




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18 de Outubro de 2017

A escolha da “cama compartilhada” – Diário da Gravidez

Outra grande dúvida que eu tinha desde o início da gravidez era: Como a Julia dormiria nos primeiros meses? Escolhi não ter berço – em breve eu explico melhor sobre as escolhas que fizemos para o quarto dela -, mas para os primeiros meses eu precisaria de algum lugar mais seguro – afinal, nenhum recém nascido precisa já começar a ter noção de espaço e estímulos. As opções que encontrei para esse início foram: mini-berço, moisés, cama compartilhada, berço de Camping, a cama dos pais ou o próprio carrinho de bebê.

Quanto mais eu lia, mais confusa ficava. Esses assuntos de maternidade são um mundo totalmente gigantesco e desconhecido para quem não tinha passado por ele até então. Cada pessoa tem uma experiência e uma opinião diferente sobre determinada coisa. E para definir qual é a melhor opção, baseada na experiência de pessoas que nem conhecemos… É ainda mais difícil.

Depois de muito pesquisar e de muito pensar sobre vantagens e desvantagens, acabei escolhendo a cama compartilhada. Achei que seria mais confortável para mim no primeiro mês – que todo mundo já me avisou que é o mês do caos – e também uma maneira mais gostosa de ter a Julia bem pertinho da gente e dos nossos olhos.

Para isso, comprei o Next 2 me da Chicco (segundo produto que escolho da marca, o primeiro foi o carrinho). Sei que também chamam de cama compartilhada a escolha dos pais de deixarem o neném entre eles, na mesma cama. Eu não tenho nem vontade e nem coragem de fazer isso, pois eu me mexo demais durante a noite e tenho pavor de imaginar que poderia machucar a Julia nessas minhas mexidas. Então, acabei escolhendo esse mini bercinho, que pode ficar aberto, colado na nossa cama, mas garantindo a segurança da nossa filha.

Achei a proposta do bercinho bem legal, pois durante o dia ele pode ser facilmente transportado para outros lugares da casa, dá para fechar e virar um mini berço e durante a noite, acredito que facilitará a minha vida quando for amamentar. Ele é muito levinho, bonito e tem o tamanho ideal para encaixar ao lado da nossa cama. A única “desvantagem” dele é que o preço não é dos mais “amigos” (compramos o nosso na Abracadabra ), mas como foi o que eu mais gostei, decidimos levar mesmo assim (todas as opções de cama compartilhada que pesquisei, custavam mais ou menos a mesma coisa). Achei um vídeo que mostra bem como a caminha compartilhada que escolhemos funciona:

Tenho compartilhado nossas escolhas aqui no blog, pois da mesma maneira que uso outros blogs para buscar inspiração e ajuda nas escolhas que tenho feito durante a gravidez, acho que posso acabar também inspirando futuras mamães por aqui. Esse mundo é tão grande, que acredito que quanto mais informações a gente  conseguir encontrar, melhor vai ser para quem vier depois. =)

Sei que um berço normal para o quarto da Julia custaria o mesmo valor – ou até mais barato – que a cama compartilhada e que ela usaria por muito mais tempo, mas não é o que eu escolhi para ela. E nem sempre o melhor preço será a melhor opção. Tenho procurado buscar o equilíbrio de tudo. Alguns investimentos são realmente necessários (para a gente) e em outros casos estamos buscando alternativas mais em conta. Ainda essa semana eu venho contar melhor as opções que fizemos para o quartinho dela.



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