17 de Abril de 2017

Por que desmerecer ao invés de correr atrás para realizar?

Não sei vocês, mas eu ando um pouco desanimada com as pessoas. O amor parece ter desaparecido do mundo. Hoje, parece que a moda é criticar,  brigar, andar alfinetando tudo e todos por aí. A internet é cheia de comentários assim. A gente quase não vê elogios. A admiração parece ter sido substituída pelo despeito. E a inspiração parece ter entrado em extinção. No lugar de se inspirar em quem foi lá e fez, a maioria das pessoas parece preferir ficar na torcida do contra ou na turma do “foi pura sorte”.

Tenho reparado isso mais e mais, longe e perto de mim. Alguns amigos parecem ter entrado nessa “onda do mal” – acho que esse é um bom nome para essa moda de negatividade – sem nem perceber. Qualquer comentário, de qualquer pessoa do grupo, é motivo de uma chuva de discussões bobas. Mesmo que o outro tenha dito apenas “que calor”, vai ter meia dúzia para disparar uma crítica qualquer.

Estava dando uma olhada nas redes sociais e vi que uma dessas blogueiras mais famosas acabou de comprar uma casa muito legal no Rio. E aí, nos comentários, uma nuvem negra, carga pesada mesmo. Era uma quantidade enorme de gente inconformada de “acordar cedo para trabalhar, pegar ônibus lotado, ter feito cinco anos de faculdade e não conseguir nem mesmo pagar o aluguel. Enquanto vem uma blogueira que grava ‘uma coisa qualquer’ na frente de uma câmera e consegue comprar uma casa de mais de um milhão”.

Quando é que as pessoas vão entender que as coisas não acontecem da noite para o dia? Quando as pessoas vão parar de desmerecer a luta e a vitória do outro? Quando vão entender que o outro ganhar ou não ganhar, não vai fazer você ganhar mais ou menos se a sua vida continua exatamente igual todos os dias?

Se uma blogueira ganha mais hoje do que você vai ganhar a vida inteira, será que é ela que está errada? Será que os valores é que estão invertidos? Ou será que a maioria de nós prefere o certo, o “cômodo”, a carteira assinada, a certeza de um trabalho ou de um concurso ao invés de arriscar? A maioria das pessoas que arrisca, erra, cai, tem que ter uma coragem sem tamanho e uma disposição sem fim para trabalhar alguns anos sem ganhar nem mesmo um real, de sentir o medo de nunca dar certo, de investir no próprio sonho sem ter a certeza de um retorno financeiro.

E aí, quando dá certo, quando uma blogueira, um empresário, um criador, um artista, um cantor cresce e aparece… Surge um monte de gente para dizer: “Ah, que moleza!! Também queria ficar rica gravando o meu dia a dia. Também queria ser milionária fazendo show no Brasil inteiro. Também queria poder comprar uma mansão com apenas vinte anos, só para ficar correndo atrás de uma bola”.

Não, meus queridos! Não é fácil. E sim, quem vence merece aplausos, admiração, servir como inspiração. Pois se a pessoa conseguiu chegar lá, ela fez por merecer. Ela não seguiu o certo, ela não fez o que todo mundo achava que ela tinha que fazer. Ela não fez o mesmo que todo mundo. Em alguma momento, essa pessoa decidiu que queria tentar o diferente. Ela poderia estar tentando até agora e nunca acontecer. Poderia estar tentando por mais dez anos até, finalmente, conquistar o seu lugar. Ela poderia conseguir de primeira. E nada disso tira o mérito dela. Pois apesar de tudo, ela foi lá e fez.

É muito fácil você nunca fazer nada e torcer a boca para falar de quem conseguiu realizar sonhos, de quem conquistou uma vida que você sempre sonhou. O difícil é fazer o que a pessoa fez para chegar lá. Quase ninguém quer. Sabe por quê? Porque dá trabalho e é incerto. É mais cômodo ficar sentado no sofá, reclamando da vida. É mais tranquilo dizer “isso não vai dar certo, não vai funcionar”, do que realizar. É mais fácil suspeitar de quem conseguiu “deve ter ‘namorado’ com alguém que ajudou”, “deve ter algum conhecido influente na área”, “deve ter feito alguma tramoia” , “É sucesso de momento, amanhã estará mal das pernas”, “foi pura sorte”. Tudo isso é fácil de dizer. O difícil mesmo é realizar.

Você pode viver toda a sua vida seguindo para o lado mais comum, mais tradicional… Isso não é problema algum. O problema é você desmerecer quem resolve fazer diferente, quem se destaca, quem teve uma grande ideia. Eu vivo torcendo para que as pessoas deixem o despeito de lado e passem a admirar ou usar como inspiração quem teve uma boa ideia, quem conseguiu chegar no lugar que sempre sonhou. Enquanto isso, tento ler cada vez menos os comentários em sites de notícias e as “reclamações” nas redes sociais. E vou buscando pessoas que me inspirem a seguir correndo atrás de tudo aquilo que eu quero para mim.

 

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07 de Dezembro de 2016

Entrevista com o casal YesBeFree – Deixaram tudo no Brasil para conhecer o mundo

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Todo mundo tem sonhos, mas nem sempre é fácil achar a coragem para correr atrás deles. O Samir e a Bruna do YesBeFree resolveram guardar o medo em uma gavetinha e seguir viagem. Eu fico muitooooooo feliz por eles terem feito isso. Não conheço o casal pessoalmente, mas espero ter essa oportunidade um dia, pois eles são aquele tipo de gente que sentimos vontade de ficar ouvindo sem parar.

Descobri o YesBeFree totalmente por acaso. Estava procurando vídeos no Youtube e encontrei um com o título “Eu não sabia o que eu queria quando larguei o emprego”. Fiquei curiosa para saber o conteúdo e já me apaixonei. Passei a acompanhar no Snapchat e depois no Instagram. Achei o casal cada vez mais fofo e quando comecei a fazer essas entrevistas de quarta-feira, pensei: Preciso bater um papo com eles.

Mandei uma mensagem pelo Instagram e a Bruna topou na hora. Fiquei MUITO feliz, já que o objetivo dessa coluna é inspirar pessoas, conversar com um casal tão bacana seria incrível. E foi.

Os dois são de Salvador, Bahia. Ela é formada em administração. Ele em engenharia. Trabalhavam na mesma empresa e se conheceram em 2011, em um treinamento organizacional. A afinidade foi instantânea, em 2012, já estavam noivos. Pouco tempo depois do noivado, o Samir foi transferido para o Rio de Janeiro e eles decidiram morar juntos.

“E então, ao final de 2013, começamos a fazer uma reflexão mais profunda. A dar vez ao nosso interior, entender o que nos move, instigar e dar liberdade aos mais primitivos instintos. Conseguimos então, naquele momento, alinhar as nossas expectativas de vida e refletir sobre nosso passado, presente e futuro.

Aí o nosso antigo sonho de rodar o mundo povoou de vez nossos corações e finalmente em maio/2015 compramos a passagem rumo a Sidney – Austrália”.

É claro que para viver essa aventura o casal precisou fazer muitos planejamentos – eles contaram no blog sobre como se planejaram financeiramente para isso. Confira aqui.

Antes de rodar pelo mundo, eles fizeram uma primeira longa parada na Austrália para que o Samir pudesse estudar inglês. Lá, eles também trabalharam durante esse período para juntar mais uma grana antes de viver o sonho de verdade.

E como passar tanto tempo viajando apenas com planejamento financeiro? Na verdade, a Bruna e o Samir queriam se encontrar, descobrir o que realmente gostavam de fazer e aliar tudo isso a algo mais. Foi assim que montaram o Yesbefree Inspiring People – para produzir vídeos que inspiram pessoas através do conto de histórias reais ou “storytelling”, uma forma de gerar forte conexão e empatia entre públicos.

E como surgiu a ideia?

“Eu e Samir adoramos contar e ouvir histórias. Entre familiares e amigos, no trabalho, na rua com desconhecidos, quando viajamos…. Não podíamos ter pensado algo diferente na concepção do yesbefree. “

No blog eles contam como essa ideia é importante para que eles consigam viver também com uma “economia colaborativa” durante a viagem. Ou seja, eles ganham alimentação, hospedagem e em troca produzem vídeos inspiradores para os hotéis e restaurantes. Entenda um pouco mais sobre isso aqui. 

Amei conhecer ainda mais da essência deles dois e fico torcendo por mais Samir e Bruna no mundo. Por mais inscritos no canal deles. Devemos valorizar todos aqueles que espalham amor e boas ideias e eles são exatamente assim. Vídeos lindos e histórias emocionantes. Eles ainda vão ter muiiiiiita coisa para contar. A viagem pelo mundo está apenas começando e vocês podem acompanhar desde o início. Espero que essa entrevista inspire vocês!! <3

Logo no primeiro vídeo do canal YesBeFree no Youtube, vocês falam que estão indo atrás do sonho de vocês e que esse sonho não é viajar pelo mundo, é ter histórias para contar para os netos. Que tipo de histórias vocês esperam ter para contar no futuro com essa experiência?

Acreditamos muito na conexão humana como um agente transformador. Existe uma frase que nós amamos: se você quer se conectar com o seu público, conte uma história. E de fato, boas histórias tem o poder de humanizar, inspirar, mobilizar. Nosso processo de mudança, por exemplo, carrega pessoas que foram fundamentais e nos ajudaram muito a dar o primeiro passo e continuar caminhando. Por isso, queremos muito reunir histórias nossas e de outras pessoas comuns, que passaram por processos de mudança, medo, superação, autoconhecimento e evolução. E, claro, compartilhar. Compartilhar sempre, para que esse ciclo se renove.

Me emocionei muito no vídeo – Qual é o seu legado? – E fiquei pensando em quantas outras histórias como a do Papi vocês vão encontrar nessa volta ao mundo. Vocês pretendem contar e mostrar mais dos sonhos de outras pessoas que encontrarem pelo caminho?

Sim, buscar pessoas comuns que compartilhem histórias sobre liberdade, coragem, simplicidade, sonhos. Todos tem uma história pra contar.

Muitas pessoas sonham em se aventurar no mesmo tipo de projeto, de tirar uma espécie de ano sabático e viajar o mundo. Mas a maioria dessas pessoas sonha com isso para si, para se conhecer melhor, ver mais paisagens, viver experiências inesquecíveis. É claro que esse também é um desejo de vocês, mas no vídeo que vocês falam sobre ganhar  menos e ter mais tempo, o Samir citou uma frase que dizia mais ou  menos assim “a gente não quer viver para sempre, pois isso é impossível. Mas queremos ser eternos”. E aí ele continuou dizendo que para ser eterno, precisa deixar algo importante e para isso precisa ter consciência do que está fazendo. Quando vocês começaram com essa ideia, já era um objetivo mostrar mais do que um estilo de vida, uma experiência? Pergunto isso, pois acho a proposta de vocês completamente diferente de quase tudo que já vi – tanto nos programas de viagem na TV, quanto no Youtube. Muito mais do que mostrar lugares lindos, em todos os vídeos vocês passam coisas boas, inspiradoras, motivacionais, positivas. Mais do que ganhar histórias de vida e experiência, deixar um legado para o mundo sempre fez parte do sonho?

Sempre. Chegamos à conclusão que o vazio que sentíamos era, também, pela não realização de um trabalho que fizesse diferença na vida de outras pessoas. Os jovens de hoje que chegaram aos 30 olham para o lado e dizem: Ok, tenho um bom salário, moro num lugar bacana e compro roupas novas de vez em quando. Mas não mudei a vida de ninguém até agora, nem a minha mesma.” Acho que estamos vivendo a “Geração do Propósito” e queremos ser catalisadores desse movimento mundial. Precisamos, a todo momento, sentir que tudo o que transmitimos está gerando valor à vida de alguém. Caso contrário, não faz sentido. O que nós não imaginávamos é que o Yesbefree fosse preencher esse vazio em tão pouco tempo.

Quantos anos vocês têm? Vocês dois sempre amaram viajar?

Bruna, 28. Samir, 34. Viajar é maravilhoso, porque você sai da rotina, experimenta coisas novas e se conecta à você mesmo. Acho que as pessoas gostam, sim, de viajar e ver paisagens lindas, comidas exóticas, mas no fundo, no fundo, é pelo que elas são quando estão fora das inúmeras cobranças da sua rotina, da sua cultura. Nos sentimos mais leves, mais nós. Somos 100% Bruna e Samir. Unidos como casal, mas exercendo nossa individualidade e essência.

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O que deixaram no Brasil para viver essa “aventura”?

Tirando as pessoas que mais amamos (família e amigos), todo o resto que deixamos se tornou desnecessário, não faz falta.  E o motivo não é a viagem, mas mudar a cabeça.

Quando vocês contaram para família e amigos que queriam deixar o emprego para viver um sonho, o que eles disseram? Em algum momento vocês sentiram medo e quase desistiram? O que fez com que vocês seguissem firme em busca do sonho?

Foi um susto para todos, mas nós amenizamos porque comunicamos aos poucos e de forma estruturada. Fomos, ao longo de 2 anos, soltando pequenos insights de como imaginávamos um novo modelo de vida para nós. E já bem mais perto da viagem (meses antes), mostramos um planejamento consistente, tanto financeiro como de objetivos finais. Os pais, familiares e amigos precisam confiar em você para te “deixar” seguir caminhos não convencionais em paz. No fundo todos querem nos ver felizes. Somente nós saberemos o que nos move então o que resta a eles é confiar e torcer.

Medo é normal sentir, mas nunca pensamos em desistir. O que nos faz seguir firme é a sede pelo auto conhecimento. Ela continua insaciável e longe de encher o copo. Tem uma frase que gostamos muito que resume bem essa falta de força para seguir firme que é um dos nossos lemas. “A tragédia verdadeira não é quando um homem morre e sim quando algo morre dentro dele enquanto ainda está vivo”. O sonhos não podem morrer. Não podemos desistir de viver uma vida com mais sentido, assim, facilmente.

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Vocês possuem um roteiro pronto de todos os lugares que pretendem conhecer nessa viagem de volta ao mundo?

Temos alguma ideia dos países que visitaremos neste ano de 2017 e a melhor época de ir de acordo com o clima. Mas, uma vez lá, não temos roteiro nenhum. Acordamos sem saber o que fazer e perguntamos aos locais que conhecemos ou a viajantes que encontramos, a medida que caminhamos. Para nós, essa descoberta é o espírito do viajante. Por isso não postamos sobre dicas ou coisas do tipo. Cada um tem um olhar, uma intuição. Isso precisa ser trabalhado em nós para tomarmos decisões melhores na vida como um todo.

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No blog, vocês escreveram o seguinte sobre a experiência no curso de inglês: “Num mundo banalizado por discussões rasas, conversávamos profundamente sobre grandes questões da vida. Ética, moral, felicidade, religiosidade, liberdade, história…” Desde o primeiro vídeo que assisti, foi mais ou menos isso que senti. Era como se vocês estivessem conversando mais profundamente com todos que assistem vocês. É parte da essência de vocês dois sempre buscar o melhor nas pessoas e nos lugares que  conhecem?

Sem dúvida. É muito bom jogar conversa fora com a família e os amigos, mas esse é um momento nosso de pensar mais profundo e transmitir isso para outras pessoas.  Nas entrevistas que fizemos com o staff de um hotel para um vídeo de parceria em Bali, por exemplo, muitos se emocionaram. As pessoas precisam ser ouvidas, precisam externar suas emoções e falar de assuntos que normalmente estão oprimidos. Todo mundo tem uma história para contar. Outro ponto é a prevalência do “eu” que está trazendo mais ego e menos senso de coletividade. Queremos falar de nós mas não ouvimos o que o outro tem a dizer. Dessa forma não há conexão. E sem conexão, não há aprendizado. Nós acreditamos que o conhecimento está nas pessoas. É isso que estamos tentamos fazer. Mostrar nossas fraquezas, fortalezas e pensamentos mais profundos para provocar o outro a se abrir, também. Uma vez conectados, tudo flui.

Pensando ainda no texto do Samir, no blog, queria saber se vocês acreditam que o mundo seria um lugar melhor, menos amargo, com menos hostilidade e ódio se as pessoas investissem mais nos seus sonhos e dessem mais valor ao TEMPO?

Acreditamos que a realização profissional é essencial para um mundo com mais tolerância e empatia. Passamos quase 80% dos nosso dias trabalhando ou realizando alguma atividade. Necessariamente, precisa ter um propósito que estimule a você continuar seguindo em frente e contagiando outras pessoas seu redor com sorriso, paciência, gentileza, etc. Caso contrário, algum seguimento da sua vida será afetado de forma a desequilibrar o bem viver. Só nos importamos com a falta de tempo quando sentimos que estamos gastando ele em algo que não faz diferença no mundo. Isso traz angústia e muitas dúvidas. Mudar o mundo é mudar a si, em primeiro lugar.

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Roubando e adaptando um pouco a pergunta que a professora do Samir fez na aula, gostaria de saber se agora que vocês começaram essa viagem, estão se tornando o que sempre sonharam?  Se não, o que falta para isso?

O aprendizado é uma constante, o homem constrói seu caminho à medida que caminha, não é verdade? Inclusive, ao olharmos para trás, sabemos que o aprendizado foi gigante, principalmente nos momentos mais difíceis. E podemos dizer, sim, que estamos nos tornando, dia após dia, quem sempre sonhamos ser. E não existe um ponto final, esse exercício precisa ser constante.

Qual é a melhor e a pior parte dessa experiência? O que dá mais medo e mais expectativa?

A melhor parte dessa experiência é viver aprendendo. Isso nos traz o mesmo brilho do olhar de uma criança que vai comprar picolé na praia. Aprender de dentro pra fora, de fora pra dentro. Na nossa consciência, ver que ainda tem um longo caminho pra evoluir nos excita e instiga a continuar vivendo. A pior parte é a saudade. E ver a família sentindo nossa falta, também.  Perdemos momentos únicos na vida de pessoas que amamos muito (casamento, nascimento do filho), mas acho que o medo maior é ver de longe as pessoas envelhecendo sem saber se estarão ali quando voltarmos. É um risco que faz parte da jornada de qualquer pessoa e precisamos nos preparar para isso.

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Qual foi a maior dificuldade que enfrentaram até o momento nesse projeto? Em algum momento pensaram em mudar os planos ou desistir de algum destino?

A maior dificuldade até agora foi conseguir dizer não a muitas ideias que surgiram. Administrar o tempo de uma forma mais autônoma também não foi nada fácil. Ficamos ansiosos e discutimos muitas vezes. Choramos e nos sentimos um pouco perdidos no início. Hoje o caminho está mais claro, os planos estão mais precisos e maduros e conseguimos acordar e dormir com a sensação gostosa da realização. Até agora só tivemos que desistir de ir pro Japão por conta do visto. Só dá pra tirar do Brasil. Uma pena, pois tínhamos uma grande expectativa de visitar o país na primavera. Acontece, mas o Japão não vai sair do mapa, rola depois!

Qual foi o maior aprendizado que tiveram até esse momento?

 Auto conhecimento. Acessar a consciência e rever hábitos. Questionar-se a todo momento sobre tudo: Porque aqui eu separo lixo e lá não? Só porque todo mundo separa ou tem alguém me fiscalizando? Viver na Austrália e presenciar o benefício do senso de coletividade para uma sociedade foi incrível. Quem faz um país são os cidadãos e não políticos e hoje isso está bem claro pra nós. Por isso a mudança sempre começará do indivíduo.

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Que mensagem esperam passar para as pessoas que assistem vocês?

 Nossa mensagem é a nossa vida. O exemplo não é a melhor forma de influenciar alguém, é a única.

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Gostou da ideia e quer saber como eles se planejaram financeiramente para viver essa aventura? Clique aqui. 

Conheça mais sobre a história do casal Yesbefre




Adoro ouvir histórias de pessoas que tiveram a coragem de transformar um sonho em negócio. Não deixe de ler as outras entrevistas que já rolaram por aqui e não se esqueça que toda quarta tem mais um convidado.

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