16 de Novembro de 2016

Jornalista, empreendedora e escritora – Entrevista com Renata Frade

Hoje, a entrevista é com a Renata Frade, uma profissional que eu admiro muito e que conheci assim que meu livro – Ah, o Verão! foi publicado pela Editora Valentina. A Renata foi a responsável por me colocar em praticamente todos os grandes jornais do Brasil, também em programas de televisão e revistas. É o que ela faz com todos os trabalhos que assume. Ou seja, ela é fera e vai atrás de tudo até conseguir o que realmente quer. Ela é tão profissional, que parece que tem superpoderes. Consegue coisas que para muitos pareceria impossível. É uma pessoa cheia de garra e com uma história profissional cheia de conquistas.

Espero que essa entrevista com a Renata Frade sirva de inspiração para todos vocês. Ela é guerreira, batalhadora e realizadora. Confiram na entrevista:

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O que te levou a estudar o jornalismo? Quais eram os seus sonhos quando você escolheu essa carreira para estudar e trabalhar?

Quando me inscrevi no vestibular não sabia se tentaria a faculdade de Letras, Publicidade ou de Jornalismo. Sempre li jornal, desde os 10 anos, por incentivo do meu pai, que todos os dias me explicava o que eu não sabia nas reportagens. O jornal vivia vermelho porque criança lá vai saber sobre política, internacional, saúde! Eu queria transmitir mensagens de muitas formas, mas não sabia como, mas já era algo de que gostava muito. Meu pai sempre incentivou que me tornasse jornalista, mas fiz vestibular para Publicidade. Quando completei dois anos de curso, decidi trocar para Jornalismo porque entendi que eu realmente deveria seguir essa vocação. Entrei muito cedo na universidade, tinha acabado de fazer 17 anos. É uma profissão muito difícil, há poucas vagas no mercado para a quantidade de gente. Não trilhei atalhos, mas segui estudando muito, sem parar até hoje, para que minha carreira crescesse e eu fosse feliz nela, dentro do possível. Há quinze anos trabalho como Comunicadora, que é algo que vai além do jornalismo. Já fui repórter no jornal Extra, na época fiz reportagens para o jornal O Globo, depois críticas de lançamentos de livros para o Ideias, do Jornal do Brasil. Em agências de comunicação viajei muito pelo Brasil e pelo exterior para realizar campanhas de marketing, comunicar eventos aos seus diversos públicos, entrevistar pessoas para revistas, jornais, sites ligados a estas empresas. Quando comecei no jornalismo, tinha um grande sonho de ajudar as pessoas que eram menos favorecidas a entenderem melhor o mundo delas, que reivindicassem pelos direitos, que eu fosse útil a alguma reflexão. Uma das coisas mais maravilhosas e inesquecíveis era receber cartas de leitores que não tinham como pagar médicos e que agradeciam por reportagens sobre saúde que eu e a equipe de saúde produzíamos, a partir de informações de médicos de referência, que os ajudavam a viver melhor. Não sei se tive muitos sonhos, comecei a trabalhar cedo para custear faculdade, minhas despesas, mas eu tinha e tenho ideais. Acabei, no meio disso, encontrando caminhos para realizar sonhos profissionais, pessoais. Alguns sonhos da Renata que começou são os mesmos de hoje: ser relevante, única, realizar conquistas com humildade, com pessoas felizes, envolvidas e impactadas, ser feliz no processo do desenvolvimento além do resultado final, mesmo com tanta crise, com tanta injustiça, manter a fé em si e na vida e sempre se superar, mantendo a sua subjetividade e amor pela vida.

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Como os livros entraram na sua história pessoal e profissional?

Eu tive a sorte de ter pais que se dedicaram muito à minha educação. Investiram tudo que puderam em boas escolas e para que eu gostasse de ler. Antes de ser leitora, já ganhava muitos gibis da Turma da Mônica e vivia ansiosa para um dia saber o que eram aquelas histórias. Meu pai custeou até onde pôde as escolas, cursos e todos os livros de que precisei. Minha mãe me ensinou a ler, se dedicou muito para que eu fosse boa aluna e gostasse dos livros, lendo comigo, atendendo meus gostos. Eu acho isso notável, nenhum dos dois cursou universidade, vieram de famílias com histórico de pobreza. Desde pequena minha escola me incentivou a escrever, os professores de que mais gostei foram os de Redação. Então, eu criava redações que davam vazão à minha criatividade, as questões de dentro de mim que não sabia as respostas. Descobri na escola que deveria trabalhar com isso, de alguma forma. Também na adolescência eu gostava de ajudar os amigos a se recuperar de notas vermelhas em disciplinas em que eu me saía bem. Muitos deles receberam aulas particulares na mesa da cozinha, enquanto minha mãe cozinhava ao lado, de inglês, português, história, literatura. Tenho ainda hoje todos os diários em que escrevia quase todos os dias criações de ficção, mas também reflexões sobre o mundo, na medida em que amadurecia. Cheguei a cobrir poucas pautas ligadas à literatura, quando trabalhei no jornal Extra, e fui resenhista de lançamentos literários e jornalísticos no antigo caderno Ideias, do Jornal do Brasil. Quando entrei para a comunicação empresarial, em 2002, os meus clientes eram a Fundação Biblioteca Nacional, SNEL, editoras, depois autores, LIBRE. Foi o destino que veio ao meu encontro, sabendo que de certa forma eu estava me preparando para isto, porque é o que sempre gostei de conhecer, minha vocação. Fiz um Mestrado em Literatura Brasileira, uma especialização na área, tantos cursos de escrita criativa, porque é o que me dá alegria na vida e porque me capacita a trabalhar melhor.

Os livros fazem parte de mim como se fossem um oxigênio. Eles me ajudam a ser uma pessoa melhor, uma profissional mais capacitada, divertem, emocionam e ajudam muito a entender mais como são as pessoas e a mim mesma. Os livros me deram amigos para a vida toda, sou feliz com eles sempre ao meu lado.

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Você já trabalhou em redação, mas depois de um tempo decidiu seguir a profissão como empreendedora. Como foi que aconteceu essa decisão? E hoje, como você avalia essa escolha? 

Pode parecer pedante, mas eu sempre soube que trabalharia em redação para depois seguir a carreira de comunicação empresarial, porque meu perfil é executivo. Já sabia disso com 18 anos, eu intuía que a tecnologia mudava os meios de comunicação, a internet estava crescendo no país, e quem não buscasse flexibilidade, agilidade e estudo ficaria em uma situação difícil. O tempo e a vida não param, é a lei do mercado. Porém, persegui a carreira em redação porque acho ainda hoje que é o ambiente que melhor capacita um comunicador a ter desenvoltura para apurar informação, para se atualizar, para conhecer a sociedade, a realidade das ruas, a agilidade, atenção, concisão, objetividade e clareza para captar e transmitir. Acho que é uma das coisas mais complexas, separar o que é seu, o que você apura e o perfil do veículo onde atua e transformar isso em algo útil à sociedade.

Um dia iniciei a procura por oportunidades em comunicação empresarial quando vi que meu ciclo em redação já tinha sido suficiente em minha formação. Eu me considero mais comunicadora do que jornalista. Sempre quis levar a informação em diversas mídias, para públicos se engajarem muito antes de iniciar meus estudos em transmídia. Consegui uma coisa incrível, trabalhar na Edelman, que é a maior empresa de PR do mundo, depois de exaustivo processo de seleção. Deu certo, a vocação se confirmou e nela estou até hoje. Desenvolvi um método meu, após tanto trabalho para clientes de petróleo à música, TV, saúde, livros, de comunicação que aplico na minha empresa, Punch!. Pensa que não dá frio na barriga sair inventando, ainda mais em seu próprio negócio? Sendo diferente, errando e acertando por sua conta e risco? Penso que não tenho o perfil de me contentar com o mediano porque sou inquieta e curiosa, sou muito entusiasmada com quem sou, com meu trabalho, com as pessoas com quem e para quem trabalho. Avalio que foi a coisa mais certa, fui muito consciente cada escolha que fiz profissional. Vivi momentos muito duros, sobretudo quando abri empresa, porque o mercado é hostil aos empreendedores, ainda bem que menos do que já foi. Errei muito, passei muito perrengue, mas acertei, cresci e me tornei uma pessoa de quem teria orgulho como profissional aos 17 anos. O desafio é manter a coerência, a humildade, a motivação e a renovação sempre, para mim, e qualquer pessoa que busque um caminho ao sol.

Você é uma das pessoas mais focadas que conheço. Quando quer alguma coisa, vai atrás até conseguir e sempre trabalhando para que aconteça da melhor maneira possível. Você sempre teve essa personalidade?

Sim. Quando quero algo que me fará feliz, que melhorará minha vida sem passar por cima de ninguém, analiso muito o cenário, se estou preparada para isto, e me preparo sem me comparar com os outros. Eu crio, planejo, executo e calculo êxitos e pontos a serem aperfeiçoados. Acho que existem espaços para os bons profissionais, que são os que trabalham duro, são autênticos e prezam pela excelência. Não tenho realmente tempo para olhar para trás, para tomar conta se a grama do vizinho é mais verde do que a minha é. Cada um colhe o verde da grama que plantou. Sempre fui estrategista, desde criança era líder. É da minha natureza, não tem fórmula. Eu era a dona da bola. Mas tento ao máximo preservar a consciência de respeitar o próximo, ir até o limite de onde é meu direito intervir minhas opiniões e vontades, e ser muito cumpridora de meus deveres. Isso dá a você respeito e credibilidade em tudo. Empreender não é ser dono de negócio, mas ser um agregador, catalisador de interesses e buscar seu lugar, dentro de direitos e obrigações. Para saber mandar é preciso saber fazer muito bem, e acho que todo mundo pode melhorar, eu sou muito crítica de mim mesma. Fui a menina que brincou com poucas bonecas, que preferia ganhar jogos de presente, brincar e conversar com meninos, jogar bola, andar de bicicleta descalça, subir parede, entrar mar adentro e vestir fantasia da Mulher Maravilha. Sempre um desafio. Admiro meus pais, que souberam lidar com uma criança cheia de porquês, interesses diferentes e muita personalidade.

Acho que praticar esportes desde 1 ano me ajudou a desenvolver o espírito de equipe e estratégia. Gosto de ouvir críticas, mais do que elogios (que adoro), porque eu preciso melhorar, estagnar jamais. O foco de nossa vida também deve ser a vida pessoal, buscar o equilíbrio em todas as áreas. É um exercício insano, mas existe o tempo de parar, de contemplar, do silêncio, do ouvir, do brincar, do estar com as pessoas que ama, de trabalhar, estudar, ser várias em uma. É necessário foco e disciplina para isto, também. 

Em toda a sua trajetória profissional, qual você acredita que foi a sua maior conquista até hoje? Por quê?

Muito difícil responder, porque lutei por coisas que hoje olho atrás e acho incríveis para uma pessoa com 18 anos (passar em um processo de seleção de duas vagas em marketing, em multinacional francesa, concorrendo com quase mil pessoas), trabalhar na Espanha com 26 representando uma multinacional suíça, iniciar e concluir um Mestrado em que vivi durante sua realização a doença de uma tia, meu câncer (superado no período), a morte da minha avó, término de um relacionamento de anos e ter uma dissertação aprovada com distinção. Ter comandado sozinha a comunicação interna e externa de uma multinacional alemã por quase quatro anos sem ter uma pessoa sequer a quem recorrer conselhos, dividir angústias das tomadas de decisão que impactavam investimentos altos da empresa. Ter sido uma repórter crua, ruim, muito jovem, que aos poucos evoluiu com humildade e muito esforço. As pessoas lindas que conheci, entrevistei, trabalhei junto que se foram e estão aqui, como você (para tudo, que fiquei toda feliz quando recebi esse elogio!!! <3 <3 <3 ). Ter aberto uma empresa com perfil inexistente no país de transmídia e tecnologia quando na época as pessoas não compreendiam a ligação e acham que isso hoje tem tudo a ver (Punch!). Eu comemoro todos os dias uma conquista e isso é bênção de Deus e é também resultado de muita dedicação. Grande conquista é meu trabalho ser orgulho para minha família, exemplo para meu sobrinho de 12 anos, mesmo eu achando que existem outras mil pessoas que têm exemplos melhores do que o meu. Grande conquista é através do meu suor poder ter ajudado pessoas que eu amo em momentos difíceis e ter recebido delas ajuda quando mais precisei. Grande conquista é estar participando desta entrevista, porque juntas realizamos um case incrível de construção de marca e comunicação para autores YA no país (ohmmm!!!! <3 <3 <3 ) . Eu me orgulho muito disto.

O que você mais ama e o que menos gosta no seu trabalho?

Eu amo ver que meu trabalho proporcionou melhoria de vida (pessoal, profissional) àqueles para quem e com quem trabalhei e trabalho. Ver na prática que um resultado seu levou uma pessoa a um destaque e uma posição de sonho da vida dela é muito gratificante. Ainda bem que ouvi de muitas delas que as ajudei a concretizar estes sonhos.

O que menos gosto são os stalkers, pessoas que tentam copiar, mas não existe receita de bolo. Já dei uma palestra dia desses em que uma dessas pessoas estava presente, me segue em mídias sociais, na vida real e se escondeu atrás da porta para ouvir minha aula. As pessoas que nos chamam para reuniões de brain hacking, as que te elogiam ao máximo para soltar a fatídica pergunta: mas como é que você faz isso, conseguiu isso mesmo? Incrível, mas não se importam de você perceber isto, faz parte do jogo. Também acho muito desagradável trabalhar em equipe, todos ganharem e haver ingratidão comigo ou com envolvidos. Infelizmente o ego e a vaidade acabam turvando a mente das pessoas. É meio louco se incomodarem com seu sucesso quando você vibra por cada conquista de quem passa pelo seu caminho. Mas isto é a vida, o ser humano, em qualquer lugar. A gente é que precisa mudar e seguir o caminho com leveza e alegria, sempre humildes e atentos.

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Conta um pouco para os meus leitores sobre a sua trajetória profissional – principais lugares que trabalhou e um pouco sobre a sua empresa e o que você faz.

Para pagar contas já vendi panelas em loja, cosmético em faculdade. Como disse acima, fui estagiária de jornalismo do Projeto Comunicar na PUC-RJ, onde estudei. Depois passei para o Marketing da Sanofi, entrei para o Jornal Extra, depois para Edelman e outras agências de comunicação, trabalhando no país e exterior em eventos, em campanhas. Mais tarde assumi a comunicação da Fresenius Medical Care, saí e abri a Punch!, minha empresa. Fiz 4 pós-graduações, cursos de inglês, espanhol e francês, além dos específicos da área como Transmedia no M.I.T. e Novas Mídias em Stanford, duas das maiores universidades do mundo, localizadas nos EUA. Eu e meu sócio-marido, Bruno Valente, abrimos a Punch! há seis anos. Somos uma empresa de comunicação transmídia que desenvolve conteúdo, marketing e é developer de aplicativos, realidade virtual e tecnologias. Atendemos a empresas de todos os segmentos da economia. Precisa comunicar, engajar, vender, fortalecer marca, criar plataformas de comunicação, mídias, criar sites, vídeos, animações, livros digitais interativos, educação online, entre diversas soluções, e não sabe começar? A gente tem solução customizada para o negócio de cada cliente, em todos os segmentos, de beleza a livros, de varejo à internet das coisas. Para saber mais é só conferir aqui.

Depois de trabalhar por vários anos no mercado editorial, agora você está trazendo uma ótima oportunidade para novos escritores e também para aqueles que já possuem livros publicados – Punch! for Writers. Conta um pouco sobre esse projeto. 

Punch! for Writers é o programa mais completo no país de carreira literária para autores. É a consequência de 15 anos trabalhando em mercado editorial de maneira tão próxima e feliz junto a autores de Alta Literatura e Entretenimento, nacionais e estrangeiros. É a soma dos serviços e expertises da Punch! aplicadas a escritores em qualquer fase de carreira: dos auto-publicados, a iniciantes publicados em editora, aos que já têm um caminho de publicações em editoras e aos mega-sellers. Construção e realinhamento de marca (branding), engajamento de leitores, comunicação multiplataforma para os players e formadores de opinião do mercado (como jornalistas, blogueiros, livreiros, etc). Nada é mais importante para um escritor que se dedicar a ler e escrever bem, sempre aprimorar sua escrita, porque comunicação não faz milagres e não salva um produto ou um conteúdo ruim. Recentemente assisti a uma palestra do diretor da Faculdade de Artes da Universidade de Columbia, nos EUA, e ele mesmo disse que a academia precisa se ajustar aos interesses do mercado, além da preocupação com a estética e qualidade artística de um livro. Trata-se de um negócio e a profissionalização com nosso trabalho certamente são um passo à frente para uma carreira literária bem construída e de maior durabilidade e relevância.

Nunca se publicou tanto e nunca surgiram tantos escritores no país, mesmo com editoras e livrarias fechando, pontos de distribuição de livros saturados. Mas existem fenômenos que se tornaram oportunidades, mesmo na autopublicação ou através de novas editoras e modelos de negócio para escritores. Nós estudamos o mercado e vivenciamos todas as mudanças diariamente, por isto estamos preparados para criar ferramentas e conteúdos sem redundância em sites, blogs, audiovisual multicanal (youtube, apps), livros digitais interativos, mídias sociais, materiais promocionais para eventos. A comunicação deve acompanhar as mudanças na vida e carreira de um escritor, ser coerente e sempre apresentar o que ele tem de melhor. Para saber mais, recomendo que conheçam o site do Punch! for Writers e o blog que atualiza no site todas as novidades e alimenta escritores de informações valiosas para seus cotidianos. 

Você é a idealizadora de um projeto lindo – que eu sou grata de fazer parte -que é o LitGirlsBr. Como surgiu a ideia, o que você considera mais legal e inovador no projeto, o que ainda pretende realizar com ele?

Correção: o idealizador do projeto foi meu sócio, Bruno Valente. Juntos nós desenvolvemos a ideia. Após tantos cases bem sucedidos junto a autores nacionais de comunicação e relacionamento com o mercado editorial, de presenças em eventos de clientes ou a convites como palestrantes, recebemos muitos pedidos de ajuda de escritores de todo o país e acompanhamos a movimentação de um nicho específico, de autoras, em prol da formação de leitores no país. LitGirlsBr é o primeiro projeto multiplataforma transmídia de literatura nacional para jovens no Brasil, o que já é extremamente inovador e pioneiro no país. Foi criado sob o tripé cultura – entretenimento – educação. Temos mais de 200 horas de entrevistas em vídeo gravadas com autoras, livreiros, professores, blogueiros, leitores, entre outros profissionais do mercado que se tornarão um produto audiovisual, mas há uma websérie no Youtube que ainda será atualizada com novas gravações. Temos um canal no Spotify, mídias sociais de engajamento, site que será reformulado, criamos uma marca, lançamos pela Rocco O Livro Delas, que é uma das plataformas do projeto. O livro é uma antologia de contos da qual sou organizadora e apresentadora de autoras nacionais contemporâneas de importante expressão, entre elas você, cuja versão ebook reúne artigos e entrevista voltados à academia e a professores de escolas. Isto também é algo inovador, único e precursor.

Pretendemos expandir as plataformas, lançar o aplicativo do projeto e estamos em busca de parceiros e financiadores, pois tudo foi realizado com recursos apenas da Punch!. Certamente temos uma audiência enorme, conteúdo de valor, que agrega a marcas e empresas. Outros planos, outros livros serão realizados, mas… sigilo por enquanto.

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Esse ano você participou de três livros (dois de contos e um como idealizadora, organizadora e apresentando o projeto). Fala um pouquinho sobre eles e conta se isso foi a realização de um sonho.

São livros escritos em situações e momentos muito distintos. Foi uma incrível coincidência que estes lançamentos tenham se concentrado em um ano. Eu mantinha minha produção autoral no blog Pessoa Física, mas vinha desenvolvendo O Livro Delas para ser publicado em uma boa editora, que acabou sendo a Rocco. Nele atuo como uma espécie de editora, a concepção do livro (conteúdo) em seu formato físico e com os extras do ebook foi minha, e me dá um enorme orgulho ter estreado como organizadora em algo tão impactante e importante no mercado editorial. Apesar de minha Apresentação ser um texto com perfil jornalístico, já me emocionei com relato de leitores que se identificaram com os temas e maneira com os quais os abordei.

Também estava produzindo o conto Irmandade, levei seis meses nisto com Os Quinze, grupo literário do qual faço parte. Foi publicado na antologia Contágios (Oito e Meio), organizada pelo jornalista e crítico José Castello. O conto e poema que publiquei na Antologia Patuscada (Patuá) foi algo inesperado, vi a convocação de autores e no mês seguinte estava lá, junto a autores tão talentosos.

Sempre trabalhei com escritores que tanto admirava e isto aumentou meu senso crítico, não me achava à altura de mostrar para o mundo através de livros o que sempre fiz, desde pequena. Mas pessoas especiais, como você, acreditaram neste valor e eu topei os desafios e estou muito feliz por tê-los conseguido ( <3 <3 <3 ). Sonhos lindos que abriram minha carreira como escritora de maneira muito positiva e especial.

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Eu gostaria de agradecer a oportunidade de falar muito sobre mim neste espaço tão cheio de audiência e relevância como seu blog. Você é uma pessoa que me inspira como profissional e ser humano. Sua garra, seu brilho nos olhos para realizar sonhos, merecedora de todas as conquistas. Essa é uma das recompensas do trabalho, conhecer as pessoas que ficam, as que são diferenciais no seu caminho como você é para mim. Espero que este testemunho sirva de algo para os leitores, não me considero exemplo, mas estamos aqui para trocar. Fiquem à vontade para isto!

Ohmmmmm!!! Agradeço muito à Renata por ter aceitado o convite para essa entrevista, por ter respondido com tanto carinho e pelos elogios finais. Renata, você é uma inspiração, com certeza.

Desde quando criei o blog, sempre tive a certeza de que o que eu mais queria era trazer um conteúdo bacana e inspirador para todos os meus leitores. Em tudo o que eu faço, busco uma maneira de ajudar a mudar o mundo de alguma forma. E nesses tempos de “guerras” virtuais, espero contribuir para que alguma coisa mude espalhando amor, histórias vencedoras e que estimulem pelo menos outro alguém a ir atrás de um sonho. Espero que tenham adorado essa entrevista com a Renata Frade tanto quanto eu amei. Lembre-se que toda quarta-feira é dia de entrevista aqui no blog.

Se quiserem ler outras:

Entrevista com os criadores da plataforma Meu Bistrô

Entrevista com o criador do Leitura no Vagão

21 de Julho de 2016

Poderia ser do Sensacionalista, mas não é

Vocês já entraram em um grande portal de notícias, olharam uma matéria e pensaram: Ué, entrei no Sensacionalista por engano? Pois é. Normalmente, isso acontece comigo diariamente quando vejo a página principal de sites como Globo.com. Hoje, ao me deparar com a mais tosca dos últimos tempos, fiquei pensando se está faltando assunto no meio do jornalismo de entretenimento.

 Com intestino preso, Gracyanne fica horas no banheiro e Belo pensa que ela foi sequestrada

tosco sensacionalista

Sério, gente! O que leva o jornalismo de entretenimento a enxergar esse tipo de acontecimento como algo interessante e ainda digno de primeira página do portal? Isso tudo é uma busca por mais cliques? Vale tudo pelo dinheiro, pela visibilidade, pelo aumento da audiência?

Fico pensando na quantidade de matérias interessantes que deixam de ser publicadas e que no lugar entram outras como essa, totalmente vazia, ridícula, que mais parece piada do que matéria em um grande portal. Enquanto isso, peças de teatro, lançamentos de escritores, exposições de arte não conseguem nem mesmo uma notinha nesses mesmos veículos.

Não é de chorar?

Parece coisa do Sensacionalista, mas infelizmente não é!

 

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